O governo brasileiro condenou "de forma veemente" o golpe de Estado em Honduras que tirou o presidente José Manuel Zelaya do poder neste domingo (28) e pediu que ele seja reposto.

"Ações militares desse tipo configuram atentado à democracia e não condizem com o desenvolvimento político da região", disse o Ministério das Relações Exteriores em seu site.

"Eventuais questões de ordem constitucional devem ser resolvidas de forma pacífica, pelo diálogo e no marco da institucionalidade democrática."

Soldados de Honduras detiveram Zelaya em sua residência e o levaram contra a sua vontade para a Costa Rica.

O governo brasileiro pediu que o "presidente Zelaya seja imediata e incondicionalmente reposto em suas funções" e informou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue acompanhando a situação.

Zelaya foi detido na madrugada deste domingo por militares e levado à base da Força Aérea local. A detenção ocorreu horas antes do início de uma consulta popular que havia sido convocada e que tinha sido declarada ilegal pelo Parlamento e pela Suprema Corte.

A consulta tinha como objetivo perguntar à população se nas eleições de novembro deveria ser colocada uma urna para decidir sobre a convocação de uma Assembleia Constituinte. A oposição acredita que a iniciativa tem o propósito de perpetuar o presidente no poder.

O  presidente de Honduras afirmou que se encontra na Costa Rica e que foi vítima de um "sequestro brutal" por parte de um "grupo de militares" de seu país. O governo da Costa Rica confirmou que Zelaya está a salvo em território costarriquenho, na condição de "hóspede".