Maciel Rufino Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Prefeito de Maceió Cícero Almeida

O prefeito de Maceió, Cícero Almeida (PP), conhecido por suas declarações contundentes – muitas vezes intempestivas – resolveu não “dar corda” ao assunto da prorrogação dos contratos com as empresas que realizam a coleta de lixo em Alagoas, por meio de aditivo. O mecanismo – se legal ou não, quem diz é o Ministério Público e a Justiça – beneficiou a Viva Ambiental e a Limpel, que figuram como suspeitas na “máfia do lixo” denunciada pelo promotor Marcos Rômulo.

O esquema – que aponta o prefeito como beneficiado também – teria causado um prejuízo de R$ 200 milhões aos cofres públicos. O aditivo de renovação de contrato foi classificado como uma “afronta ao Judiciário” pelo próprio Marcos Rômulo. O prefeito resolveu não polemizar ainda mais o assunto. Ele – que já bateu de frente com o MP e Rômulo em entrevistas passadas – resolveu reconhecer que a instituição representada pelo promotor cumpre o seu papel de fiscalizar.

Almeida voltou a frisar a legalidade de sua ação e disse que assim como Marcos Rômulo cumpre o seu papel, do outro lado, a Prefeitura Municipal também cumpre, que é o de – segundo o prefeito – não poder deixar a cidade suja. De acordo com Rômulo – só para constar – desde 2006 o prefeito sabia que para limpar a cidade sem sujar a própria imagem seria necessário um processo licitatório para a contratação de novas empresas de lixo que não fosse em caráter emergencial.

A Prefeitura Municipal de Maceió – ainda conforme o prefeito – está tocando este processo licitatório, inclusive com a audiência pública que já houve. A minuta do novo contrato para coleta de lixo, que será assinado pelas empresas vencedoras já prevê um valor de R$ 470 milhões a serem desembolsados pela administração municipal, por meio da Superintendência Municipal de Limpeza Urbana (Slum).

Estou no twitter: @lulavilar