Um forte esquema de segurança foi montado para esta terça-feira (31), em frente ao Fórum da cidade de Satuba. Hoje sete testemunhas de defesa prestam depoimento ao juiz da comarca, Sandro Augusto, sobre o caso do assassinato do professor Paulo Bandeira, morto junho de 2003. Por causa dos depoimentos, a rua em frente ao fórum está interditada e homens do Bope, policiais militares e agentes penitenciários estão no local.

Além do magistrado, acompanham os depoimentos, a promotora Martha Beuno e os seis acusados do homicídio, entre eles Adalberon de Moraes, ex-prefeito de Satuba, e que está preso no presídio Baldomero Cavalcante, acusado de ser o mandante do crime.

O ex-prefeito de Satuba Adalberon de Moraes responde na justiça por outros homicídios, sendo apontado como o autor intelectual. Outras acusações pesam sob o político: corrupção ativa, formação de quadrilha e falsificação de documento.

A decisão do juiz Sandro Augusto se os acusados irão a júri popular será sentenciada após dos depoimentos. Os acusados do crime são, além de Adalberon, os militares Ananias Oliveira Lima e Geraldo Augusto Santos da Silva, que estão detidos no Presídio Militar, e Marcelo José dos Santos, Maria José dos Santos e Nanci Pimentel, que aguardam o julgamento em liberdade.

O Crime

Paulo Bandeira era professor da Escola Municipal da Escola Josefa da Silva Costa, em Satuba. Sempre disposto em lutar pela melhor qualidade no ensino do município, Bandeira denunciou o desvio de dinheiro do Fundo Nacional de Ensino Fundamental e Valorização do Magistério (Fundef), da Prefeitura de Satuba.

No dia 04 de junho de 2003, o corpo de Paulo Bandeira foi encontrado carbonizado dentro de seu carro numa estrada na zona rural da cidade, provocando revolta e comoção de alunos, pais, professores, amigos e parentes.