Alagoas adere à programação nacional do Ano da França no Brasil a partir desta quinta-feira (6), com um concerto de música erudita francesa, interpretado por Elyana Caldas, às 19h, no Salão Nobre do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas (IHGA).
Com entrada franca, o evento é uma iniciativa da Aliança Francesa de Maceió, com o apoio e a parceira do IHGA e do governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult).

“Será o primeiro de uma série de eventos culturais organizados pela Aliança Francesa de Maceió”, garantiu o diretor da Aliança Francesa, George Sarmento. Entre as outras atividades está a apresentação de cantores franceses, exposições de pintura, ballet, fotografia e outras manifestações da cultura francesa. Sarmento ressalta que todos os eventos serão gratuitos e abertos à comunidade alagoana.

A artista - Natural do Recife, Elyana Caldas cedo iniciou nos estudos musicais com as irmãs Hilda e Nysia Nobre, sendo mais tarde aluna de Waldemar de Almeida. Realizou seu primeiro recital de Piano aos 10 anos de idade e, aos 18, representou o seu Estado no V Concurso Internacional Frederico Chopin, na Polônia, sendo, na ocasião, a única candidata brasileira presente ao certame.

Em 1956, obteve o 2º prêmio do Concurso Rádio Ministério de Educação do Rio de Janeiro realizando logo após recitais promovidos pela Juventude Musical Brasileira em Maceió, Itabuna, Ilhéus (inaugurando a Sociedade de Concertos) e Salvador.

Em 1957, partiu para a França, em decorrência do 1º prêmio no Concurso Magda Tagliaferro (RJ), o que lhe valeu uma bolsa de estudos de um ano em Paris, quando foi aluna de Magda Tagliaferro e de Lazare Lévy. Em 1958, seguiu para Varsóvia com bolsa de estudos do governo Polonês, especializando-se com a prof. Marguerita Trombini-Kazuro.

Participou de cursos nos Festivais de Salzburg (Áustria) em 1957,1958 e 1967, e, na Academia de Música de Viena foi aluna de Bruno Seldlhofer. Em 1960 participou do II Concurso Nacional de Piano da Bahia, obtendo o 3º prêmio, quando foi solista da Orquestra Sinfônica da Reitoria da Universidade baiana, no IV Concerto de Beethoven sob a regência do maestro Souza Lima.

Voltou à Europa entre 1967/1968 para novos cursos ligados à Pedagogia Pianística, tendo se Licenciado em Música pela École Normale de Musique de Paris (1968), na classe de Jeanne Blancard. É igualmente licenciada em Letras pela UFPE.

Professora fundadora do Curso de Música da UFPE, ali se dedicou ao magistério por três décadas. Também professora do Conservatório Pernambucano de Música, órgão que dirigiu entre 1987/1991 e 1995/1999. Idealizadora do Movimento Arte e Cultura do Nordeste, que, durante cinco anos, manteve intensa atividade artística no Recife.

A artista tem gravados quatro CDs: “Simplesmente Capiba” (Choros e Valsas), “O Charme da Valsa e do Maxixe” (com composições de Aurélio Gregori), “O Piano em Pernambuco” (compositores pernambucanos dos fins do século XIX e inícios do século XX) e “Tritonis” (jazz). Mantém intensa atividade como solista e camerista, tendo tocado sob a regência dos maestros Vicente Fittipaldi, Mário Câncio, Alceo Bocchino, Léo Perachi, Carlos Alberto Pinto Fonseca, Eleazar de Carvalho, Carlos Veiga, Jamil Maluf, entre outros.

Entre abril/ junho 1997, na qualidade de presidente do Conservatório Pernambucano de Música, realizou estágio de observação pedagógica nos Conservatórios de ensino Médio de Paris.

Caldas executou, então, ao lado de músicos brasileiros e franceses, programa de Choros e Valsas brasileiras de Capiba e Ernesto Nazareth, com grande sucesso, programa que repetiu em 2001, também na capital francesa. Com a gravação de novo CD “Capiba, Valsas e Choros”, lançado no Recife em 2008, apresentou em São Paulo e na França (Paris e Vernon) as músicas constantes do disco obtendo grande sucesso ao lado de músicos brasileiros e franceses.

Ultimamente vem se dedicando ao estudo de novos repertórios.