O líder do DEM, senador Agripino Maia (RN), disse hoje (1º) que o Senado passa por duas crises: uma política e outra administrativa. Maia respondeu às críticas do líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), de que o Democratas também tem responsabilidade pela atual situação da Casa pelo fato do partido estar há muitos anos no comando da 1ª Secretaria.

“Estão querendo, propositalmente, confundir as duas crises que o Senado vive”, disse Agripino. Para ele, a crise administrativa, “a mais fácil de ser resolvida”, envolve os escândalos, por exemplo, do uso irregular da verba indenizatória, do auxílio moradia e da cota de passagens aéreas. “Essas estão sendo resolvidas. Cada denúncia de uma incúria administrativa que tem ocorrido, está sendo aplicada a correção imediata”, disse.

Já a crise política, “a mais complicada”, ocorre como consequência das acusações feitas diretamente ao presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP). “A solução [da crise política] passa por uma investigação que precisa ser isenta para ser acreditada. Daí a razão de nós, Democratas, que apoiamos Sarney [na disputa pelo comando do Senado], termos pedido em nome da credibilidade do Senado que ele se licenciasse”, afirmou.

Para o líder do DEM, Sarney não ficou magoado com a decisão do partido de pedir o seu afastamento da presidência, mesmo com a sigla tendo apoiado seu nome na eleição para a chefia do Senado.

“Tenho um enorme apreço pelo presidente Sarney, mas tenho um apreço ainda maior pela instituição para qual fui eleito. Entre o presidente Sarney e a instituição, é claro que fico com a instituição, que precisa ser preservada e investigada”, disse o líder do DEM.