O juiz Ygor Vieira de Figueiredo, da Comarca de Matriz do Camaragibe, acompanhado do presidente da Associação Alagoana de Magistrados (Almagis), juiz Maurílio da Silva Ferraz, se reuniu, na manhã de hoje, com a presidenta do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), desembargadora Elisabeth Carvalho Nascimento, o desembargador-corregedor de Justiça, José Carlos Malta Marques e o secretário de Defesa Social, Paulo Rubim, para
solicitar reforço na segurança do Fórum do município. O prédio foi depredado, ontem (31), por manifestantes vítimas de um golpe aplicado por dois estelionatários.
Durante a reunião, Ygor Vieira relatou ao corregedor e a presidenta do Tribunal de Justiça como tudo aconteceu. Segundo o magistrado, os manifestantes são trabalhadores rurais que foram vítimas de um golpe de dois estelionatários, que prometeram emprego em outro estado, na condição de receberem um determinado valor para o pagamento da viagem. No entanto, os golpistas sumiram com o dinheiro e com a carteira de trabalho das vítimas.
O juiz disse que os agenciadores foram presos, mas logo foram libertados pela Polícia Federal. “Foi justamente em razão da libertação dos estelionatários, que se iniciaram os protestos. Os trabalhadores pensaram que soltei os acusados. Sou um representante da justiça estadual e apenas tentei mediar um diálogo entre os trabalhadores e o advogado dos agenciadores. Houve na verdade um engano, quem soltou foi a Polícia
Federal”, destacou.
Ygor Vieira ressaltou que os manifestantes jogaram pedras no Fórum da cidade e atearam fogo. Ele salientou que entende a revolta dos trabalhadores, mas afirma que nada justifica os atos de desordem e destruição, uma vez que o golpe compete a esfera federal, ou seja, a justiça estadual jamais poderia ser alvo dos protestos.
Maurílio Ferraz condenou os atos dos manifestantes ressaltando que a vida do magistrado foi posta em risco. “A Polícia Militar resgatou literalmente o juiz Ygor em sua casa. Se os manifestantes tivessem invadido a residência do magistrado não sabemos o que poderia ter acontecido com ele. A Almagis se solidariza com o juiz, colocando-se à sua disposição no que for necessário”, frisou.
Elisabeth Carvalho garantiu ao magistrado todo apoio necessário para que os trabalhos no Fórum de Matriz sejam restabelecidos e a estrutura recuperada. A desembargadora disse que iria solicitar junto ao Estado reforço policial tanto para a cidade de Matriz, como também para a segurança pessoal do juiz, já que a tranqüilidade no município ainda não
foi normalizada.
Fórum
Ainda na manhã de hoje, Ygor Vieira, Maurílio Ferraz e o presidente do Fundo Especial para Modernização do Judiciário (Funjuris), juiz Nelson Tenório, foram à cidade de Matriz do Camaragibe para verificar os danos causados pela manifestação. Todas as salas do prédio foram danificadas, exceto o auditório. Computadores e alguns processos eleitorais foram queimados. De acordo com o presidente da Almagis, o Fórum será fechado durante 15 dias para recuperação da estrutura. A presidenta do TJ vai enviar uma equipe para fazer o levantamento, afim de que seja feita a reforma do prédio.
O Golpe
José Ferreira Lins Filho e Cícero Gomes dos Santos são os dois agenciadores que cadastraram irregularmente cerca de mil trabalhadores em diversas cidades do litoral norte do estado, prometendo-lhes emprego em outros estados. Os dois arrecadaram cerca de R$ 120 mil dos trabalhadores alegando que esse valor seria para custear a viagem e ainda retiveram as carteiras de trabalho das pessoas, prometendo assiná-las.
Os dois agenciadores foram presos e o juiz da Comarca de Matriz de Camaragibe acionou a Procuradoria Regional do Trabalho. José Ferreira e Cícero Gomes foram encaminhados para a sede da Policia federal em Maceió, onde foram autuados por crime de aliciamento de trabalhadores rurais, porém foram liberados no mesmo dia após pagamento de fiança. Os trabalhadores, revoltados com o golpe protestaram reinvidicando a devolução das carteiras de trabalho e do valor pago para a suposta viagem. Eles depredaram o Fórum Desembargador Paulo de Albuquerque, a biblioteca pública e o prédio da Prefeitura.
solicitar reforço na segurança do Fórum do município. O prédio foi depredado, ontem (31), por manifestantes vítimas de um golpe aplicado por dois estelionatários.
Durante a reunião, Ygor Vieira relatou ao corregedor e a presidenta do Tribunal de Justiça como tudo aconteceu. Segundo o magistrado, os manifestantes são trabalhadores rurais que foram vítimas de um golpe de dois estelionatários, que prometeram emprego em outro estado, na condição de receberem um determinado valor para o pagamento da viagem. No entanto, os golpistas sumiram com o dinheiro e com a carteira de trabalho das vítimas.
O juiz disse que os agenciadores foram presos, mas logo foram libertados pela Polícia Federal. “Foi justamente em razão da libertação dos estelionatários, que se iniciaram os protestos. Os trabalhadores pensaram que soltei os acusados. Sou um representante da justiça estadual e apenas tentei mediar um diálogo entre os trabalhadores e o advogado dos agenciadores. Houve na verdade um engano, quem soltou foi a Polícia
Federal”, destacou.
Ygor Vieira ressaltou que os manifestantes jogaram pedras no Fórum da cidade e atearam fogo. Ele salientou que entende a revolta dos trabalhadores, mas afirma que nada justifica os atos de desordem e destruição, uma vez que o golpe compete a esfera federal, ou seja, a justiça estadual jamais poderia ser alvo dos protestos.
Maurílio Ferraz condenou os atos dos manifestantes ressaltando que a vida do magistrado foi posta em risco. “A Polícia Militar resgatou literalmente o juiz Ygor em sua casa. Se os manifestantes tivessem invadido a residência do magistrado não sabemos o que poderia ter acontecido com ele. A Almagis se solidariza com o juiz, colocando-se à sua disposição no que for necessário”, frisou.
Elisabeth Carvalho garantiu ao magistrado todo apoio necessário para que os trabalhos no Fórum de Matriz sejam restabelecidos e a estrutura recuperada. A desembargadora disse que iria solicitar junto ao Estado reforço policial tanto para a cidade de Matriz, como também para a segurança pessoal do juiz, já que a tranqüilidade no município ainda não
foi normalizada.
Fórum
Ainda na manhã de hoje, Ygor Vieira, Maurílio Ferraz e o presidente do Fundo Especial para Modernização do Judiciário (Funjuris), juiz Nelson Tenório, foram à cidade de Matriz do Camaragibe para verificar os danos causados pela manifestação. Todas as salas do prédio foram danificadas, exceto o auditório. Computadores e alguns processos eleitorais foram queimados. De acordo com o presidente da Almagis, o Fórum será fechado durante 15 dias para recuperação da estrutura. A presidenta do TJ vai enviar uma equipe para fazer o levantamento, afim de que seja feita a reforma do prédio.
O Golpe
José Ferreira Lins Filho e Cícero Gomes dos Santos são os dois agenciadores que cadastraram irregularmente cerca de mil trabalhadores em diversas cidades do litoral norte do estado, prometendo-lhes emprego em outros estados. Os dois arrecadaram cerca de R$ 120 mil dos trabalhadores alegando que esse valor seria para custear a viagem e ainda retiveram as carteiras de trabalho das pessoas, prometendo assiná-las.
Os dois agenciadores foram presos e o juiz da Comarca de Matriz de Camaragibe acionou a Procuradoria Regional do Trabalho. José Ferreira e Cícero Gomes foram encaminhados para a sede da Policia federal em Maceió, onde foram autuados por crime de aliciamento de trabalhadores rurais, porém foram liberados no mesmo dia após pagamento de fiança. Os trabalhadores, revoltados com o golpe protestaram reinvidicando a devolução das carteiras de trabalho e do valor pago para a suposta viagem. Eles depredaram o Fórum Desembargador Paulo de Albuquerque, a biblioteca pública e o prédio da Prefeitura.
