O governo de Alagoas já possui o projeto do primeiro conjunto do programa habitacional do governo federal, “Minha Casa, Minha Vida” em Alagoas. O anúncio foi feito pelo secretário de Estado da Infraestrutura, Marco Fireman, na manhã desta quarta-feira (1º de abril) durante palestra sobre os desafios da habitação de interesse social na quarta edição do Nordeste Invest.

O evento também contou com a presença do presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Simão, e do superintendente da Caixa Econômica Federal em Alagoas, Gilberto Occhi.

Segundo Marco Fireman, o projeto do residencial Craibeiras I, que contempla a construção de 496 unidades divididas em dois empreendimentos (um com 256 moradias e outro com 240) será entregue à Caixa Econômica no próximo dia 14. O conjunto será construído em Maceió, mas precisamente no Benedito Bentes (próximo à área do shopping Pátio Maceió) e tem como público alvo os servidores do Estado.

“Em Maceió, o Estado possui área para construção de 4 mil moradias, mas a nossa meta é construir até 10 mil unidades. Para atingir esse objetivo, o Estado também vai comprar novos terrenos, possivelmente utilizando recursos do Fundo de Combate à Pobreza, o Fecoep, para aquisição de áreas que atendam a pessoas com renda de até um salário mínimo”, avisou Fireman, acrescentando que o município de Arapiraca também será contemplado pelo programa federal.

Em Alagoas, o programa “Minha Casa, Minha Vida”, prevê a construção de 20 mil casas para famílias com renda de até três salários mínimos, com enfoque especial para quem ganha até um salário mínimo. No momento, Maceió e Arapiraca serão as cidades contempladas dentro do programa, visto que são os únicos municípios alagoanos acima de 100 mil habitantes.

Agilidade - O superintendente da Caixa em Alagoas, Gilberto Occhi, prometeu celeridade na aprovação dos projetos habitacionais, já que o “Minha Casa, Minha Vida” funciona nos moldes do Programa de Arrendamento Residencial (PAR) e não demanda processo licitatório.

Segundo Occhi, o banco reduziu em 80% as suas exigências para a aprovação de projetos habitacionais. “Este programa é uma oportunidade única para a redução do déficit habitacional, afinal serão 350 mil novas casas só para o Nordeste. No momento em que o setor privado apresentar projetos, a Caixa e o Governo entram como para parceiros para agilizar os trâmites necessários”, disse Occhi.

Já o presidente da CBIC, Paulo Simão, falou que o setor da construção civil pleiteia algumas mudanças dentro do programa habitacional do governo federal, dentre as quais, a inclusão de cidades com população de até 50 mil habitantes. “Já apresentamos 26 emendas ao projeto, dentre elas, a inclusão das cidades menores, que não podem ficar de fora deste programa”, frisou Simão.