As autoridades chinesas informaram nesta segunda-feira (6) que ao menos 140 pessoas morreram e outras 816 ficaram feridas durante protestos da minoria étnica muçulmana uigur no oeste da China. As manifestações começaram no domingo (5), informou o departamento regional de segurança citado pela agência estatal de notícias "Xinhua".

Os protestos, nos quais participaram entre 1.000 e 3.000 pessoas, segundo diversas fontes, estariam concentrados em Urumqi, capital da região autônoma de Xinjiang.

As manifestações iniciaram após as mortes de dois muçulmanos uigures em uma fábrica localizada no sul do país, durante um confronto com outra etnia muçulmana que resultou em 118 feridos.

Entre os feridos desta segunda-feira, estariam manifestantes e também policiais. Durante os confrontos, veículos, inclusive das forças policiais, foram atacados e incendiados.

De acordo com a gência estatal, mais de 100 pessoas já foram detidas. As autoridades chinesas ainda estariam tentando identificar e prender outros 90 suspeitos de iniciarem os protestos. As autoridades locais impuseram um toque de recolher na região.

 A exemplo do que ocorre no Irã, manifestantes tentam usar a internet para postar imagens dos confrontos.