A caixa-preta do avião que caiu em Trancoso (BA) foi levado hoje (24) para o Recife. As gravações feitas pelo equipamento podem ajudar a determinar o que provocou a queda da aeronave.

 

Técnicos do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa), no Recife, participam da investigação. Segundo a Aeronáutica, a caixa-preta da aeronave também pode ser encaminhada para análise no exterior.

 

Os motores serão analisados em São José dos Campos (SP), um dos maiores pólos da indústria de aviação no Brasil.

 

A aeronave partiu de São Paulo com destino a Trancoso na noite de sexta, mas explodiu ao cair a 200 metros de uma das laterais da pista de pouso de um resort. Antes do acidente, o piloto chegou a entrar em contato com a torre de comando pedindo autorização de pouso. A falha na iluminação era uma das hipóteses apontadas para o acidente, mas a Aeronáutica descartou que esse tenha sido o motivo.

 

Segundo os peritos que resgataram as vítimas, os corpos ficaram muito destruídos com o impacto e com a explosão. A identificação será feita por exame de DNA ou análise de arcada dentária, conforme o estado. O Departamento de Polícia Técnica informou que o processo não é tão rápido porque é necessário pegar documentos odontológicos e colher material das famílias para os exames.

 

A aeronave pertencia ao empresário Roger Wright, que tinha viajado à Bahia com a família. O plano de vôo, segundo a Aeronáutica, dizia que 11 pessoas estavam a bordo, mas 14 vítimas – dez adultos e 4 crianças – foram encontradas.

 

A primeira mulher de Roger Wright morreu no acidente com o Fokker 100 da Tam, no ano de 1996. Barbara Cecilia Luchsinger Wright estava entre os passageiros do voo 402, que caiu minutos após a decolagem no aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

 

O piloto da aeronave era Jorge Lang Filho, de 56 anos, considerado muito experiente pelos colegas. O filho dele ajudará nas investigações. De acordo com a Aeronáutica, a aeronave havia acabado de passar pela inspeção anual de manutenção.