O Controle Social do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) foi o
foco da reunião que aconteceu nesta segunda-feira (23), no Palácio
República dos Palmares, com conselheiros de mais de 50 municípios
alagoanos e representantes do Ministério do Desenvolvimento Social
(MDS) e do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS). A secretária
de Estado da Assistência e do Desenvolvimento Social, Solange Jurema,
chamou a atenção dos conselheiros da área para que eles assumam seus
papéis de auxiliares dos gestores na execução do controle social.
“A concepção dessa política é nova (2004) e o nosso desafio é grande,
uma vez que, por meio dela, temos a possibilidade de reverter a
situação de miserabilidade por que passa a maioria dos alagoanos”,
destacou Solange.
De acordo com ela, o Conselho Estadual realiza as capacitações, mas o
braço executor e que pode mudar a face de uma cidade é o gestor
municipal. “A nós do Estado cabe facilitar e possibilitar que o gestor
municipal faça. Cabe aos conselheiros olhar como os gestores estão
implantando o SUAS, fazendo as políticas dentro do sistema, e ajudá-los
a construí-lo”, destacou Jurema.
A representante do Ministério do Desenvolvimento Social, Alexandra
Trivelino, disse que o apoio da esfera federal aos municípios e Estado
é fundamental para estimular a qualificação da Assistência Social,
sobretudo no que diz respeito aos novos conselheiros.
“É a oportunidade de ter o primeiro contato com os conselheiros novos e
estabelecer a relação para os próximos anos, no tocante ao controle
social”.
Ela ministrou palestra sobre Gestão do SUAS, salientando que a
consolidação desse controle passa pela participação social. Alexandra
explicou ainda como o SUAS foi pensado e expôs alguns instrumentos que
os conselheiros municipais podem utilizar para fiscalizar a execução do
sistema. A conselheira do Conselho Nacional de Assistência Social,
Margareth Alves Dallaruvera falou sobre Participação e Controle Social
no SUAS. A discussão servirá de base para a conferência nacional,
prevista para dezembro, cujo eixo é o controle social.
“O tema é importante porque respalda as conferências municipais e
estaduais. Vale lembrar que todos os segmentos devem se envolver no
controle social, a exemplo de governo, sociedade civil organizada,
trabalhadores, entidades que prestam serviço de Assistência Social e
usuários”, enfatizou Margareth, destacando que a sociedade deve também
exercer o papel de conselheiro e fiscalizar se o governo está
investindo em programas sociais, bem como cobrar que o serviço social
seja feito com qualidade. Cada cidadão, segundo ela, pode ser
conselheiro e propor ações, uma vez que conhece as demandas de sua
cidade.
Assistencialismo - Margareth lembrou que a política de Assistência
Social não é mais assistencialista, mas um direito de Estado e não de
governo. “A Assistência Social faz parte do tripé da Seguridade Social,
junto com Saúde e Previdência”, reforçou. Segundo ela, essa política é
nova e fundamental para que as primeiras damas (mulheres de prefeitos)
não assumam mais os cargos de Assistência Social, como historicamente
fazem. “As primeiras damas fazem caridade e solidariedade, o que
significa um retrocesso do que se preconiza hoje sobre a política desse
setor. Quem deve ocupar estes postos são os técnicos da Assistência
Social”, disse.
A representante do Colegiado Estadual dos Gestores Municipais, Sandra
Arcanjo, afirmou que o gestor de assistência municipal deve ter a visão
do conselheiro como mais um parceiro. “Vamos avançar na política de
assistência social em Alagoas, resgatar a dignidade dos usuários e
inseri-los em programas sociais, bem como promover a geração de emprego
e renda”, falou.
Secretária convoca conselheiros a contribuírem para o controle social dos municípios
23/03/2009, 19:04 - Municípios
Por redação
Comentários
Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.
Carregando comentários..