O corpo do auxiliar administrativo Ariel Toroni Avelar, 19 anos, morto pisoteado durante tumulto no Rodeio de Jaquariuna, no interior de São Paulo, foi enterrado na tarde deste domingo em Campinas, onde morava com a família e concluia o Ensino Médio.

 

Além de Avelar, outras três pessoas morreram com a confusão, registrada na entrada da arena de shows do rodeio durante a madrugada de sábado, segundo a Polícia Militar. Após a tragédia, a Justiça determinou o cancelamento do evento e dos shows - entre eles o de Roberto Carlos, que aconteceria neste domingo.

 

A cerimônia foi acompanhado por cerca de 50 pessoas, entre amigos e familiares. No enterro, a tia de Avelar, Renata Azevedo Carvalho disse que a família vai esperar para decidir se tomará alguma medida. "Vamos esperar esfriar as coisas para depois decidir. Nós queremos justiça", disse. Emocionados, os pais preferiram não se manifestar.

 

Pela manhã, o corpo da estudante Vivian Montagner Contrera, 18 anos, também morta pisoteada no tumulto, foi sepultado no cemitério de Paulinia, interior de São Paulo. As outras duas vítimas, a estudante de psicologia Giovana Pereti, 27 anos, e a acadêmica de agronomia Andreia Paola Machado de Carvalho, 27 anos, foram enterradas ainda na tarde de sábado, nos municípios de Cosmópolis e Goiânia, respectivamente.

 

Na noite de sábado, a Polícia Militar negou, por meio de nota, a responsabilidade pela segurança dentro do rodeio de Jaguariúna. A PM alega que durante um reunião com a organização do evento, em 2008, foi acordado que não haveria policiamento na parte interna do parque. A segurança seria de responsabilidade da empresa que organiza o evento.