O perito geral da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), Maximiano Leite, afirmou nesta sexta-feira que o enterro de corpos em sacos plásticos e em valas comuns no cemitério do Bom Jardim ocorreu apenas uma vez, na quarta-feira, 27. Em entrevista coletiva, o perito admitiu que foi um erro o fato de os corpos terem sido enterrados em sacos plásticos, e não em urnas funerárias.

Leite acrescentou que as valas são endereçadas, para o caso de alguém querer localizar algum parente desaparecido. Todos os corpos sem identificação que chegam ao Instituto Médico Legal (IML) passam por exames de arcada dentária e de DNA antes de serem sepultados, segundo Leite.


O carro que fez o transporte dos corpos na quarta-feira saiu da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) sem placa, segundo o diretor do IML, Roberto Rios.
Por isso, ele acredita que o fato de o incidente ter ocorrido uma única vez e ter sido flagrado pode ter sido uma armação.

A Promotoria de Justiça e Defesa da Saúde Pública vai investigar o caso. Na manhã desta sexta-feira, foi realizada uma audiência no Ministério Público convocando com o IML, com a Regional V (responsável pela área do Bom Jardim) e com vigilâncias sanitárias do Estado e Município. Ainda serão ouvidos Maximiliano Leite, Roberto Rios, além da administração do cemitério, o motorista e o auxiliar do carro que estavam em serviço na quarta-feira e o diretor de tanalogia do IML.