O ex-lutador Mike Tyson pediu respeito à privacidade de sua família, após a morte de sua filha caçula, Exodus, de apenas 4 anos, vítima de um acidente doméstico na noite de segunda-feira. "Pedimos a todos respeito à nossa privacidade, num momento em que precisamos curar uns aos outros", escreveu Tyson, em nota oficial emitida na noite de terça-feira.

Exodus teria prendido acidentalmente o pescoço numa corda presa a uma esteira de exercícios, na casa em que vivia com a mãe e o irmão, Miguel, de 7 anos, em Phoenix - foi o irmão quem encontrou a menina, que foi levada a um hospital em estado grave e não resistiu.

Tyson, que vive em Las Vegas, viajou imediatamente a Phoenix e foi visto entrando no hospital, mas não deu entrevistas. "Não há palavras para descrever essa trágica perda", declarou o ex-lutador, que subiu aos ringues pela última vez em junho de 2005, numa vitória contra Kevin McBride.

No início deste mês, em entrevista ao jornal The New York Times para promover um documentário sobre sua atribulada vida, ele declarou que estava havia 15 meses "sóbrio", depois de anos de abuso de drogas e álcool. "Passei a vida bebendo e festejando, e hoje não tenho ideia de quem eu realmente sou", contou o boxeador, hoje com 42 anos.