Os boatos sobre o câncer de pele de Michael Jackson estão aumentando. Em maio, o jornal britânico The Sun publicou matéria em que dizia que o cantor foi visto deixando uma das clínicas de combate à doença mais caras de Beverly Hills, na Califórnia.

De acordo com o “The Sun”, Michael vinha frequentando regularmente o local. Numa dessas visitas, o Rei do Pop foi visto deixando a clínica com uma sacola que dizia “doenças da pele e câncer de pele”. (veja as fotos)





Estaria Jackson com um Câncer terminal ?

Familiares de Jackson asseguraram que o cantor recebeu "uma alta dose de morfina" logo antes de sua morte, segundo o portal especializado em celebridades "TMZ". Um dos médicos pessoais do astro, supostamente responsável por ministrar a substância, foi localizado em Los Angeles e, de acordo com o site, e prestou derpoimento nesta sexta, mas os detalhes ainda não foram inteiramente divulgados.

O pai do artista, Joe Jackson, queria levar seu filho recentemente a um centro de reabilitação em Palmdale, na Califórnia, por considerá-lo "dependente" de morfina e medicamentos com prescrição médica.

Outros integrantes da família disseram que o cantor não estava preparado para fazer os próximos shows previstos para julho, por causa do uso dessas substâncias.

O cineasta Bryan Michael Stoller, também amigo do cantor, revelou que ao visitar o popstar em sua casa, em abril deste ano, saiu de lá impressionado com o estado físico do ídolo. "Eu o abracei e era como abraçar um monte de ossos", disse ele ao site da revista People.

De fato, representantes da turnê, prevista para começar no dia 17 de julho, disseram ao "TMZ" que Michael geralmente se encontrava em estado "letárgico" e chegava tarde aos ensaios.

   

     Michael Jackson em uma de suas últimas fotos. Ensaiando no dia 6 de junho. (Foto: Reuters)

O anestesista do Hospital São Luis Daniel Oliveira explica que uma dose muito alta de morfina poderia causar parada respiratória, o que levaria à parada cardíaca. "A morfina é um opióide, como a heroína, e pode causar depressão respiratória caso o paciente receba uma dose muito maior do que a que está habituado", detalha. Um paciente que sofra de dor crônica, como os com câncer terminal, pode ser medicado com 10 ou 15 miligramas diárias. "Se Michael Jackson estava tratando um quadro de dor muito forte, ele aguentaria mais morfina", especula. Isso porque o organismo cria mecanismos de resistência aos efeitos e necessita quantidades maiores para que a droga faça efeito.

O médico cardiologista Fernando de Araujo Pereira ressalta que a quantidade de morfina suficiente para causar uma parada cardiorrespiratória é diferente para cada paciente. "Depende da dose, da predisposição da pessoa e das doenças que ela tem", alerta.

Uma equipe médica foi enviada à residência do artista às 12h21 de quinta-feira (hora local) e encontrou-o sem respirar. No local, os paramédicos fizeram uma massagem cardíaca para reanimar o artista. Ele foi levado rapidamente para o hospital da Universidade da Califórnia (UCLA), onde uma equpe médica tentou reanimá-lo durante uma hora. Ele foi declarado morto às 14h26 local e sua morte foi confirmada oficialmente pelo legista-chefe do Estado, Fred Coral.


Remédios para voltar aos palcos

Michael Jackson tinha 50 anos e se preparava para o retorno aos palcos após mais de dez anos sem se apresentar ao vivo. Em declarações à imprensa, o porta-voz do artista e advogado da família Jackson, Brian Oxman, mostrou-se preocupado com as excessivas doses de remédios que o cantor vinha tomando para entrar em forma e preparar-se fisicamente para a árdua temporada de 50 shows que faria na O2 Arena, em Londres.

"Michael aparecia nos ensaios algumas vezes, ele tentava duramente estar apto a fazer esses ensaios", disse Oxman sobre as preparações de Jackson para uma série de 50 shows que ele começaria a fazer em Londres a partir de julho.

"O uso que ele fazia de medicamentos estava atrapalhando, as lesões que ele teve enquanto atuava, onde ele quebrou uma vértebra e a perna ao cair no palco, estavam atrapalhando", disse Oxman à CNN.

Takek Ben Amar, amigo e ex-agente de Michael Jackson, chegou a chamar os médicos que travavam do artista de criminosos e charlatães, pois, segundo ele, se aproveitaram de uma pessoa hipocondríaca que tinha necessidade de tomar muitos medicamentos. "Está claro que os criminosos neste caso são os médicos que o atenderam ao longo de sua carreira, que destruíram seu rosto, que deram remédios para acalmar as dores", denunciou Ben Amar à rádio francesa Europe 1.

"Ele não conseguia dormir, por isso tomava soníferos. Era hipocondríaco e nunca soube de verdade se estava doente porque vivia rodeado de médicos charlatães que viviam dessa doença, que cobravam milhares e milhares de dólares em remédios, em vitaminas", acrescentou.

Logo depois do anúncio dos shows, um milhão de pessoas tentaram comprar entradas para as dez apresentações programadas inicialmente, que em breve se transformariam em 50. Os ingressos foram rapidamente para o mercado negro, onde eram vendidos por mais de 1000 euros.

No entanto, segundo o Times, o próprio cantor sabia que não estava em condições de realizar uma série de 50 shows, mas acabou cedendo à pressão de pessoas as quais devia dinheiro. "Não sei como vou fazer 50 apresentações. Estou muito nervoso", disse Michael em uma ocasião.

A AEG Live, subsidiária do Anschutz Entertainment Group, será agora obrigada a devolver o dinheiro de um milhão de pessoas que compraram entradas, além de encarar um auditório vazio durante meses.

Afundado em dívidas

O sacrifício de Michael Jackson em encarar uma maratona de shows na capital britânica era uma tentativa de tentar saldar parte de seus milionários empréstimos. Apesar de ter faturado centenas de milhões de dólares, tendo sido um dos músicos pop mais bem-sucedidos de todos os tempos, Jackson acumulou dívidas de cerca de 500 milhões de dólares, segundo fontes citadas pelo Wall Street Journal no início do mês.

Os maiores retornos financeiros de Jackson, no entanto, podem acontecer mesmo na esteira de sua morte. A gravadora com a qual ele trabalhou durante anos, a Sony Music Entertainment, provavelmente relançará edições especiais de alguns de seus álbuns mais vendidos, e possivelmente lançará algumas gravações raras também.