A Justiça Federal decidiu que o menino que se tornou alvo de disputa entre o pai americano e a família da mãe brasileira, morta em 2008, deve ser devolvido imediatamente ao país de origem. O padrasto tem até às 14h de quarta-feira (10) para se apresentar com o menino no consulado dos EUA.

Divulgada nesta segunda, a sentença do juiz Rafael de Souza Pereira Pinto, da 16ª Vara Federal, estabelece que o período de adaptação deve ocorrer nos Estados Unidos e não no Brasil, como havia sido sugerido pelo Ministério Público.

O juiz afirma que além de readaptar-se ao convívio com o pai, o garoto tem que se reacostumar ao país de nascimento. O prazo foi fixado como forma de amenizar o impacto de uma busca e apreensão forçada do menino. A Policia Federal terá que monitorar para que não haja tentativa de fuga.

A defesa do advogado João Paulo Lins e Silva, padrasto do garoto, já entrou com mandado de segurança no Tribunal Regional Federal pedindo efeito suspensivo da determinação judicial.

Polêmica

David Goldman tenta recuperar a guarda o filho desde 2004, quando a brasileira Bruna Bianchi viajou para o Rio de Janeiro para visitar os pais e não voltou aos Estados Unidos.

Em agosto de 2008, Bruna morreu durante o nascimento da primeira filha com o novo marido, o advogado João Paulo Lins e Silva. O padrasto é quem detém a guarda do garoto.

Em visita aos Estados Unidos em março, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a disputa pela guarda do garoto americano será decidida pelos tribunais do Brasil. Ele confirmou que o caso foi tratado durante o encontro com o presidente americano, Barack Obama, na Casa Branca.

A história foi tema especial nos programas Larry King Live e NBC Today Show, onde a secretária de Estado, Hillary Clinton, defendeu que a guarda do garoto seja do pai