O coordenador do programa Água para a Vida, da WWF-Brasil, Samuel Barreto, afirma que fenômenos recentes como a passagem do furacão Katrina, pelos Estados Unidos, em 2005, e as inundações deste ano no Vale do Itajaí, em Santa Catarina, são consequências das mudanças climáticas.
Para chamar a atenção sobre o assunto, a entidade promove promove no próximo sábado (28) às 20h30min, o ato Hora do Planeta. O objetivo é mobilizar mais de um bilhão de pessoas em mil cidades no mundo a apagar as luzes para simbolizar a preocupação com os efeitos do aquecimento global.
“Queremos
convocar a sociedade para este grande ato. Precisamos pensar
estratégias de controle dos efeitos do aquecimento global e combater as
causas. Os eventos climáticos estão acontecendo com maior intensidade e
num período cada vez mais curto”, disse o biólogo em entrevista à Agência Brasil.
Para ele, é preciso que as propostas para o país contidas no Plano Nacional de Mudanças Climáticas, aprovado em 2008, sejam implementadas rapidamente.
“Precisamos saber o que está
acontecendo regionalmente. Os relatórios de mudanças climáticas mostram
que haverá uma desertificação da parte oriental da Amazônia e uma
ampliação da região do semi-árido”, argumentou.
Barreto
alerta para a necessidade de governos, iniciativa privada e sociedade
preparem-se para os riscos, vulnerabilidades e impactos da destruição
dos sistemas naturais. Segundo ele, nas áreas urbanas a falta de
tratamento de esgoto compromete a qualidade das águas, e no meio rural
o desmatamento prejudica a capacidade de recarga do ciclo hídrico,
conduzindo à escassez.
“O mau uso dos recursos hídricos leva à escassez, o que pode gerar conflito entre as populações”, afirmou.
O
biólogo também apontou avanços na conscientização da população. De
acordo com ele, uma pesquisa realizada pelo Ibope em 2008, a pedido da
WWF, em 2008, mostra que 90% da população acredita que o Brasil terá
problemas com a água no futuro e vê como prinicipais causas para isso o
desperdício (47%) e o desmatamento (22%).