O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou, nessa quinta-feira, em reunião com a presidente chilena Michelle Bachelet, preocupação com a possibilidade dos Estados Unidos utilizarem bases militares colombianas. O presidente disse que pretende convidar os ministros do Conselho de Defesa sul-americano para opinar sobre a questão, informando "sobre o problema que poderia trazer uma base americana na Colômbia".

Ambos Lula e Bachelet disseram que levantariam o assunto em uma reunião da União de Nações Sul-americanas (Unasul), a ser realizada no dia 10 de agosto, em Quito, no Equador.

Os líderes, no entanto, reiteraram que preferem não interferir nas questões internas de outros países, reforçando seu respeito pela soberania e decisões de cada território:

- A soberania é intocável e não me agrada nada uma base americana na região, mas assim como não quero que Uribe se intrometa em meu Governo, prefiro não dar opiniões nas decisões dele - declarou Lula.

Os Ministros de Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, e da Espanha, Miguel Ángel Moratinos, também declararam, em entrevista coletiva em Brasília, que iriam pedir explicações de Washington a respeito das bases. Amorim ainda declarou que o Brasil "recebeu algumas explicações da Colômbia" sobre as bases, mas que "a presença de tropas de países que não pertencem à região sempre preocupa e deve ser melhor explicada".

O Governo de Álvaro Uribe anunciou, no dia 25 de julho, que três de suas bases aéreas militares seriam utilizadas pelos Estados Unidos como parte de uma operação anti-drogas conjunta, gerando preocupação e revolta entre os vizinhos da Colômbia.

Representantes da Venezuela e do Equador avisaram que esse ato poderia piorar as já crescentes tensões com a Colômbia.

Hugo Chávez, presidente da Venezuela, paralisou paralisou as relações diplomáticas com a Colômbia depois do anunciando, e disse que vê as bases como sinal de que a "força militar Yankee" estava se preparando para invadir seu país a partir da Colômbia.