Coordenadores do Programa Mulheres da Paz recebem capacitação

  • gilcacinara
  • 29/07/2009 18:58
  • Maceió
Os coordenadores de bairros do programa Mulheres da Paz, que será executado em Alagoas por meio de parceria da Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos com o Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci), participaram de uma capacitação na manhã desta quarta-feira (29), na sede da Polícia Federal, com a secretária Wedna Miranda, que expôs como será a execução do programa, e a diretora da Superintendência de Promoção e de Políticas para a Mulher, Alessandra Torres, que proferiu palestra sobre a violência contra a mulher e a Lei Maria da Penha.

Wedna Miranda falou sobre os primeiros passos do Mulheres da Paz, que segundo ela tem grande influência do movimento feminista, do qual ela faz parte há cerca de 30 anos, além da contribuição que as mulheres do Rio Grande Sul tiveram quando o governo federal pensou em criar um programa de segurança com cidadania.

“De imediato se pensou em chamá-lo de Mães da Paz, uma vez que vamos lidar com mulheres que serão mediadoras de situações de conflito, mas o Congresso Nacional decidiu que o programa seria chamado de Mulheres da Paz. Elas não irão colocar suas vidas em risco e nem tão pouco de sua comunidade, apesar de estarmos lidando com uma mulher que estará cercada de todos os tipos de conflitos. E sim ter capacidade de compreensão porque serão referências na comunidade e têm a confiança dos moradores”, ressaltou a secretária.

A capacitação ainda reuniu a coordenadora geral do Programa, Nia Malta, e os representantes do Pronasci, Narciso Fernandes e Queila Brito. Após as explanações de como o Mulheres da Paz irá era executado, a secretária e os representantes do Pronasci deram sugestões para a atuação dos coordenadores de bairros, a exemplo do levantamento que deve ser feito sobre a rede de atendimento existente nos locais atendidos, como escolas, postos de saúde, Cras, Creas, Conselho Tutelar, juizado e delegacias.

“As estatísticas mostram que nossos jovens não estão passando dos 25 anos. Os Cras e o Creas dessas regiões são importantíssimos nessa rede de atendimento e sabendo onde eles podem recorrer fica mais fácil quando se depararem com os casos de violência do local que estão trabalhando”, lembrou Wedna Miranda.

De acordo com o projeto do programa, as mulheres da paz devem ser do próprio bairro. Elas serão preparadas com todo suporte de informações sobre o bairro para saber como direcionar os casos que necessitem de atendimento. “O emponderamento delas será nesse sentido. Elas servirão de multiplicadoras”, acrescentou a secretária.

A diretora Alessandra Torres apresentou as formas de violência contra a mulher e como a Lei Maria da Penha deve ser aplicada em casos de violência doméstica. Em suas explanações, ela deixou bem claro que, apesar de ter completado apenas dois anos de vigência, a Lei Maria da Penha é eficaz. “A Lei será aplicada em qualquer violência doméstica que a mulher esteja sofrendo, seja ela psicológica, doméstica, patrimonial, sexual ou moral”, completou a diretora.