As demissões em massa dos médicos, que acontecem no Estado de Alagoas, despertaram os olhares críticos do Conselho Estadual de Saúde, dirigido por Benedito Alexandre. O representante dos médicos, Wellington Galvão garantiu que não precisa do Conselho de Saúde para resolver os problemas dos médicos. Medicamentos também estão faltando nas salas cirúrgicas. O Presidente do Conselho de Saúde, Benedito Alexandre explica que é muito grave excluir a participação do conselho.

“O conselho foi simplesmente ignorado pelas decisões tomadas pelo sindicato dos médicos, eu acho isso muito grave. Tudo que se discute é via televisão, rádio, não tenho nada contra, eu acho que nós devemos fazer essa interlocução dentro da instância que delibere qualquer discussão. Houve falha nesse sentido, vou externar isso de forma fraterna ao presidente e as entidades médicas.

 A gente não quer desunião, nós queremos construir uma situação onde todos cumpram com suas partes, e que no final da história a sociedade não seja penalizada”. Alexandre garantiu ainda que o Sistema Único de Saúde (SUS) é modelo para o mundo.

“As pessoas têm o costume de afirmar que o SUS foi criado para pobre, isso é uma mentira. O SUS hoje no Brasil, ele trabalha com modalidades, por exemplo, o tratamento de HIV-aids, um trabalho belíssimo tudo custeado pelo SUS.

Infelizmente não há esse reconhecimento. É bom frisar o seguinte outros países, estão copiando esse modelo foi aplicado aqui no Brasil”, explicou. Para o Presidente dos médicos de Alagoas, Wellington Galvão, as demissões estão acontecendo, porque a tabela do SUS não é atualizada desde 1997.

“O que a gente quer, é que estado e município entrem com o mesmo valor que a união entra, já que a tabela SUS é defasada em relação ao que paga o convênio, que varia de 108 a 1600%. É uma defasagem enorme.

Com isso, os médicos ao longo dos anos estão se afastando dos SUS. A tabela pagada hoje, não representa mais nada no orçamento dos médicos”, desabafou. Conselho de Saúde ficou excluído das reuniões, por não concordar o reajuste salarial.

 “Olha o Benedito Alexandre, representa o movimento único unificado, ele não representa os médicos. A nossa luta é aparte, é dos médicos. Então não tem como discutir com outros profissionais que não são médicos.

Nós temos lei própria, não estamos na lei dos servidores de saúde do estado, que ele faz parte. Então não tem como discutir, porque eles são contra o reajuste salarial dos médicos”.

Ele revela também, que faltam medicamentos nas salas cirúrgicas. “Hoje no HGE falta de medicamento é constante. O estado não tem correspondido, isso tem levado a problemas sérios como cancelamentos de cirurgias, médicos deixar de realizar uma cirurgia, porque falta materiais mínimos.

A gente espera que esse governador assuma a responsabilidade”. Galvão garantiu que as demissões devem aumentar nesses 30 dias. “O governo não recebe o sindicato, a gente teve algumas audiências com o secretário Álvaro Marchado, do Gabinete Civil e anda foi resolvido.

Ao governador já pedi audiência em caráter de urgência para explicar essa situação, porque não está difícil. Isso pode piorar nesses 30 dias, não é o que o médico quer, mas o médico tem que ser respeitado e principalmente a população”, finalizou.