A inflação sentida pelas famílias mais pobres ganhou força e subiu 0,51% em março, contra alta de 0,16% em fevereiro, influenciada pelo fim da deflação do preço dos alimentos, anunciou a Fundação Getúlio Vargas nesta sexta-feira, 3.

Segundo o Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1), calculado com base nas despesas de consumo das famílias com renda de 1 a 2,5 salários mínimos mensais, hortaliças, frutas, e aves foram os itens que mais pesaram no índice.

Das sete classes de despesa usadas para cálculo do IPC-C1, cinco apresentaram elevação mais intensa de preços; término de deflação; ou queda mais fraca de preços; de fevereiro para março.

Além do grupo dos alimentos, é o caso de Habitação (de 0,07% para 0,23%); Vestuário (de -0,64% para -0,18%); Educação, Leitura e Recreação (de 0,48% para 0,76%); e Despesas Diversas (de 0,16% para 0,72%).

Apenas duas classes de despesa apresentaram desaceleração de preços, no mesmo período. É o caso de Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,97% para 0,76%); e de Transportes (de 0,68% para 0,04%).

Com este resultado, o índice registrou aumento acumulado de 1,40% no ano; e avanço de 6,52% em 12 meses até março.