A Pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta segunda-feira mostra que quase a metade dos brasileiros (44%) tem o receio de perder o emprego em consequência da crise econômica. Segundo o levantamento, 39,7% não têm esse temor, enquanto outros 15,6% não responderam.

 

O levantamento aponta, porém, que 46,3% da população acreditam que o Brasil vai sair fortalecido da crise em relação aos outros países, contra 23% que avaliam que o país sairá enfraquecido e outros 21,8% que apostam em resultados estáveis para o país após mudanças no atual cenário internacional. Em dezembro de 2008, apenas 35% dos brasileiros apostavam que o país sairia fortalecido da crise.

 

A CNT/Sensus também mostra que 63,5% dos entrevistados conhece ou ficou sabendo de alguém que já perdeu o emprego em razão da crise. Outros 34,9% dos entrevistados não conhecem ninguém desempregado em consequência da turbulência internacional e 1,6% não responderam.

 

Em relação à expectativa para o desemprego nos próximos seis meses, 48,8% acreditam que vai piorar, 23,7% que vai ficar semelhante aos índices atuais e 22,1% que vai piorar. Os índices de pessimismo caíram em relação a janeiro deste ano, quando a pesquisa mostrou que 51,1% dos brasileiros acreditavam que o desemprego iria piorar nos próximos seis meses.

 

Na avaliação dos últimos seis meses, 20,9% dos entrevistados responderam que o nível de emprego melhorou contra 22,1% que avaliam como estável e 54,5% que consideram pior. O índice de pessimismo teve forte subida em relação à pesquisa divulgada em janeiro de 2009, quando 38,5% dos entrevistados responderam que o nível de emprego piorou nos últimos seis meses.

 

Segundo a pesquisa, A maioria dos entrevistados apoia as medidas do governo federal de combate à crise. No total, 40,1% acreditam que o Brasil está lidando adequadamente com a crise, contra 26,5% que não têm essa avaliação e outros 26,4% que acham que o governo lida "mais ou menos" para enfrentar a turbulência nos mercados internacionais.

 

A CNT/Sensus também mostra que 52,5% dos entrevistados são favoráveis à redução da jornada de trabalho e a consequente diminuição nos salários como forma das empresas enfrentarem a crise.

O índice subiu em relação a janeiro, quando 50% dos entrevistados apoiaram essa medida. Outros 40% responderam, em março, que são contra à redução de jornada e dos salários. Em janeiro, o índice foi de 38,9%.

 

Em relação à abertura de linhas de crédito pelo governo para as empresas enfrentarem a crise, 75% dos entrevistados disseram em março ser favoráveis à medida contra 16,7% contrários à sua implementação. Outros 8,4% não responderam.

 

A pesquisa CNT/Sensus foi realizada entre os dias 23 e 27 de março, em 136 municípios de 24 Estados. Foram ouvidas 2.000 pessoas, e a margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou menos.