O dia no mercado financeiro foi de nervosismo nesta segunda-feira, 30. A situação das montadoras e bancos continuou no foco de atenção dos investidores. Nos Estados Unidos, as bolsas fecharam em forte queda. O índice Dow Jones registrou baixa de 3,27%, enquanto a Nasdaq recuou 2,81%. No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) caiu 2,99%, fechando aos 40.653 pontos.

Circula na mídia um esboço do comunicado do encontro dos líderes do G-20 que aponta que não será decidida uma nova rodada de gastos de estímulo coordenados globais esta semana. Paralelamente, o governo de Barack Obama rejeitou os planos de viabilidade da General Motors e da Chrysler e deu um novo prazo - curto - para que novas propostas sejam apresentadas.

Em relação aos bancos, o secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, alertou que alguns bancos precisam de grandes quantias de assistência, mas não afirmou se pedirá mais recursos além dos que ainda restam do plano de resgate do sistema financeiro.

"Provavelmente seria pedir demais para o mercado continuar subindo nas próximas semanas. Temos desafios formidáveis adiante e me parece o momento certo para respirar", comentou Hugh Johnson, presidente da consultoria Johnson Illington Advisors.

Entre os desafios dos próximos dias, os líderes do G-20 se reúnem na quarta e quinta-feira para discutir a crise econômica global. O Financial Times obteve um esboço do comunicado do encontro, que aponta que os líderes devem reiterar a promessa de evitar o protecionismo e retomar as discussões globais sobre comércio, mas não devem trazer novidades sobre mais medidas de estímulo econômico para lidar com a crise.

Quem também passa por momentos decisivos são as montadoras, que tiveram seus planos de viabilidade rejeitados pela força-tarefa da indústria automotiva do governo Obama. Segundo veredicto divulgado ontem, em sua forma atual, os planos não justificam a entrega de mais dinheiro dos contribuintes às empresas. O governo também forçou o executivo-chefe da GM, Rick Wagoner, a deixar o cargo.

Nesta segunda-feira, Obama deu à GM 60 dias para apresentar sua nova estratégia de viabilidade, enquanto a Chrysler terá apenas um mês para fechar uma parceria com a Fiat, da Itália. O governo acredita que uma concordata "cirúrgica" pode ser a única saída para as duas companhias.

No início da tarde, a Chrysler anunciou ter chegado a um acordo sobre uma aliança global com a Fiat, com ajuda do Tesouro dos EUA, segundo o Wall Street Journal. Às 13h33 (de Brasília), as ações da GM despencavam 19%. Em Milão, as ações da Fiat caíram 9%. No setor financeiro em Nova York, o Bank of America perdia 14%, Citigroup recuava 9,1% e JPMorgan tinha queda de 5,95%.

 

Europa

Na Europa, as principais bolsas europeias encerraram em queda. Em Frankfurt, o índice de ações caiu 5,10%. Na Bolsa de Paris, o CAC-40 teve queda de 4,27%. Em Madri, o índice de ações recuou 4,12%.

O Deutsche Bank caiu 11,92% e o Banco Santander recuou 7,49%. Os papéis da Renault tiveram queda de 10,58%, enquanto os da BMW perderam 7,48% e os da Daimler caíram 9,24%. A Peugeot recuou 9,13%. Agência Estado