Horas depois da greve dos trabalhadores que fazem o transporte de valores ter sido iniciada, o sindicato das empresas que oferecem esse serviço já acusa alguns grevistas de depredarem o patrimônio das empresas para impedir que o abastecimento dos caixas eletrônicos e demais serviços sejam realizados.

Caixas eletrônicos podem ficar sem dinheiro por causa de greve

Segundo o presidente do Sindicato das Empresas de Segurança e Transporte de Valores do Estado, Elson Batista Ramos, muitos funcionários não aderiram à greve e estão trabalhando normalmente; o problema é que alguns grevistas realizando atos de vandalismo contra os veículos das empresas.

“Pelo menos 6 veículos de empresas tiveram seus pneus furados e cortados para que não pudessem sair. Isto não é greve, é baderna. Quem não quiser ir trabalhar, não vá. É um direito deles, mas eles não podem depredar o patrimônio das empresas”, denunciou Élson Batista, que deve entrar, ainda nesta terça-feira, dia 30, com uma ação de interdito contra o movimento grevista, a fim de coibir e punir as ações de vandalismo.

Já o presidente do Sindicato dos Empregados em Empresas de Segurança e Vigilância do Estado da Paraíba (Seesvet), Alceu Alves, diz desconhecer a acusação e afirma ainda que pelo menos 95% do efetivo, que dispõe de um total de 300 trabalhadores, aderiram à paralisação.

Com esta adesão, o sindicato acredita que após o terceiro dia de greve, ou seja a partir da próxima quinta-feira, dia 3 de julho, já comece a faltar dinheiro nos caixas eletrônicos da Capital.

“Normalmente, sabemos que está faltando dinheiro nos caixas quando as empresas entram com ação na justiça, pedindo um mandado de segurança que obrigue parte do efetivo a manter o serviço; mas até agora, nada”, explicou Alceu.

A greve, deflagrada nesta terça e sem previsão para ser encerrada, também compromete o abastecimento de casas lotéricas e o recolhimento de numerário de bancos, supermercados, entre outras empresas.