Cerca de
dois meses depois de ser demitido pela Fundação Orquestra Sinfônica do Estado
de São Paulo, o maestro John Neschling rompeu o silêncio - e o fez pela
Justiça. Na manhã de quinta-feira, protocolou na Delegacia Regional do Trabalho
de São Paulo um pedido para que seja averiguado se seu substituto, o francês
Yan Pascal Tortelier, tem contrato legal de trabalho no Brasil, exigindo que
medidas sejam tomadas contra a orquestra caso sua atuação seja ilegal.
A informação foi confirmada pela Assessoria de Imprensa do
maestro, que afirmou ainda que ele resolveu entrar também com processo contra a
Fundação Osesp para tentar receber na Justiça as multas relativas à rescisão de
seu contrato, uma vez que não teria recebido até agora da entidade uma posição
oficial sobre o assunto.
Procurado pelo Estado, o maestro, que está no interior de São Paulo, não quis
dar entrevista. Já a Fundação Osesp, por meio de nota oficial enviada ontem,
informou que “obteve junto ao Ministério do Trabalho toda a documentação
necessária para que o maestro Yan Pascal Tortelier trabalhe regularmente no
Brasil”. Sobre o processo trabalhista movido pelo maestro, a entidade diz que
ainda não recebeu nenhuma notificação oficial da Justiça.