Acontece desde às 9h30 da manhã desta quinta-feira (23), o julgamento de dois acusados de assassinar o empresário José Maria dos Santos, o "Araújo", crime ocorrido em 2006. Maria José da Silva, a "Nena", e do policial militar Antônio Rita dos Santos sentam no banco dos réus sob acusação de participarem do homicídio. O julgamento ocorre na Escola de Magistratura (Esmal).

O juiz Maurício Brêda, que preside o julgamento, iniciou a sessão com a leitura dos autos. A primeira pessoa a ser ouvida pelo magistrado foi Nena, que confessou envolvimento na trama. Segundo ela, quem planejou o crime foi José Carlos Almeida dos Santos - que está foragido - e é apontado como amante da viúva, fato este negado por Nena. A acusada disse ainda que sua participação no crime foi colocar um calmante num suco que serviu ao marido e que em seguida, saiu de casa para que o crime fosse executado.

O que motivou o assassinato, segundo a acusada, seria o fato dela ser agredida pelo esposo, que teria ainda tentado abusar sexualmente da filha dela - enteada dele - uma menor de apenas nove anos. A versão de Nena para o crime é rebatida por familiares da vítima, que alegam que Araújo havia descoberto a traição da esposa e estaria disposto a pedir a separação.

Para este crime, o Ministério Público Estadual (MPE), pede a condenação por homicídio triplamente qualificado. O promotor de Justiça Magno Alexandre Moura atua no julgamento.

Segundo promotor Magno Alexandre, ela acompanhou e colaborou em todas as fases da execução do delito, conforme os interrogatórios e depoimentos colhidos. Já o policial militar Antônio Rita será julgado porque estar sendo acusado de negociar a contratação dos assassinos do empresário.

O promotor de Justiça explicou que José Alexandre Pereira Clemente não participou diretamente da trama, mas será julgado por receptação dolosa de objeto roubado, porque pegou o carro da vítima e o vendeu a um estelionatário.

Resultados

Em janeiro, o MPE, funcionando como Promotor de Justiça Magno Alexandre Moura, conseguiu a condenação do mecânico Luiz Aquino Ferreira em 33 anos de reclusão em regime fechado. Ele foi o terceiro envolvido na morte que foi condenado pelo Tribunal do Júri.

Em novembro de 2008, a promotoria já havia conseguido a condenação a 24 anos de prisão de Marcelo dos Santos que teria auxiliado Aquino a matar o empresário.

O comerciante Maciel Gomes da Silva também foi condenado, a três anos de prisão, pela receptação do carro da vítima. Na época, ele comprou o carro da vítima por R$ 500,00.