Contabilistas e empresários querem audiência com Governo para corrigir distorções na NFA

  • gilcacinara
  • 27/05/2009 12:50
  • Maceió
Com o objetivo de sensibilizar o Governo do Estado no tocante aos constantes transtornos que a Nota Fiscal Alagoana vem causando aos contabilistas e empresários do estado, o presidente da Federação das Associações das Micro e Pequenas Empresas de Alagoas (Fampec), Cícero Berto deu seqüência, nesta quarta-feira (26), ao seu roteiro de visitas às emissoras de rádio de Maceió. Desta vez ele participou dos programas CBN Maceió, apresentado na 104,5 FM Maceió pelo radialista Elias Ferreira, e Correio da Manhã, na Am 1200, apresentado por Gilson Gonçalves.

Durante as entrevistas ao lembrar que a semana passada encaminhou um ofício ao governador do Estado Teotônio Vilela no qual solicita uma audiência com urgência, Berto voltou a dizer que o projeto da Nota Fiscal Alagoa (NFA) é bom porque incentiva o comércio a emitir o documento, porém o mesmo sufoca os contabilistas e empresários. E explica que isso acontece porque o programa de emissão de informações disponibilizado pela Secretaria Estadual da Fazenda é lento e são exigidos, de forma repetida, arquivos fornecidos através de outro programa, ou seja, do Sintegra, que procede a confrontação. “Queremos que o Governo corrija as distorções no projeto da Nota Fiscal Alagoana”, frisou.

Ele destaca que as micro empresas são, na realidade, quem “carrega nas costas” o setor de arrecadação e geração de emprego no Estado e deveriam ser tratadas com mais atenção. Berto lembra que o projeto foi importado de São Paulo, Estado que naturalmente tem uma realidade muito melhor do que a de Alagoas. “O número de pessoas que tem computador é muito maior do que em Alagoas. Lá é primeiro mundo do ponto de vista da informática. Alagoas, infelizmente, é um dos Estados mais pobres da federação. Portanto, o nível de inclusão digital é muito pequeno”, argumentou ele.

Em sua fala, Berto tranquilizou os contabilistas e empresários ressaltando que as entidades estão buscando um entendimento junto ao Governo Estado a fim de equacionar os problemas provocados pela Nota Fiscal Alagoana. Nesse sentido, ele disse que faltou aos gestores do Governo sensibilidade no processo de implantação da Nota Fiscal. “Não adianta implantar o projeto copiado de São Paulo sem discutir exaustivamente o assunto com os segmentos envolvidos no processo”, assinalou.

Berto ressaltou que os grandes empreendimentos estão preparados com programas e funcionários para atender as exigências impostas pela Nota Fiscal Alagoana. Diante disso, ele coloca o contraste com os empresários de pequenos negócios, principalmente os do interior do Estado. “Alguns não tem nem contador, imaginem acesso a Internet?”, indagou ele.

Quanto à manifestação realizada na semana passada, em Arapiraca, pelos contabilistas e empresários da região do Agreste, Berto disse que foi para demonstrar a indignação dos dois segmentos quanto ao projeto que não funciona para as pessoas que atuam no segmento dos pequenos negócios. E ele fez questão de enfatizar que o problema da Nota Fiscal Alagoana “não é pontual, como alguns dirigentes da Sefaz quer passar, mas sim envolver a todos”.