Quase um mês após o acidente com o Airbus da Air France, apenas 14 dos 51 corpos resgatados foram identificados por uma equipe de peritos sediada no IML (Instituto de Medicina Legal) de Recife. A falta de dados sobre as vítimas estrangeiras é apontada como entrave para a conclusão dos trabalhos.

Para agilizar os trabalhos, a equipe de peritos --formada por profissionais da PF e de três Estados-- passou a receber as informações colhidas em 31 países diretamente por e-mail. Antes, as informações eram enviadas primeiro ao escritório da Interpol (polícia internacional) em Brasília. A Interpol é responsável por reunir dados biométricos (como altura e cicatrizes), registros de arcada dentária e impressões digitais e material genético de familiares das vítimas estrangeiras.

A identificação dos corpos começou no último dia 11, quando os 16 primeiros chegaram à capital pernambucana. Entre as vítimas identificadas, há dez brasileiros, sendo cinco homens e cinco mulheres.

As embaixadas dos países de origem das vítimas identificadas não autorizaram a divulgação das nacionalidades. Todas as identificações foram feitas com base em impressões digitais e arcada dentária.

Países com um número maior de vítimas, como França e Alemanha, já enviaram os dados, segundo a Polícia Federal. A instituição não soube informar quantos países ainda não repassaram as informações.

Além da identidade dos corpos, a perícia feita em três deles revelou que a causa da morte foi politraumatismo, ou seja, lesões provocadas por forte impacto. Essas informações devem ser usadas também pelo governo francês, responsável pela investigação do acidente.