O passageiro Francisco Celestino Garcia Junior, de 59 anos, sofreu fraturas no fêmur e no ombro esquerdo durante uma forte turbulência em um voo da TAM na noite de segunda-feira (25), de acordo com boletim médico divulgado pelo Hospital Albert Einstein, onde ele está internado. Por volta das 13h desta terça-feira (26), ele passava por cirurgia de correção da fratura na perna no hospital da Zona Sul de São Paulo.

A forte turbulência deixou 21 pessoas do voo JJ 8095, que vinha de Miami para São Paulo, feridas. Os passageiros passaram por momentos de pânico antes de aterrissarem no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo. O incidente aconteceu por volta das 19h desta segunda, meia hora antes do pouso, às 19h35.

Treze feridos foram liberados após serem atendidos no aeroporto e oito foram encaminhados para hospitais. Pelo menos dois ainda estavam internados no fim da manhã desta terça. Além do paciente do Albert Einstein, outro passageiro seguia internado no Hospital Oswaldo Cruz, também na Zona Sul. Ele passa bem, segundo a assessoria de imprensa do hospital.

O Hospital Geral de Guarulhos recebeu quatro feridos, mas todos já haviam deixado o local no início da tarde desta terça. Segundo a assessoria da instituição, uma das pacientes foi levada pela família para outra unidade de saúde na manhã desta terça, mas não havia confirmação do nome do hospital. Uma paciente com hematomas foi internada no Hospital Paulistano, mas recebeu alta às 9h desta terça. A TAM disse que deve divulgar uma nota ainda na tarde desta terça com a atualização do número de internados.

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), do Comando da Aeronáutica, anunciou nesta terça que começou a investigar o incidente. O avião, um Airbus A-330, transportava 154 passageiros.

Uma pessoa que viajava a bordo do avião contou o que aconteceu. “O piloto deu o aviso do cinto. Na hora, o avião já deu uma caída muito feia. Quando ele caiu de uma vez, todo mundo bateu a cabeça em cima. Estragou a parte de cima. Na hora que ele parou de cair, as pessoas voltaram ao chão. Não sei dizer quanto tempo ele ficou caindo, mas a impressão é que foi a vida inteira, mas deve ter dado alguns segundos. Não sei dizer”, relatou o corretor de seguros Marcelo Garcia.