A direção nacional do PSDB divulgou ontem (22) um manifesto de apoio à governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, acusada em reportagens da revista "Veja" de usar dinheiro de caixa dois da campanha, em 2006, para a compra da casa onde mora.

 

O documento é assinado pelo presidente nacional do partido, senador Sérgio Guerra, pelo líder no Senado, Arthur Virgílio, e na Câmara, José Aníbal, além dos governadores tucanos de São Paulo, José Serra, de Minas Gerais, Aécio Neves, de Alagoas, Teotônio Vilela, e de Roraima, José de Anchieta Júnior.

 

"Estamos seguros de que a governadora saberá responder a cada uma das acusações que lhe são imputadas por seus opositores no estado", diz o texto.

 

Na semana passada, Yeda esteve em Brasília onde foi buscar apoio do partido contra as denúncias. Na quinta, o ex-presidente do partido à época da campanha, Bercílio Silva, e o ex-tesoureiro da campanha, Rubens Bordini, apresentaram as prestações de contas da campanha.

 

A manifestação do partido ocorre à medida que cresce na Assembleia Legislativa gaúcha o número de deputados que apoiam a abertura de uma CPI para investigar as denúncias contra o governo. O requerimento do PT reúne 16 das 19 assinaturas necessárias para a comissão ser instalada.