A exoneração do secretário municipal de Direitos Humanos, Pedro Montenegro, ainda precisa ser melhor explicada pelo prefeito de Maceió, Cícero Almeida (PP). Vale ressaltar que o prefeito – enquanto detentor da caneta que compõe ou desmancha sua equipe – tem o direito de exonerá-lo, mas como gestor público deve prestar esclarecimentos de seus atos de forma detalhada e precisa.

Não se trada de uma defesa a Montenegro, mas sim das especulações de bastidores políticos que surgem a partir do fato de sua saída da administração almeidista. Uma fonte confidenciou a este blogueiro que Pedro Montenegro não correspondia às expectativas de quem esperava um caminho fácil para eleger alguns conselheiros tutelares (com fortes ligações políticas) sem maiores problemas.

Isto teria passado a incomodar “amigos” de Almeida, fazendo com que Montenegro se tornasse uma pessoa não grata em alguns setores da Prefeitura Municipal e entre alguns membros da Câmara de Maceió. Os posicionamentos do secretário – na época do relatório da morte dos moradores de rua e no período das eleições de conselheiros, marcadas por denúncias de ingerência política e abuso de poder econômico – nunca foram bem digeridas. Será que contribuiu para sua saída?

Coincidentemente ou não, ele sai da pasta quando o assunto dos conselhos tutelares ressurge, por conta do projeto de lei – de autoria do Executivo – aprovado no “parlamento-mirim”, antes da entrada em recesso. Montenegro cobrava eleições sem ingerência. Nunca afirmou a existência das ligações políticas neste processo eleitoral, mas sempre deixou claro que era preciso combater “caso existissem”.

Pedro Montenegro – que chegou à administração de Almeida como um forte nome para implantação de políticas sociais consistentes, área então debilitada na administração – saiu de cena sem sequer ser informado, como ele mesmo afirmou em entrevista. O prefeito nega! Diz que informou seu ex-secretário sobre sua saída.

 

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