A Câmara Municipal de Maceió se prepara para um segundo semestre “tenso”. Além do projeto de lei do aumento do número de vereadores, outra decisão – já tomada - dos nobres edis em evidência, soará polêmica, porque se assemelha às atitudes dos que estão acostumados e acomodados em legislar por causa própria.

O assunto é antigo e já foi tratado aqui neste blog, passou à surdina, mas pode ser questionado pelo Ministério Público Estadual (MPE). Trata-se de permitir que alguém se candidate ao cargo de vereador, sem necessariamente ter domicílio em Maceió.

O BlogdoVilar já havia dito que um vereador, interessado por demais na cidade de Piaçabuçu – sonhando – inclusive – ser prefeito do município, foi um dos principais beneficiados pela lei. O nome já apareceu na imprensa: Carlos Ronalsa (PP). O edil tem inclusive o apoio de parte da família Beltrão.

O fato foi bem exposto pelo blogueiro Ricardo Mota. Com a palavra, Ronalsa e suas preocupações, enquanto vereador de Maceió, pelos destinos de Piaçabuçu. A emenda – por sinal – deixou um monte de gente, no interior do Estado, com a orelha de pé, sobretudo se aumentar o número de vagas para 31 vereadores.

A Câmara Municipal de Maceió se mostra mais atrativa do que a casa legislativa de muito município alagoano, que o diga o peemedebista Cícero Cavalcante, o homem que fez da filha – Flávia Cavalcante (PMDB) – deputada estadual. Mas, há outros nomes que dormem e acordam fazendo contas: se 21 cadeiras a estratégia é uma; se 31, o plano é outro. Deve ter algo de muito doce o pote dos vereadores maceioenses...
 

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