O departamento americano de Defesa enviou nesta segunda-feira um avião de vigilância e uma equipe de procura e resgate da Força Aérea para auxiliar nas operações de busca do Airbus A-330 da Air France, que desapareceu sobre o oceano Atlântico com 228 pessoas a bordo no último domingo. O avião ia do Rio para Paris.

O avião da USAF partiu da base do Comando Sul da Força Aérea em Comalapa, El Salvador, às 18h10 local (19h10 Brasília), informou o Pentágono. A ajuda partiu após pedido do governo da França.

"Recebemos um pedido do governo da França e estamos tentando determinar a melhor forma de ajudar neste momento difícil", disse o porta-voz do Pentágono Geoff Morrell.

Na manhã de desta segunda-feira, o ministro francês da Defesa, Herve Morin, pediu ajuda aos Estados Unidos para localizar o avião da Air France, durante uma conversa com o secretário americano de Defesa, Robert Gates.

Já a FAB (Força Aérea Brasileira) informou que não interromperá as buscas pela aeronave durante a noite desta segunda-feira e a madrugada da terça-feira.

Segundo o coronel Jorge Amaral, subchefe de comunicação da FAB, a operação é realizada por um Hercules C-130, que tentará localizar um eventual sinal eletrônico de emergência, e por um avião de vigilância R-99, equipado com um potente radar e com um sistema infravermelho que identifica fontes de calor.

"É uma zona no meio do nada e uma busca muito difícil", afirmou o coronel, que disse ainda que a Aeronáutica trabalha "com a possibilidade de sobreviventes.

As operações estão concentradas em uma zona de sombra --sem a cobertura do radar-- em pleno oceano Atlântico, a partir do ponto no qual o avião emitiu o último sinal eletrônico, a 1.100 km da cidade de Natal (RN).

O avião da Air France desapareceu no trajeto entre o Rio --de onde decolou por volta das 19h de domingo-- e Paris, com 228 pessoas a bordo --216 passageiros e 12 tripulantes. Segundo a Air France, há 58 brasileiros entre os passageiros.

Segundo informações da Aeronáutica, 100 homens trabalham na operação. Eles pertencem ao grupo de elite da FAB, que também atuou no acidente com o avião da GOL, em 2006, que matou 154 pessoas.

De acordo com a Aeronáutica, dois aviões da FAB devem percorrer a região onde um piloto da TAM --que fazia a rota oposta do voo AF 447-- afirmou ter visto "pontos laranjas", identificados como chamas, no oceano Atlântico.