Ao retomar o trabalho na tarde de ontem (22), depois de ter sido internada com dores no Hospital Sírio Libanês em SãoPaulo, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse que pretende manter o ritmo de viagens, mas vai evitá-las nos dias em que estiver com baixa resistência em função do tratamento quimioterápico contra um câncer linfático.

 

“Eu tenho um período que não posso viajar, não por cansaço ou qualquer outra característica, é por que diminui a minha resistência. Nesse período vou evitar contato com a multidão, mas ele é muito pequeno, são seis dias”, disse a jornalistas ao chegar ao Centro Cultural Banco do Brasil, atual sede da presidência da República durante o período de reforma do Palácio do Planalto.

 

A ministra afirmou ainda que o tratamento quimioterápico é “chatérrimo”, mas as pessoas que passaram por ele, e trabalhavam intensamente, continuaram trabalhando. “Não sou diferente de ninguém”, disse.

 

Dilma foi questionada pelos jornalistas sobre a existência de um plano B, caso não tenha condições de se candidatar à Presidência da República em 2010. A ministra respondeu em meio a sorrisos: “vocês ainda acham que eu falo disso sem estar amarrada, nem amarrada”.