CadaMinuto - Arquivo Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Prefeito Cícero Almeida

Em meio ao andamento do processo que permitirá a licitação para a contratação de empresas para a coleta do lixo em Maceió, o Diário Oficial do Município – do dia 21 – traz novos aditivos de contratos firmados com as empresas Viva Ambiental e Limpel, que foram denunciadas pelo Ministério Público na ação da “máfia do lixo”.

De acordo com as investigações do MP, o esquema pode ter gerado um prejuízo de R$ 200 milhões e o prefeito Cícero Almeida (PP) aparece como um dos envolvidos diretamente na suposta fraude da licitação. Os aditivos de contratos já chamaram a atenção do Ministério Público Estadual.

A autorização por meio da Superintendência de Limpeza Urbana (Slum) deve ser questionada. Por conta da suposta “máfia do lixo”, Almeida já responde por improbidade administrativa e uma ação densa de mais de quatro mil páginas, que aguarda apreciação da Justiça. Para o promotor Marcos Rômulo, o aditivo só se justificaria em caso de excepcionalidade.

Levando-se em conta que já está todo mundo de “orelha em pé” em função do histórico denunciado pelo Ministério Público Estadual, os aditivos passarão por uma análise minuciosa de Marcos Rômulo, para saber qual a real necessidade desta prorrogação. Pode haver inclusive novo inquérito.

O detalhe é que é do conhecimento do prefeito Cícero Almeida a necessidade de uma licitação nova para o recolhimento do lixo na capital alagoana. O prefeito sabe disto desde 2006, mas vai ver que não deu tempo...

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