O Núcleo de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Estadual do Rio ofereceu nesta quarta-feira uma nova denúncia (acusação formal) contra o ex-policial militar Ricardo Teixeira da Cruz, conhecido como Batman, 41, por porte ilegal de armas e receptação. De acordo com a Promotoria, a pena para o crime é de até 11 anos de prisão.

Batman foi preso no último dia 13, na casa onde estava escondido, em Paciência, na zona oeste do Rio, apontado como líder da milícia Liga da Justiça. Desde então, ele está no presídio de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.

De acordo com a denúncia, ao ser preso no dia 13, o ex-PM foi encontrado com um arsenal de armas na casa onde estava. Segundo o Ministério Público, todo o material bélico encontrado é de uso proibido ou restrito, e estava com o acusado sem a devida a autorização.

Na casa, foram encontradas duas pistolas, dois fuzis, 22 carregadores metálicos para fuzil, 434 munições, além de quatro granadas.

Quadrilha

O Ministério Público informou ainda que fará uma denúncia nesta quinta-feira (28) por formação de quadrilha contra Cruz. Segundo o procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Cláudio Lopes, com essa denúncia, poderão ser expedidos mandados de prisão para diversos servidores públicos --a maioria policiais civis e militares.

"Estamos aguardando a finalização do trabalho dos colegas promotores do Ministério Público de que possivelmente amanhã nós vamos ter essa denúncia concluída", afirmou Lopes.

Segundo o procurador, a prisão do Batman facilitou as investigações devido aos documentos apreendidos, que indicam o pagamento de propina a policiais civis e militares. Na época da prisão, foi apreendida uma lista com cerca de 60 nomes --a maioria de policiais suspeitos de receber propinas para proteger milicianos.