Pelo menos oito nomes de passageiros do vôo AF 447 da Air France, que fazia a rota entre Rio de Janeiro e Paris e está desaparecido desde a madrugada desta segunda-feira, já são conhecidos. Os nomes foram divulgados por empresas e familiares dos passageiros.

Três funcionários da Michelin, uma da Petrobras, o presidente do conselho administrativo da ThyssenKrupp CSA, um assessor do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e um mecânico estão na lista.

A família Orleans e Bragança, herdeira da família real brasileira, confirmou que o príncipe Pedro Luis de Orleans e Bragança, também estava no voo. Descendente de Dom Pedro 2º e filho do príncipe Dom Antônio, Pedro Luis, 26, é o quarto na linha sucessória do trono.

A lista oficial de passageiros não havia sido divulgada até as 13h56. A Air France informou que só irá informar publicamente os nomes após a checagem da nacionalidade dos passageiros junto à Polícia Federal no Brasil e após informar diretamente aos familiares dos passageiros desaparecidos.

A companhia montou um centro de gerenciamento da crise em Paris. No Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (Galeão) há uma sala para onde todos os parentes de possíveis vítimas estão sendo encaminhados.

Veja a relação de passageiros:
Luis Roberto Anastácio, presidente da Michelin na América do Sul;
Antonio Gueiros, diretor da Michelin na América do Sul;
Christine Pieraerts, funcionária da Michelin na França;
Marcelo Parente, assessor do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes;
Adriana Francisco Sluijs, assessora da presidência da Petrobras;
Erich Hein, presidente do conselho administrativo da ThyssenKrupp CSA;
Nelson Marinho Filho, mecânico;
Pedro Luis de Orleans e Bragança, príncipe descendente de D. Pedro II

Passageiros

O gerente da Air France no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (Galeão), Jorge Assunção, confirmou que 80 brasileiros e 73 estavam no vôo AF 447 que desapareceu quando fazia a viagem entre o Rio e Paris. A aeronave desapareceu dos monitores dos radares às 6h GMT (3h de Brasília) desta segunda-feira, informaram fontes aeroportuárias francesas.

Assunção confirmou que, além dos brasileiros e franceses, havia na aeronave 18 alemães, seis americanos, nove italianos, cinco chineses, dois ingleses, dois espanhois, um argentino, um belga, um irlandês, um norueguês, um angolano, um filipino, um polonês, um eslovaco, um romeno, um russo, quatro húngaros, dois marroquinos e dois irlandeses.

A Air France confirmou que, no total, 228 pessoas estavam a bordo, sendo 216 passageiros e 12 tripulantes. Entre os passageiros, estavam 126 homens, 82 mulheres, mais sete crianças e um bebê. A tripulação era formada por três pilotos e nove assistentes de vôo.

O acidente

O Airbus A330 saiu do Rio de Janeiro no domingo (31), às 19h (horário de Brasília), e deveria chegar ao aeroporto Roissy - Charles de Gaulle de Paris no dia 1º às 11h10 locais (6h10 de Brasília).

De acordo com nota divulgada pela FAB, às 22h33 (horário de Brasília) o vôo fez o último contato via rádio com o Centro de Controle de Área Atlântico (Cindacta III). O comandante informou que, às 23h20, ingressaria no espaço aéreo de Dakar, no Senegal.

Às 22h48 (horário de Brasília) a aeronave saiu da cobertura radar do Cindacta, segundo a FAB. Antes disso, no entanto, a aeronave voava normalmente a 35 mil pés (11 km) de altitude.

A Air France informou que o Airbus entrou em uma zona de tempestade às 2h GMT (23h de Brasília) e enviou uma mensagem automática de falha no circuito elétrico às 2h14 GMT (23h14 de Brasília). A equipe de resgate da FAB foi acionada às 2h30 (horário de Brasília).