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Mata Grande comemorou na última sexta-feira (18), Emancipação Política do município onde completou 174 anos. Cerca de seis mil pessoas prestigiaram o desfile que contou diversas novidades esse ano, uma delas foi apresentação do pelotão da Polícia Militar do 9º Batalhão de Delmiro Gouveia e da banda militar de Arapiraca.

O evento contou com a participação de várias autoridades, como o prefeito Jacob Brandão, vice Erivaldo Mandú, ex-prefeitos, Hélio Brandão, José Jorge e Gilberto Tenório, além dos vereadores Ivan Malta, Júlio Brandão e Josival Costa.

“Quero parabenizar todos matagrandenses nesse dia tão importante. O desfile está lindo e revela parte de nossa história. O nosso presente foi à entrega de diversas obras a população”, comemorou o prefeito.

O desfile contou com apresentação de sete bandas fanfarras da região, são elas: Banda da PM do pólo Arapiraca, duas da cidade Ouro Branco, fanfarra infantil Elque Limeira e Maestro Idalino, Barão de Água Branca, fanfarra de Olho D’Água do Casado, marcial Gentil de Albuquerque Malta e Nossa senhora da Conceição, ambas de Mata Grande.

Entraram na Avenida Ubaldo Malta, no Centro da cidade as escolas Lysette Lisboa, Educandário Lápis de Cor, alunos Educação para Jovens e Adultos (EJA), Programa Nacional de Inclusão de Jovens (ProJovem) e Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI).

Além das escolas Monsenhor Aloísio Viana Martins, Professora Maria Olina Soares, Creche Casulo e Gentil Malta. Cada uma delas trouxeram estandes sobre assuntos da atualidade, como também lembraram autoridades do município, a exemplo primeiro foto-jornalista do Brasil, Augusto César Malta que fotografou o Rio de Janeiro, antigo.

Resumo da história

Os primeiros donos de terras foram Antonio de Souto Macedo, Sebastião de Sá (ambos considerados pioneiros na região), Francisco de Braz, Teodósio da Rocha, Nicolau Aranha, Baltazar Farias, Damião da Rocha, Antonio de Farias e Diogo de Campos. Os pioneiros na região, porém, foram mesmo Sebastião de Sá e Antonio Macedo. Os latifúndios eram constituídos por sesmarias doadas pelo governador da Capitania de Pernambuco, Francisco Barreto, em nome do Rei de Portugal, como recompensa pelo trabalho na guerra da restauração pernambucana.

Os dois pioneiros passaram a desenvolver a região através da criação de gado em seis fazendas. As terras deles acabaram doadas aos padres jesuítas, que logo depois foram expulsos do país e tiveram os bens sequestrados pela Coroa, vendidos, em seguida, em leilão.

A população começou a se formar em 1791, quando João Gonçalves Teixeira doou parte de suas terras para a construção de uma capela em homenagem a Nossa Senhora da Conceição. A propriedade tinha o nome de Cumbe, por conta da existência de uma pequena fonte que abastecia o povoado.

Em 1837, o povoado foi elevado à categoria de vila. Em 1902, se transformou em município autônomo com o nome de Paulo Afonso. Em 1929, voltou a ser chamado de Mata Grande.

Significado do Nome

A serra de terras férteis onde o povoado se formou deu nome ao município de Mata Grande.