Representantes do Movimento Social Contra a Corrupção e a Criminalidade em Alagoas (MSCC) se reuniram, na manhã desta sexta-feira (24), com a presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), desembargadora Elisabeth Carvalho Nascimento. O motivo da reunião foi a entrega de um manifesto em solidariedade ao Poder Judiciário contra as agressões que partiram de deputados que respondem processos na Justiça acusados de desvio de dinheiro público.

Para o advogado Adriano Argolo, coordenador do movimento, a sociedade alagoana não pode se intimidar e compactuar com o quadro de corrupção e violência que se instalou em todo o Estado, especialmente em ações do crime organizado, de mando e que atentam contra o Estado Democrático de Direito. “Rogamos que o Poder Judiciário se mantenha ativo e republicano, continuando a se posicionar com clareza e firmeza perante os fatos tão graves. Os movimentos sociais de Alagoas estão dispostos a continuar lutando junto com a Justiça”, destacou o advogado.

“Medo é uma palavra que não existe no dicionário da maioria dos componentes do Poder Judiciário alagoano e por isso iremos seguir em frente, sem baixar a cabeça. Estamos sendo atacados e a situação já está se tornando de ordem pública, por isso estamos tomando as providências jurídicas cabíveis”, enfatizou a presidente do TJ/AL, desembargadora Elisabeth Carvalho Nascimento.

Medidas necessárias

A desembargadora-presidente ainda ressaltou que no próximo dia 03 de agosto participará de uma audiência em Brasília com o ministro Gilmar Mendes, onde levará ao seu conhecimento os últimos acontecimentos que envolvem o Judiciário alagoano, inclusive municiada com cópias de gravações e de reportagens veiculadas nos meios de comunicação em todo o Estado.

Além de representantes de diversas entidades civis organizadas que assinaram o manifesto, o vice-presidente da Associação Alagoana de Magistrados (Almagis), juiz Pedro Ivens Simões, também participou do encontro. Para ele, o silêncio é, em alguns casos, a melhor maneira de responder às agressões. “Estamos providenciando as medidas necessárias para conter os excessos que têm ocorrido. Certamente, as ações silenciosas são bem mais eficazes”, garantiu o magistrado.