CM/Arquivo Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Ricardo Barbosa

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE/AL) encaminhou ao PSOL um ofício – com base no pedido de desfiliação de Ricardo Barbosa, que também foi remetido pelo mesmo á Justiça Eleitoral – destacando que a tal desfiliação de Barbosa é uma questão interna do partido e que não cabe a Justiça Eleitoral se meter agora no assunto. O fato animou setores internos da agremiação que se mobiliza para pedir a cassação de Ricardo Barbosa, com base na fidelidade partidária, já que Orlando Manso - o presidente da Corte - encaminha o caso para o Ministério Público Eleitoral.

Este - o MPE - deve se pronunciar agora, em caso do PSOL não pedir o mandato, ou do suplente não o fazer, o que é bastante improvável, já que os psolistas querem sim a cadeira do edil.

Barbosa pediu a desfiliação – oficialmente – na semana passada e praticamente já é vereador pelo PT. Ele enfrentou uma Comissão de Ética dentro do partido – que inicialmente foi pedida por ele mesmo – que culminou na aprovação do seu pedido de expulsão, que deveria ocorrer em agosto. Como saiu, o objeto da Comissão de Ética perde o sentido.

O processo já foi detalhado por este blogueiro. Consta em posts abaixo e o leitor pode fazer seu juízo de valor...

Antes de tomar tais atitudes, Barbosa quis se segurar no mandato e fez consulta à Justiça Eleitoral. É esta que foi respondida pelo presidente do Tribunal Regional Eleitoral, Orlando Manso, ressaltando que é uma questão “interna corporis”. O ofício ainda foi remetido ao PSOL e ao Ministério Público Eleitoral (MPE).

De acordo com Manso, após a desfiliação é o partido, o suplente ou o MPE que podem tomar decisões sobre o que precisa ser feito: o pedido do cargo ou não. Depois, o consequente julgamento por parte do Tribunal Regional Eleitoral. Ora, há algum tempo o PSOL chegou a adotar o discurso de que a saída de Ricardo Barbosa não consistiria em necessariamente uma ação do partido para pedir o mandato dele.

O tempo todo os dirigentes psolistas falaram em resolver a crise interna do partido. Mas, ao que tudo indica a coisa vai além. Do outro lado, Ricardo Barbosa se diz tranquilo, alega o motivo da grave discriminação dentro da agremiação, o que sustentaria a legitimidade de sua saída do partido para o PT. A novela ainda terá mais capítulos...

 

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