Pelo menos seis pessoas ficaram feridas e 88 foram detidas nesta quinta-feira quando a polícia dispersou seguidores do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, que bloqueavam uma estrada perto da capital, Tegucigalpa. Um dos feridos está está em estado grave, já que recebeu um tiro na cabeça.

A imprensa local assegura que os feridos podem chegar a oito, e que alguns detidos já foram postos em liberdade em uma delegacia da capital hondurenha, onde permaneceram várias horas.

O porta-voz policial disse que hoje aconteceram ao menos 10 bloqueios de estradas em todo o país, em algum dos quais a Polícia precisou usar a força para abrir caminho.

Em Tegucigalpa, "houve uma enorme repressão. Há feridos, há agredidos, atiraram bombas lacrimogêneas e pelo que sei há detidos", disse o líder sindical e dirigente da Frente de Resistência contra o Golpe, Carlos H. Reyes, em meio aos distúrbios.

O dirigente do movimento contra o golpe, que também é candidato presidencial independente para as eleições de 29 de novembro, assegurou que a Polícia e o Exército utilizaram tanques e gás lacrimogêneo para expulsá-los do local.

Os seguidores de Zelaya vêm se manifestando diariamente desde 28 de junho passado, quando os militares o expulsaram do país e o Congresso nomeou para o posto o então legislador Roberto Micheletti, cujo governo não foi reconhecido internacionalmente. Até o momento, as operações da polícia e do Exército contra os manifestantes que exigem a restituição de Zelaya deixaram três mortos.