O primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), solicitou a abertura de uma sindicância para apurar a denúncia de que o consultor legislativo Renato Friedmann seria funcionário fantasma na liderança do PMDB. A Diretoria-Geral da Casa informou a 1ª Secretaria que os trabalhos começarão hoje (22).

 

Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, o consultor ganha R$ 15 mil por mês para trabalhar no gabinete comandado por Renan Calheiros (PMDB-AL), mas administraria uma loja de móveis da família dele, em Porto Alegre, em vez de cumprir expediente em Brasília.

 

A mãe de Renato e administradora do empreendimento, Márcia Dreivik, negou as denúncias. Segundo ela, os funcionários da loja "se confundiram" ao dizer que Renato Friedmann trabalha diariamente no local. "Quando ele vem para cá, cerca de duas vezes por mês, sempre vai até a loja e me ajuda. Por isso, eles confundiram", disse. Ela disse que o filho é vítima de uma "situação forjada".