Anvisa reforça medidas de segurança após aumento de casos da gripe suína

  • antoniomelo
  • 23/06/2009 01:46
  • Saúde
A Anvisa anunciou nesta segunda-feira novas medidas para reforçar a vigilância em portos e aeroportos de todo o país, devido ao aumento do número de casos da gripe suína --como é chamada a gripe A (H1N1)-- em países vizinhos. Até ontem, o numero de casos da doença Brasil subiu para 240.

Como parte das medidas de vigilância está a adoção de um documento --Declaração de Saúde do Viajante-- que todos os passageiros serão obrigados apresentar para entrar no Brasil. Cerca de 500 mil formulários já foram impressos e estão sendo distribuídos.

Segundo o Ministério da Saúde, as companhias aéreas também serão obrigadas a fornecer a lista de passageiros no momento da chegada do avião. O órgão também afirmou que funcionários estão sendo remanejados para fortalecer a fiscalização nos postos de fronteiras com países da América do Sul e no aeroporto internacional de Guarulhos (Grande São Paulo).

Além dos 240 casos confirmados no Brasil, outros 159 casos suspeitos são acompanhados pelo ministério. Secreções respiratórias dos pacientes estão em análise laboratorial. Além disso, 592 casos foram descartados.

Três escolas de São Paulo decidiram antecipar as férias dos alunos por causa da gripe suína. Hoje, o Colégio Palmares, localizado em Pinheiros (zona oeste), anunciou que as férias marcadas para 30 de junho foram antecipas e já hoje nenhuma classe terá aulas.

A decisão, segundo a escola, foi tomada após a mãe de um dos alunos da 8ª série ter informado que seu filho havia sido contaminado pela nova gripe em uma viagem para Buenos Aires, na Argentina. Todos os pais já foram informados.

No domingo passado (21), o Colégio Magno, localizado no Jardim Marajoara (zona sul) anunciou a antecipação das férias após dois alunos apresentarem sintomas da gripe. Na sexta-feira (19), a escola Pueri Domus (zona sul) também já havia anunciado a antecipação do recesso escolar após dois alunos também apresentarem sintomas da doença.

Também hoje, o campus de ciência e letras da Unesp (Universidade Estadual Paulista) em Assis (434 km de São Paulo) suspendeu as aulas até a próxima sexta-feira (26) porque duas alunas foram infectadas com a gripe suína.

O mais recente balanço da OMS (Organização Mundial de Saúde), divulgado nesta segunda, aponta que 52.160 pessoas contraíram o vírus da gripe suína, oficialmente denominada gripe A (H1N1), em 99 países e territórios. A nova doença já deixou 231 mortos.

Na América do Sul, o Chile continua como país mais afetado pela doença: são 4.315 casos da doença e duas mortes. Na Argentina somam 1.010 casos da gripe, seguido pelo Equador (95), Venezuela (71) e Colômbia (71).

A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório. Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).