Marcelo Bastos

Ary Pitombo - um sergipano que virou político em Alagoas.

  • 05/04/2021 10:28
  • Marcelo Bastos

A trajetória política de Ary Boto Pitombo iniciou-se em 1947, quando foi eleito pelo PTB deputado estadual constituinte com 904 votos, ficando em 20° lugar dentre as trinta e cinco vagas em disputa. Após a promulgação da constituição estadual, licenciou-se do cargo para assumir a Secretaria do Interior, Educação e Saúde de Alagoas, no Governo de Silvestre Péricles.
Ary Pitombo, nas eleições de 1950 foi eleito pelo PST deputado federal com 7.041 votos, ficando em 4° lugar dentre as nove vagas em disputa.
Nas eleições de 1954, Ary Pitombo foi reeleito deputado federal pela coligação das oposições (PDC/PSB/PSP/ PSD/PR/PTB) com 5.983 votos, ficando em último lugar das nove vagas em disputa. Nessa legislatura foi vice-líder do PTB e foi eleito vice-líder do bloco de oposição na Câmara Federal.
Ary Pitombo, nas eleições de 1958 foi eleito pela terceira vez deputado federal pela coligação (PSD/PTB/PRP) com 9.089 votos, ficando em 3° lugar dentre as nove vagas em disputa. Nessa legislatura foi o quarto secretário da mesa diretora da Câmara Federal.
Nas eleições de 1960, Ary Pitombo foi candidato ao Governo de Alagoas pelo PTB e obteve um votação de 7.938 votos (6,9%), ficando em quarto lugar na disputa. Nesse pleito o vitorioso foi Luiz Cavalcante da UDN com 38.915 votos (33,81%).
Ary Pitombo, nas eleições de 1962 foi eleito pela quarta vez consecutiva pela coligação (PTB/PSP) para deputado federal com 8.970 votos, ficando em 5° lugar dentre as nove vagas em disputa. Nessa legislatura foi o vice-líder do PTB na Câmara Federal e autor da emenda responsável pela prorrogação da lei de licença prévia.
Com extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional n° 2 de 27 de outubro de 1965 e o posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se ao MDB, partido de oposição ao regime militar instalado no Brasil em 1964.
Nas eleições de 1966, Ary Pitombo foi candidato a deputado federal pela quinta vez pelo MDB e obteve 3.955 votos, porém, não logrou êxito naquele pleito.
Após as eleições de 1966, Ary Pitombo não voltou mais a concorrer a cargos eletivos, falecendo no Rio de Janeiro no dia 16 de julho de 1991.

João Lyra - o usineiro que saiu de cena.

  • 29/03/2021 07:53
  • Marcelo Bastos

A trajetória política de João José Pereira de Lyra iniciou-se em 1982, quando foi o primeiro suplente pelo PDS na chapa de Guilherme Palmeira para o senado da República. A chapa foi vitoriosa com 259.581 votos (56,17%). Em janeiro de 1989, João Lyra assumiu a vaga no senado em virtude da eleição de Guilherme Palmeira para a prefeitura de Maceió no pleito de 1988.

Nas eleições de 1986, João Lyra foi candidato pelo PMDB ao senado da República. Nesse pleito foi extinto o voto vinculado, porém, a sublegenda foi mantida. Na Frente Popular, os candidatos foram Lauro Farias e Freitas Neto, cada um com uma legenda própria. No PMDB, Mendonça Neto e João Lyra estavam na mesma legenda e Téo Vilela e Rubens Vilar na outra legenda. No PFL, uma legenda foi ocupada por Divaldo Suruagy e na outra legenda por Mendes de Barros e João Azevedo. Os dois vitoriosos foram Divaldo Suruagy com 334.137 votos (27,63%) e Téo Vilela com 298.185 votos (27,53%). João Lyra foi o quarto colocado com 121.709 votos (10,06%).

João Lyra, nas eleições de 1990 foi candidato pelo PSC ao senado da República pelo Estado de Roraima. Lyra obteve 15.053 votos (9,61%), ficando em quinto lugar dentre as três vagas em disputa.

Nas eleições de 2002, João Lyra foi candidato a deputado federal pelo PTB com uma votação de 112.949 votos, ficando em primeiro lugar dentre as nove vagas em disputa. Com uma campanha multimilionária, determinou a sua expressiva votação.

João Lyra, nas eleições de 2006 foi candidato pelo PTB ao Governo de Alagoas, ficando em segundo lugar com uma votação de 400.678 votos (30,51%). Manteve-se durante o processo eleitoral em primeiro lugar nas pesquisas, porém, durante o pleito foi perdendo fôlego e Instituto  IBOPE já apontava isso nas suas pesquisas. Apesar de uma campanha multimilionária, o candidato teve uma performance muito fraca no guia eleitoral e no debate de véspera da TV Gazeta, seu desempenho foi abaixo da crítica.

Nas eleições de 2010, João Lyra foi candidato pela segunda vez para deputado federal pelo PTB. Obteve 111.104 votos, ficando em 4° lugar dentre as nove vagas em disputa.

Após as eleições de 2010, João Lyra não voltou mais a concorrer a cargos eletivos, passando a se dedicar às atividades empresárias.

A justiça decretou a falência do grupo João Lyra e atualmente ele saiu de cena também das atividades privadas.

Lamentável que um personagem que protagonizou por tanto tempo na história de Alagoas tenha finalizado a sua história pessoal de forma tão inglória.

Manoel Afonso - MDB raiz.

  • 22/03/2021 11:51
  • Marcelo Bastos

A trajetória política de Manoel Afonso de Melo Neto iniciou-se em 1972, quando foi eleito pelo MDB vereador por Maceió. Nessa legislatura foi eleito presidente da comissão de justiça.
 

Nas eleições de 1974, Manoel Afonso foi eleito deputado estadual pelo MDB com 8.235 votos, ficando em 6° lugar dentre as dezoito vagas em disputa. Nessa legislatura, foi terceiro e primeiro secretário da mesa diretora da Assembleia Legislativa, também se tornou vice-presidente do MDB de Alagoas.
 

Manoel Afonso, nas eleições de 1978 foi reeleito deputado estadual pelo MDB com 11.881 votos, ficando em 7° lugar dentre as vinte e uma vagas em disputa. Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional n° 2 de 27 de outubro de 1965 e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se ao PMDB, agremiação que sucedeu ao MDB.


Nas eleições de 1982, Manoel Afonso alçoou voos mais altos e foi eleito deputado federal pelo PMDB com 31.694 votos, ficando em 6° lugar dentre as oito vagas em disputa. Nessa legislatura foi membro da comissão de economia, indústria e comércio. Em 25 de abril de 1984, Manoel Afonso votou favorável à emenda Dante de Oliveira que propunha o restabelecimento das eleições diretas para presidente da República em novembro daquele ano. Como a emenda não obteve o número de votos necessários para sua aprovação, a sucessão presidencial foi mais uma vez decidida por via indireta. Em 15 de janeiro de 1985, no colégio eleitoral, Afonso votou na candidatura para presidente da República em Tancredo Neves. Tancredo foi eleito com uma expressiva votação sobre o candidato governista Paulo Maluf.
 

Manoel Afonso, nas eleições de 1986 foi candidato pelo PMDB a reeleição para deputado federal e obteve 11.658 votos, porém, não logrou êxito naquele pleito.


Nas eleições municipais de 2008, Manoel Afonso tentou disputar o cargo de prefeito da cidade de São Miguel dos Milagres, porém, a sua candidatura foi indeferida pela justiça eleitoral.


Após as eleições de 2008, Manoel Afonso não voltou mais a concorrer a cargos eletivos, passando a se dedicar às atividades empresárias.

A trajetória política de Aloysio Nonô.

  • 15/03/2021 11:07
  • Marcelo Bastos

A trajetória política de Aloysio Ubaldo da Silva Nonô iniciou-se em 1958, quando foi eleito pela coligação(PSD/PTB/PRP) deputado federal com 5.919 votos, ficando em 7° lugar dentre as nove vagas em disputa. Nessa legislatura foi vice-presidente da comissão especial do polígono das secas e membro da comissão de orçamento.
Aloysio Nonô, nas eleições de 1962 foi reeleito deputado federal pela UDN com 12.991 votos, ficando em 3° lugar dentre as nove vagas em disputa. Nessa legislatura teve uma atuação destacada em defesa das reivindicações sindicais e do funcionalismo público.
Com extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional n° 2 de 27 de outubro de 1965 e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se ao MDB, partido de oposição ao regime militar instalado no Brasil em 1964.
Nas eleições de 1966, Aloysio Nonô foi eleito pela terceira vez pelo MDB deputado federal com 6.327 votos, ficando em 9° lugar dentre as nove vagas em disputa. Aloysio teve seu mandato de deputado federal cassado pelo Ato Institucional n° 5 e seus direitos políticos suspensos por dez anos. Beneficiado pela anistia em agosto de 1979, manteve-se afastado da carreira política, não voltando a disputar nenhum cargo eletivo.
José Thomaz Nonô, com seis mandatos consecutivos de deputado federal e sempre um dos mais votados, além de filho de Aloysio, foi seu herdeiro político.
Aloísyo Nonô faleceu no dia 7 de julho de 2003.

Oseas Cardoso - fiel aos amigos e verdadeiramente inimigo dos seus inimigos.

  • 08/03/2021 11:54
  • Marcelo Bastos

A trajetória política de Oseas Cardoso Paes iniciou-se em 1942, quando foi nomeado prefeito da cidade do Pilar. Ainda no Estado Novo foi prefeito também da cidade de Piranhas, de 1943 a 1944.

Nas eleições de 1947, Oseas Cardoso foi eleito deputado estadual pelo PSD com 1.094 votos, ficando em 10° lugar dentre as trinta e cinco vagas em disputa.

Oseas Cardoso, nas eleições de 1950 foi reeleito deputado estadual pelo PSD com 1.408 votos, ficando em 13° lugar dentre as trinta e cinco vagas em disputa. Nessa legislatura foi líder da sua bancada e vice-líder do Governo na assembleia legislativa.

No dia 30 de maio de 1951, às 14 horas e 40 minutos, em frente à assembleia legislativa de Alagoas, Oseas Cardoso assassinou Campos Teixeira, que tinha sido candidato ao Governo do Estado nas eleições de 1950 e também foi prefeito de Maceió. Oseas foi preso em flagrante e recolhido à penitenciária da capital. Durante o seu interrogatório, atribuiu ao grupo político de Campos Teixeira o assassinato do seu pai João Cardoso. No dia 5 de junho, a assembleia legislativa decidiu por 17 votos contra 13, que o deputado Oseas Cardoso fosse solto e por 16 votos contra 14, que não fosse processado. Deixou a prisão e o crime ficou impune como tantos outros em Alagoas.

Nas eleições de 1954, Oseas Cardoso foi eleito pela terceira vez consecutiva para deputado estadual pelo PTN com 2.785 votos, ficando em 3° lugar dentre as trinta e cinco vagas em disputa. Nessa legislatura foi o autor do primeiro pedido de impeachment de um governador de estado no Brasil, contra Muniz Falcão. Na sua justificativa para o tal pedido do impeachment do governante, era pelo clima de violência que reinava em Alagoas. Assembleia Legislativa aprovou o impeachment, contudo, o STF considerou-o ilegal, sendo Muniz Falcão, depois anistiado do processo de impedimento por uma comissão de deputados e desembargadores.

Nas eleições municipais de 1955, Oseas Cardoso concorreu ao cargo de prefeito de Maceió e não logrou êxito. O vitorioso daquele pleito foi Abelardo Pontes Lima.

Oseas Cardoso, nas eleições de 1958 foi eleito pela quarta vez deputado estadual pela UDN com 3.806 votos. Naquele pleito foi o deputado estadual mais votado.

Nas eleições de 1962, Oseas Cardoso foi eleito deputado federal pela UDN com 12.593 votos, ficando em 4° lugar dentre as nove vagas em disputa.

Oseas Cardoso, nas eleições de 1965 foi candidato a vice-governador na chapa de Arnon de Melo, que não lograram êxito. O mais votado naquele pleito entre os cinco postulantes foi Muniz Falcão, porém a sua vitória foi esbarrada na Emenda Constitucional n° 13, promulgada em 8 de abril de 1965, que exigia a maioria absoluta de votos para homologação do resultado e caberia à assembleia legislativa resolver o impasse; contudo, por vinte votos contrários ele foi derrotado. A partir de então, o Estado de Alagoas passou a ser governado por um interventor federal, general João Tubino até o momento em que os deputados estaduais escolhessem o novo governador, conforme previa o Ato Institucional n° 3, que legitimou a eleição indireta de Lamenha Filho para governar o Estado e cuja posse aconteceu em 15 de agosto de 1966.

Nas eleições de 1966, Oseas Cardoso foi reeleito deputado federal pela ARENA com 25.650 votos, sendo o mais votado naquele pleito. Em abril de 1969, teve o mandato cassado e os direitos políticos suspensos por dez anos, com base no Ato Institucional n° 5 de 13 de dezembro de 1968.

Oseas Cardoso, nas eleições de 1982 foi candidato pela terceira vez para deputado federal pelo PDS com 30.683 votos, ficando na primeira suplência da sua coligação. Assumiu o mandato em 1986, na vaga de Fernando Collor, que se afastara da Câmara Federal para disputar o Governo de Alagoas.

Após as eleições de 1982, Oseas Cardoso não voltou mais a concorrer a cargos eletivos, passando a se dedicar às atividades empresárias. Faleceu em Brasília no dia 31 de maio de 2009.

Abraão Moura - um político com ideias progressistas.

  • 01/03/2021 11:40
  • Marcelo Bastos

A trajetória política de Abraão Fidélis de Moura iniciou-se em 1948, quando foi eleito vereador de Atalaia, sua cidade natal, pelo PSD.

Nas eleições de 1950, Abraão Moura foi eleito deputado estadual pelo PST com 1.134 votos, ficando em 21° lugar dentre as trinta e cinco vagas em disputa.

Abraão Moura, nas eleições de 1954 foi reeleito deputado estadual pelo PTB com 1.683 votos, ficando em 13° lugar dentre as trinta e cinco vagas em disputa. Nessa legislatura foi um dos principais defensores do governador Muniz Falcão contra seu impeachment. A Assembleia Legislativa aprovou o impeachment, contudo, o STF considerou-o ilegal, sendo Muniz, depois anistiado do processo de impedimento por uma comissão de deputados e desembargadores.

Nas eleições de 1958, Abraão Moura alçoou voos mais altos e com o apoio do governador Muniz Falcão, foi eleito pelo PSP a deputado federal com 11.782 votos, sendo o mais votado daquele pleito. Durante sua campanha defendeu o movimento do petróleo é nosso, a reforma agrária, uma reforma social que protegesse os trabalhadores, entre outros temas.

Abraão Moura (PSP), nas eleições de 1960 foi candidato ao Governo do Estado com uma votação de 37.213 votos (32,34%), derrotado por Luiz Cavalcante(UDN), que obteve 38.915 votos (33,81%) em uma das eleições mais acirradas em Alagoas.

Nas eleições de 1962, Abraão Moura foi reeleito deputado federal pela coligação(PSP/PTB) com 15.653 votos, sendo de novo o mais votado naquela eleição. Durante aquela legislatura defendeu o direito de voto aos analfabetos, a favor da instituição da cédula única em todos os pleitos, além de medidas que eliminassem a influência do poder econômico nas eleições. No setor das relações internacionais, defendeu o reatamento das relações diplomáticas do Brasil com a URSS e o apoio do governo brasileiro ao regime cubano de Fidel Castro.

Abraão Moura, após o golpe militar de 1964, que depôs João Goulart e com a extinção dos partidos políticos pelo ato institucional n° 2, e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se ao MDB. Abraão teve seu mandato de deputado federal cassado e seus direitos políticos suspensos por dez anos. Diante desse fato, não pode concorrer ao pleito de 1966, saindo da vida pública e passou a se dedicar à agropecuária.

Abraão Moura faleceu em Maceió no dia 11 de julho 1993.

 

Alagoas sempre escrevendo a história do país.

  • 23/02/2021 12:44
  • Marcelo Bastos

O Estado de Alagoas, apesar de ser a segunda menor renda per capita e sendo o segundo menor em extensão territorial do país, no que diz respeito à questão política, sempre esteve na vanguarda.

Alagoas começou a se destacar na história da política do país com os Marechais Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto, que foram respectivamente os dois primeiros presidentes do Brasil, sendo Deodoro o proclamador da República.

No período negro da ditadura militar, o senador Teotônio Vilela foi o político que mais se destacou contra o estado de exceção, desfraldando a bandeira da redemocratização, o que o configurou como porta-voz do processo de distensão e como a principal liderança em oposição ao sistema. Vilela passou a usar a tribuna do Senado com discursos contundentes em favor da redemocratização do país.

Em setembro de 1983, os compositores Milton Nascimento e Fernando Brant lançaram em homenagem a Teotônio a música o Menestrel das Alagoas, transformada em verdadeiro hino das "Diretas Já" pela cantora Fafá de Belém. 

Teotônio Vilela foi um "viajante" que espalhou a esperança, falando a língua do povo, como ninguém fala mais.

Fernando Collor conhecido como o "caçador de marajás", quando governador de Alagoas, passou a ser o destaque na grande imprensa nacional graças a essa postura de "guardião da moral", Collor fez uso de uma elaborada estratégia de marketing focada nos temas que mais preocupavam a população naquele momento. Seu discurso refletia os interesses da população, de acordo com as pesquisas dos institutos especializados. Diante da popularidade alcançada em todo território nacional, Collor criou o inexpressivo partido PRN e se elegeu pelo voto popular em 1989, tornando-se o primeiro presidente do Brasil, após o regime militar.

Outro grande protagonista da história, Renan Calheiros, iniciou a sua trajetória política no final da década de 70, quando ainda era estudante universitário e já mostrava sinais desse protagonismo. Notabilizou-se no Governo do presidente Collor como o líder do governo na Câmara Federal, no Governo de FHC, como ministro da Justiça e três vezes como Presidente do Congresso Nacional. O senador Renan Calheiros, ao longo dos seus mais de 40 anos de vida pública, passou a ser um dos políticos mais influentes do Brasil.

Outro alagoano a ser ressaltado, o viçosence Aldo Rebelo, apesar de ter construído a sua trajetória política no Estado de São Paulo, tornou-se um dos políticos mais importantes do Brasil pós-ditadura. Foi uma das maiores lideranças do movimento estudantil, chegando à presidência da UNE, foi presidente da Câmara Federal e quatro vezes ministro de Estado.

Vale destaca também no Governo Temer, Alagoas foi agraciada com a nomeação dos deputados federais Maurício Quintella como ministro dos Transportes, Portos e Aviação e Marx Beltrão como ministro do Turismo.

No dia 1 de fevereiro de 2021, Alagoas volta, mais uma vez, as manchetes da grande imprensa brasileira com a vitória do deputado federal Arthur Lira para a presidência da Câmara Federal.  O deputado é um dos principais líderes do Centrão e foi eleito com 302 votos dos 513 deputados, vencendo a disputa no primeiro turno.

  O que ainda escreverá na história do país o nosso Estado de Alagoas?

José Alves- Um político de muita competência.

  • 18/02/2021 12:02
  • Marcelo Bastos

A trajetória política de José Alves de Oliveira iniciou-se em 1970, quando foi eleito pela ARENA deputado federal com 17.883 votos, ficando em 3° lugar dentre as cinco vagas em disputa.

Nas eleições de 1974, José Alves foi reeleito deputado federal pela ARENA com 22.308 votos, ficando em 5° lugar dentre as seis vagas em disputa. Nessa legislatura foi vice-líder do Governo e da ARENA na Câmara Federal. 

José Alves, nas eleições de 1978 postulou a indicação de seu nome como candidato da ARENA ao Governo de Alagoas nas eleições que era pelo processo indireto. A convenção de seu partido, entretanto, optou pela candidatura de Guilherme Palmeira, afinal eleito por um colégio eleitoral com uma votação de 162 votos. José Alves, tentou a reeleição nesse pleito a Câmara Federal, obtendo 14.652 votos, ficando na primeira suplência da sua coligação.

Nas eleições de 1994, José Alves foi candidato pela quarta vez para deputado federal pelo PPR, obtendo 4.143 votos, não logrando êxito naquele pleito.

Após as eleições de 1994, José Alves não disputou mais nenhum cargo eletivo. Faleceu no dia 14 de agosto de 1997.

Moura Rocha- Um político de respeito.

  • 08/02/2021 11:56
  • Marcelo Bastos

A trajetória política de José Moura Rocha iniciou-se em 1978, quando foi candidato ao senado da República pelo MDB com 157.703 votos (45,70%). Apesar da excelente votação, perde a eleição em virtude de que a sublegenda somava os votos dos candidatos do mesmo partido. O MDB apresentou apenas Moura Rocha, já que o outro candidato do partido ao senado, Vinícius Cansação desistiu. A ARENA, lançou três candidatos ao senado, que juntos somariam seus votos contra Moura. Luiz Cavalcante(ARENA) com 117.302 votos (33,76%) foi o grande beneficiado pela sublegenda, já que os votos de Rubens Vilar(ARENA) com 51.402 votos (14,80%) e José Sampaio(ARENA) com 21.024 votos (6,05%) somava a votação a dele, portanto, Luiz Cavalcante, protegido pelo casuísmo da sublegenda foi o vitorioso do pleito. Moura Rocha foi derrotado eleitoralmente, mas vitorioso moralmente.

Moura Rocha, nas eleições de 1982 seria candidato ao Governo do Estado pelo PMDB, porém Teotônio Vilela, que seria candidato pelo PMDB ao senado, desistiu de sua candidatura por motivos de saúde. Diante dessa situação, Moura Rocha passou a ser o candidato ao senado e José Costa ao Governo do Estado. Moura não logrou êxito naquele pleito e foi o segundo colocado com 202.573 votos (43,83%). Vários foram os fatores determinantes para a sua derrota, entre eles a existência de uma miríade de casuísmo que o partido do governo (PDS) foi beneficiado, como por exemplo o voto vinculado, o qual obrigava o eleitor a escolher candidatos de um mesmo partido para todos os cargos em disputa, sob pena de anular seu voto, engessando a eleição e beneficiando por demais a situação. Faltava à oposição uma estrutura política mais organizada. Em muitos interiores de Alagoas não havia diretório do PMDB, o que gerou um grande prejuízo na votação no interior. Além desses fatores adversos à oposição, o partido da situação (PDS) ainda tinha a seu alcance a máquina do governo federal, estadual e tinha a maioria das prefeituras a seu favor.

Nas eleições de 1986, Moura Rocha foi candidato a deputado constituinte pelo PDT obtendo 14.606 votos, não logrando êxito naquele pleito.

Moura Rocha, nas eleições de 1994 foi candidato ao senado pelo PP na coligação do governador Geraldo Bulhões e obteve uma votação inexpressiva de 61.905 votos (6,3%). Talvez, a decisão em ser candidato ao senado naquele pleito tenha sido seu maior erro político de toda a sua história, pois o momento político estava muito diferente de outrora.

Após as eleições de 1994, Moura Rocha não voltou mais a concorrer a cargos eletivos, passando a se dedicar às atividades da advocacia. Faleceu no dia 26 de maio de 2019.

Antonio Ferreira- Um paraibano que virou político em Alagoas.

  • 01/02/2021 12:07
  • Marcelo Bastos

A trajetória política de Antonio Ferreira de Andrade iniciou-se em 1970, quando foi eleito pelo MDB deputado estadual com 8.013 votos, ficando em 2° lugar dentre as quinze vagas em disputa. Nessa legislatura foi vice-presidente da Assembleia Legislativa.

Nas eleições de 1974, Antonio Ferreira foi eleito pela ARENA deputado federal com 21.496 votos, ficando em 6° lugar dentre as seis vagas em disputa.

Antonio Ferreira, na eleição de 1978 foi reeleito pela ARENA deputado federal com 18.983 votos, ficando em 4° lugar dentre as sete vagas em disputa. Com fim do bipartidarismo em novembro de 1979 e consequentemente a reorganização partidária, filiou-se ao PDS.

Nas eleições de 1982, Antonio Ferreira foi candidato pela terceira vez para deputado federal pelo PDS, obtendo 27.128 votos, porém, não logrou êxito naquele pleito. Deixou a Câmara Federal em janeiro de 1983.

Antonio Ferreira, na eleição de 1986 foi eleito deputado constituinte pelo PFL com 21.080 votos, ficando em 7° lugar dentre as nove vagas em disputa. Na Assembleia Nacional Constituinte, pronunciou-se contra a criminalização do aborto, a jornada semanal de 40 horas, o turno ininterrupto de seis horas, a estatização do sistema financeiro e a desapropriação da propriedade produtiva. Manifestou-se favorável à proteção ao emprego contra as demissões sem justa causa, ao aviso prévio proporcional, ao voto aos 16 anos, ao presidencialismo, ao mandato de cinco anos para o presidente José Sarney e à anistia aos micros e pequenos empresários. Em janeiro de 1991, concluiu o mandato sem ter tentado reeleger-se.

Nas eleições de 1994, Antonio Ferreira foi candidato pela quarta vez para deputado federal pelo PFL obtendo 9.134 votos, não logrando êxito. Ainda assumiu o mandato em janeiro de 1999, no último mês da legislatura. 

Após o término do seu quarto mandato de deputado federal, Antonio Ferreira não voltou a concorrer a cargos eletivos, o que significou a sua aposentadoria da vida pública.

FÉRIAS

  • 04/01/2021 16:27
  • Marcelo Bastos

Quatro Beltrões e apenas dois vitoriosos.

  • 14/12/2020 11:34
  • Marcelo Bastos

Finalizou o pleito das eleições municipais em Alagoas e, no Sul do Estado, se solidificam as novas lideranças de Marcelo Beltrão e do seu irmão Marcius, consagrados pelo voto popular.

Os novos Beltrões (Marcelo e Marcius) confirmaram o que diz o adágio popular: "fizeram barba, bigode e cabelo." Foram vitoriosos em Penedo com uma importante vitória de Ronaldo Lopes, o que reflete a competência da última administração de Marcius Beltrão. O sucesso dos irmãos foi verificado também em Jequiá da Praia, Feliz Diserto e em Piaçabuçu, em que se destacou a harmonia da família com a vitória de Djalma Beltrão.

Supreendentemente Marcelo Beltrão consagrou-se prefeito de Coruripe, enfrentando seu primo Maykon Beltrão, apoiado pelo governador Renan Filho, pelo prefeito Joaquim Beltrão, seu tio, além do apoio significativo do seu irmão deputado federal Marx Beltrão, ex-ministro do Turismo do Governo Temer.

Vale ressaltar o dinamismo do processo eleitoral em que grande parte do eleitorado só decide o voto na hora e no dia da eleição. E essa vitória de Marcelo Beltrão representa a mudança que a cidade de Coruripe precisava. E convém também destacar as palavras do próprio candidato: " o eleitor namorou comigo em silêncio..."

JHC realmente é bom de voto.

  • 07/12/2020 12:02
  • Marcelo Bastos

JHC foi o grande vencedor nesse pleito na capital e vale afirmar que ele é realmente bom de voto.

Ao fazer uma retrospectiva das três últimas eleições em Maceió, torna-se evidente sua excelente performance. Na eleição de 2014, foi o deputado federal mais votado com uma votação de 68.084 votos. Na eleição de 2016, com praticamente nenhuma estrutura, foi o terceiro colocado para prefeito, com 91.650 votos, não indo para o segundo turno, por uma diferença de apenas 2,95%. Na eleição de 2018, foi, mais uma vez, o deputado federal mais votado, com 89.376 votos e esse magnífico desempenho nas urnas o credenciou a ser um forte candidato a prefeito de Maceió, em 2020, o que foi confirmado agora no dia 29 de novembro, com uma consagradora vitória.

A diferença contra o seu adversário de 65.443 votos (17,28%), durante o segundo turno, quando sobretudo Alfredo Gaspar detinha o apoio, tanto do prefeito Rui Palmeira, quanto do governador Renan Filho demonstra a força política de JHC. Se ele realizar uma boa administração em Maceió, será um forte candidato ao Governo do Estado em 2022, o que permite um aviso enfático aos seus futuros adversários, que não adianta associar a imagem dele à figura do pai João Caldas, pois em todas as disputas anteriores, fizeram isso e não funcionou. Logo, senhores adversários, procurem, desde já, outras estratégias para desconstruir JHC.       

Os 10 pontos que contribuíram para a derrota do candidato Alfredo Gaspar:

  • 01/12/2020 12:16
  • Marcelo Bastos

1- Aliança realizada com o prefeito Rui Palmeira e o governador Renan Filho, nunca digerida pela maioria dos eleitores;

2- A filiação desinteligente ao MDB, para um homem que entegrou o Ministério Público;

3- A ausência do poder público municipal e estadual na busca pela saída para o grave problema dos bairros atingidos pela mineradora Braskem (derrota em todas as urnas daquela zona eleitoral o candidato Alfredo);

4- O aumento para 14% no desconto da previdência estadual para ativos e inativos, quando os aposentados tinha total isenção, foi um fator determinante para que a maioria dos servidores estaduais não votasse no candidato do governador;

5- A ausência de aumento real de salários dos servidores municipais;

6- O fechamento de muitas empresas e consequente aumento do desemprego, motivado pela pandemia, o que gerou decretos causadores de grande desgaste para os gestores apoiadores do candidato Gaspar;

7- Falta de empolgação do eleitor diante do programa do candidato, tanto no guia eleitoral, quanto nas redes sociais, inclusive com a substituição do marqueteiro na propaganda do primeiro turno;

8- Alta rejeição em todas as pesquisas de intenção de voto, motivada pelo apoio dos Renans e do Rui;

9- A escolha do vice-prefeito, nunca antes testado pelas urnas, e com grande rejeição do clã dos Calheiros;

10- O histórico de os Calheiros nunca terem vencido uma eleição para prefeito em Maceió, seja com candidatura própria ou apoiando candidatos de outros partidos.

Pesquisa IBOPE no segundo turno em todas as capitais

  • 25/11/2020 12:10
  • Marcelo Bastos
  1. NORDESTE
  • Fortaleza

Sarto (PDT): 53% 

Capitão Wagner (PROS): 35%

  • São Luiz

Eduardo Braide (PODEMOS): 49%

Duarte Junior (PEPUBLICANOS): 42%

  • Aracaju

Edvaldo (PDT): 55%

Delegada Danielle (CIDADANIA): 31%

  • Maceió

JHC (PSB): 42%

Alfredo Gaspar (MDB): 38%

  • Teresinha

Dr. Pessoa (MDB):55%

Kleber Monteluna (PSDB): 30%

  • Recife

Marília Arraes (PT): 41% 

João Campos (PSB): 34%

  • João Pessoa

Cícero Lucena (PP): 44%

Nilvan Ferreira (MDB): 36%

 

  1. SUL
  • Porto Alegre

Sebastião Melo (MDB): 49% 

Manuela D’ávila (PC do B): 42%

 

  1. SUDESTE
  • São Paulo

Bruno Covas (PSDB): 47%

Guilherme Boulos (PSOL): 35%

  • Rio de Janeiro

Eduardo Paes (DEM): 53%

Crivela (REPUBLICANOS):23%

  • Vitória

Delegado Pazolini (REPUBLICANOS): 48% 

João Coser (PT): 43%

 

  1. CENTRO-OESTE
  • Goiânia

Maquito Vilela (MDB): 54%

Vanderlan Cardoso (PSD): 31%

  • Cuiabá

Abílio Júnior (PODEMOS): 48%

Emanuel Pinheiro (MDB): 40%

 

  1. NORTE
  • Manaus

David Almeida (AVANTE): 47% 

Amazonino Mendes (PODEMOS): 32%

  • Belém

Edmilson Rodrigues (PSOL): 45%

Delegado Federal Eguchi (PATRIOTA): 43%

  • Rio Branco

Tião Bocalom (PP): 65% 

Socorro Neri (PSB): 28%

  • Porto Velho

Hildon chaves (PSDB): 49%

Cristiane Lopes (PP): 33%

  • Boa Vista

Arthur Henrique (MDB): 67% 

Ottaci (SOLIDARIEDADE): 19%

Veja a votação dos partidos e o voto de legenda na eleição de Maceió de 2020

  • 19/11/2020 11:42
  • Marcelo Bastos

PARTIDOS QUE ELEGERAM REPRESENTANTES PARA CÂMARA:

MDB  - Votação do partido + voto de legenda

  • 59.918 + 5.319 = 65.237 votos. Elegeu 5 direto. 

Eleitos: Luciano Marinho, Chico Filho, Fernando Holanda, Galba Novaes e Olívia Tenório.

PSB - Votação do partido + voto de legenda

  • 35.882 + 3.551 = 39.433 votos. Elegeu 3 direto.

Eleitos: Delegado Fábio Costa, Francisco Sales e Siderlane Mendonça.

PSC - Votação do partido + voto de legenda

  • 37.596 + 404 = 38.000 votos. Elegeu 3 direto.

Eleitos: Marcelo Palmeira, Brivaldo Marques e Cal Moreira.

PSD -  Votação do partido + voto de legenda

  • 34.737 + 391 = 35.128 votos. Elegeu 3 direto.

Eleitos: Zé Márcio Filho, Leonardo Dias e João  Catunda

PODEMOS -  Votação do partido + voto de legenda

  • 32.397 + 459 = 32.856 votos. Elegeu 3 direto.

Eleitos: Kelmann Vieira, Eduardo Canuto e Joãozinho.

PP - Votação do partido + voto de legenda

  • 26.139 + 5.381 = 31.520 votos. Elegeu 2 direto. 

Eleitos: Davi Davino e Aldo Loureiro.

PRTB - Votação do partido + voto de legenda

  • 19.746 + 242 = 19.982 votos. Elegeu 1 direto

Eleita: Silvânia Barbosa.

DEM - Votação do partido + voto de legenda

  • 18.398 + 311 = 18.709 votos. Elegeu 1 direto.

Eleita: Gaby Ronalssa.

PTC -  Votação do partido + voto de legenda

  • 15.332 + 180 = 15.512 votos. Elegeu 1 com sobra de vagas.

Eleito: Samyr Malta.

REPUBLICANOS - Votação do partido + voto de legenda

  • 13.552 + 285 = 13.837 votos. Elegeu 1 com sobra de vagas.

Eleito: Oliveira Lima.

PT - Votação do partido + voto de legenda

  • 11.361 + 1.062 = 12.423 votos. Elegeu 1 com sobra de vagas.

Eleito: Dr. Valmir.

PSDB -  Votação do partido + voto de legenda

  • 11.156 + 299 = 11.455 votos. Elegeu 1 com sobra de vagas.

Eleita: Teca Nelma.

 

PARTIDOS QUE NÃO ELEGERAM REPRESENTANTES PARA CÂMARA:

PC do B -  Votação do partido + voto de legenda

  • 8.854 + 164 = 9.018 votos

PDT - Votação do partido + voto de legenda

  • 8.319 + 609 = 8.928 votos

PROS - Votação do partido + voto de legenda

  • 8.655 + 118 = 8.773 votos

PSL - Votação do partido + voto de legenda

  • 7.399 + 233 = 7.632 votos

REDE -  Votação do partido + voto de legenda

  • 6.538 + 103 = 6.641 votos

PSOL -  Votação do partido + voto de legenda

  • 5.927 + 485 = 6.412 votos

PTB  -  Votação do partido + voto de legenda

  • 2.577 + 197 = 2.774 votos

PATRIOTA -  Votação do partido + voto de legenda

  • 2.067 + 687 = 2.754 votos

PV -  Votação do partido + voto de legenda

  • 1.545 + 51 = 1.596 votos

PMN -  Votação do partido + voto de legenda

  • 1.065 + 160 = 1.225 votos

CIDADANIA -  Votação do partido + voto de legenda

  • 1.062 + 158 = 1.220 votos

DC -  Votação do partido + voto de legenda

  • 397 + 742 = 1.139 votos

UP -  Votação do partido + voto de legenda

  • 918 + 133 = 1.051 votos

PCB - Votação do partido + voto de legenda

  • 253 + 109 = 362 votos

AVANTE -  Votação do partido + voto de legenda 

  • 132 + 59 = 191 votos

PSTU - Votação do partido + voto de legenda

  • 62 + 95 = 158 votos

QUOCIENTE ELEITORAL DESSA ELEIÇÃO: 15.758 votos

VEREADORES ELEITOS EM MACEIÓ E SEUS RESPECTIVOS SUPLENTES.

  • 17/11/2020 13:17
  • Marcelo Bastos

DEM – Gaby Ronalsa – 7.549 votos

  • Primeira suplente – Simone Andrade – 3.776 votos
  • Segundo suplente – Silas Santos – 1.781 votos

PP – Davi Davino – 6.300 votos

     –  Aldo Loureiro - 5.741 votos

  • Primeira suplente –Fátima Santiago – 5.690 votos
  • Segunda suplente – Aparecida do Luiz Pedro – 5.386 votos

REPUBLICANOS – Oliveira Lima – 5.152 votos

  • Primeiro suplente – Juliano Oliveira – 2.183 votos
  • Segundo suplente – Jordan Amorim – 1.476 votos

PTC  - Samyr Malta – 3.005 votos

  • Primeiro suplente – Raimundo Medeiros – 1.295 votos
  • Segundo suplente – Zerisson – 1.141 votos

PRTB – Silvânia Barbosa – 4.541 votos

  • Primeiro suplente – Pastor João Luiz – 4.065 votos
  • Segundo suplente – David Empregos AL – 3.879 votos

PSB – Delegado Fábio Costa – 12.038 votos

        – Francisco Sales – 6.482 votos

        – Siderlane Mendonça – 4.809

  • Primeiro suplente – Dr. Cleber Costa – 2.999 votos
  • Segundo suplente – Rodolfo Barros – 1.944 votos

PODEMOS – Kelmann Vieira – 8.522 votos

                    – Eduardo Canuto – 4.687 votos

                    – Joãozinho – 3.642 votos

  • Primeiro suplente – Alan Balbino – 2.784 votos
  • Segundo suplente – Alex Anselmo – 1.663 votos

PSD – Zé Marcio Filho – 5.073 votos

       – Leonardo Dias – 3.777 votos

       – João Catunda – 3.768 votos

  • Primeiro suplente – Rey Costa – 3.663 votos
  • Segundo suplente – Mauro Guedes – 3.439 votos

PSC – Marcelo Palmeira – 5.184 votos

        – Brivaldo Marques – 4.890 votos

        – Cal Moreira – 4.111 votos

  • Primeiro suplente – Théo Fortes – 3.189 votos
  • Segundo suplente – Allan Pierre – 2.985 votos

MDB – Luciano Marinho – 8.712 votos

          – Chico Filho – 7.606 votos

          – Fernando Hollanda – 6.343 votos

          – Galba Novaes – 6.111 votos

          – Olívia Tenório – 4.562 votos

  • Primeira suplente – Petrucia Camelo – 4.150 votos
  • Segundo suplente – IB Breda – 3.833 votos

PT – Dr. Valmir – 1.691 votos

  • Primeiro suplente – Zé Roberto – 1.385 votos
  • Segunda suplente – Ana Maria Pereira – 888 votos

PSDB – Teca Nelma – 4.578 votos

  • Primeira suplente – Maria Tavares – 1.977 votos
  • Segundo suplente – Lopes Júnior – 713 votos
  1. VOTOS VÁLIDOS – 393.972 votos – 88,72%
  2. ABSTENÇÃO - 148.318 votos – 25,04%
  3. BRANCOS – 20.121 votos – 4,5%
  4. NULOS – 29.977 – 6,75%
  5. QUOCIENTE ELEITORAL – 15.758 votos

Nossas projeções para os prováveis eleitos para a Câmara de Maceió.

  • 12/11/2020 16:34
  • Marcelo Bastos

Desde o pleito de 2012, realizo as projeções dos prováveis eleitos para a disputa das eleições proporcionais de Maceió. Este ano há um contexto peculiar, com o final das coligações e do aumento do número de vagas para 25 cadeiras na casa de Mario Guimarães.

A expectativa é de um quociente eleitoral na casa de 17 mil votos por vaga.

Realizamos nossas projeções com base em pesquisas de consumo interno, desempenho de campanhas passadas dos candidatos, tamanho dos partidos e nas campanhas de rua e das redes sociais. 

 

VEJAMOS AS PROJEÇÕES:

DEM: faz um. Nomes que brigam pela vaga: Simone Andrade e Gaby Ronalsa.

PP: faz dois e poderá brigar por uma terceira vaga. Nomes mais cotados: Davi Davino, Fátima Santiago, Aparecida do Cabo Luiz Pedro e Aldo Loureiro.

REPUBLICANOS: briga por uma vaga. Nome mais cotado: pastor Oliveira Lima. 

PDT: briga por uma vaga. Nome mais cotado: Judson Cabral.

PTC: faz um. Nome mais cotado: Samir Malta.

PRTB: faz um. Nome mais cotado: Silvânia Barbosa.

PT: briga por uma vaga. Nome mais cotado: Todos mandato coletivo (Zé Roberto).

PROS: briga por uma vaga. Nome mais cotado: Eduardo Rossister.

PSB: faz três e poderá brigar por uma quarta vaga. Nomes mais cotados: Francisco Sales, Siderlane, Dr. Cleber Costa e delegado Fabio Costa.

PSL: briga por uma vaga. Nome mais cotado: Flávio Moreno.

PSDB: briga por uma vaga. Nome mais cotado: Teca Nelma.

PODEMOS: faz dois e poderá brigar por uma terceira vaga. Nomes mais cotados: Kelmann, Eduardo Canuto, Joãozinho, Alan Balbino e Beto da Farmácia.

MDB: faz seis e poderá brigar por uma sétima vaga. Nomes mais cotados: Chico Filho, Galba Novais, Luciano Marinho, IB Breda, Lobão, Dr. Ronaldo Luz, Ana Hora, Fernando Holanda, Olívia Tenório, Petrucia Camelo, Carimbão e Neri Almeida.

PSD: faz três e poderá brigar pela quarta vaga. Nomes mais cotados: Zé Marcio Filho, João Catunda, Alay Paranhos, Mauro Guedes, Rey Costa e Edlucio.

PSC: faz dois e poderá brigar por uma terceira vaga. Nomes mais cotados: Marcelo Palmeira, Brivaldo, Cal Moreira, Alan Pierre, Theo Fortes e Israel Lessa.

PC do B: briga por uma vaga.  Nomes mais cotados: Joyce Elizabeth, Junior Só Reparos e Claudia Petuba.

OBSERVAÇÃO: os demais partidos em disputa pelo pleito não tem possibilidade de conquistar uma vaga por não atingirem o quociente eleitoral. Há no entanto a possibilidade de lutarem pela sobra das vagas.

Alfredo, Davi e JHC estão tecnicamente empatados. Quem estará fora do páreo no segundo turno?

  • Marcelo de Melo Bastos
  • 06/11/2020 12:17
  • Marcelo Bastos

            De acordo com a nova pesquisa de intenções de voto do Instituto IBRAPE, Alfredo aparece com 26%, Davi com 24% e JHC com 23%, ou seja, estão tecnicamente empatados. 

            O candidato Davi Filho, da penúltima até a presente pesquisa realizada pelo Instituto IBRAPE, cresceu 19% nas intenções de votos, um crescimento expressivo, o que caracteriza a cristalização do seu nome para o segundo turno, enquanto Alfredo e JHC já atingiram o seu teto e não conseguem mais crescer.

            Em relação à rejeição, o candidato Alfredo aparece com 15%, JHC com 10% e Davi com 6%. Vale ressaltar que a rejeição é um fator que pesa muito em uma disputa política e nesse quesito o candidato Davi apresenta grande vantagem, o que lhe favorece grandemente na possibilidade da sua ida para o segundo turno, enquanto o candidato Alfredo é seriamente desfavorecido. 

            Faltando praticamente uma semana para a eleição e ainda havendo 15% de indecisos, segundo a pesquisa, a situação exige que os candidatos Alfredo e JHC encontrem estratégias para conquistar esses votos dos indecisos, pois no ritmo em que Davi evolui, é muito provável que ele esteja no segundo turno. Quanto ao seu adversário no segundo turno, torna-se necessário que aguardemos novas pesquisas de véspera ou o próprio dia da eleição.

            

JHC e Alfredo Gaspar, o Davi chegou. E agora?

  • 26/10/2020 11:30
  • Marcelo Bastos

Na última pesquisa eleitoral do Ibope, do dia 23 de outubro, os candidatos a prefeito de Maceió JHC e Alfredo Gaspar, diminuíram os seus percentuais de intenção de voto, enquanto o candidato Davi Filho evoluiu de 5% para 15%, tendo um crescimento em progressão geométrica, o que deixou os seus principais concorrentes, JHC e Alfredo, com sinal de alerta ligado.

Os programas do guia eleitoral de JHC e de Alfredo Gaspar são mornos e sem consistência de conteúdo. O marqueteiro   de Alfredo foi afastado, na tentativa de trazer um novo profissional que recuperasse o terreno perdido, e que pode vir a dar um novo rumo à campanha. Enquanto isso, o programa do Davi Filho, além de muito bem feito, faz críticas pontuais aos seus dois principais adversários.

JHC e Alfredo Gaspar precisam compreender que o jogo não é amistoso e que qualquer erro de percurso na campanha eleitoral pode ser fatal. Davi Filho já entendeu muito bem e se aproxima a passos largos dos seus adversários. 

JHC e Alfredo precisam reestruturar inteligentemente as suas campanhas e atentar a máxima de que" quem sempre faz as mesmas coisas, obterá sempre os mesmos resultados."

De modo que aguardemos os novos fatos e as novas pesquisas para que saibamos como vai culminar essa peleja.

Em Maceió a eleição está polarizada.

  • 13/10/2020 14:08
  • Marcelo Bastos

As duas pesquisas de intenções de votos para prefeito de Maceió, divulgadas recentemente, apontam JHC e Alfredo Gaspar empatados tecnicamente e com uma distância muito grande em relação aos demais candidatos, ou seja, se as eleições fossem hoje, os dois estariam no segundo turno.

Na pesquisa do Ibope divulgada na sexta-feira passada, Alfredo Gaspar aparece na pesquisa estimulada com 26% e JHC com 25% e a que foi divulgada nesta terça-feira pelo Paraná Pesquisa aponta JHC com 26,9% e Alfredo Gaspar com 25,9%. Esses números, em ambas as pesquisas, estão cristalizando o segundo turno entre ambos, pois a distância entre eles e os demais candidatos é bastante significativamente, ou seja, se não houver um fato relevante durante o processo eleitoral, podemos afirmar tranquilamente que no dia 29 de novembro teremos um grande confronto no segundo turno entre os candidatos JHC e Alfredo Gaspar.

Esse pleito será um dos mais acirrados da história das eleições em Maceió, lembrando o pleito de 1996, quando Kátia Born ganhou no segundo turno de Heloísa Helena por apenas 1,98%.

Aguardemos as próximas pesquisas e os próximos capítulos deste pleito.

Quem perde e quem ganha com candidatura de Cícero Almeida?

  • 05/10/2020 12:08
  • Marcelo Bastos

No último dia 14/9/2020 o Instituto Data Sensus publicou uma pesquisa de intenções de votos dos candidatos a prefeito de Maceió e na pesquisa estimulada os principais nomes foram: JHC 23%, Alfredo Gaspar 20%, Cícero Almeida 15% e Davi Filho 10%. Quando não inclui o nome do Cícero Almeida na estimulada, os resultados mudam de uma forma significante, JHC passa para 33%, Alfredo Gaspar 23% e Davi Filho 18%.

Quando o nome do Cícero Almeida é colocado na estimulada, a diferença entre JHC e Alfredo Gaspar é de apenas 3%, caracterizando um empate técnico entre ambos e o candidato Davi Filho não consegue ultrapassar os 10% de intenções de votos.

Quando o nome do Cícero Almeida é retirado na estimulada, a diferença entre JHC e Alfredo Gaspar aumenta para 10%, um aumento substancial e Davi Filho aumenta de 10% para 18%, quase dobrando as suas intenções de votos.

Resumo da ópera: a permanência da candidatura de Cícero Almeida é favorável ao candidato Alfredo, pois ele nessa situação mantém um empate técnico com o candidato JHC e abre uma diferença de 10% para o candidato Davi Filho. Se a candidatura de Cícero Almeida é retirada da disputa, os dois grandes beneficiados são JHC e Davi Filho, pois JHC amplia a diferença de 10% em cima do candidato Alfredo e Davi Filho além de quase dobrar as intenções de votos, passa para um empate técnico com o candidato Alfredo.

Como na linguagem futebolística, JHC e Davi Filho vão ficar na arquibancada torcendo pela saída de Cícero Almeida do pleito, enquanto Alfredo Gaspar pela sua permanência.

Cleto Marques Luz - uma luz que brilhou na política alagoana.

  • 21/09/2020 11:53
  • Marcelo Bastos

A trajetória política de Cleto Marques Luz iniciou-se em 1950, quando foi eleito vereador por Maceió. Nessa legislatura foi o vice-presidente da câmara municipal.

Nas eleições de 1954, Cleto Marques foi reeleito vereador por Maceió. Naquela legislatura foi eleito presidente da câmara, e em virtude disso, assumiu interinamente o cargo de prefeito de Maceió no período de 30 de março até 23 de novembro de 1955.

Cleto Marques, na eleição de 1958 foi eleito pelo PSP deputado estadual com 1.956 votos, ficando em 7° lugar dentre as trinta e cinco vagas em disputa.

Nas eleições de 1962, Cleto Marques foi eleito mais uma vez pelo PSP para deputado estadual com 1.523 votos, ficando em 25° lugar dentre as trinta e cinco vagas em disputa. Durante aquela legislatura foi o líder da bancada do PSP na assembleia legislativa.

Cleto Marques, nas eleições de 1965 foi candidato pelo PSP a vice-governador na chapa de Muniz Falcão. A chapa Muniz/Cleto foi vitoriosa naquele pleito com uma votação de 59.338 votos (43,90%), porém a vitória da chapa foi esbarrada na emenda constitucional n° 13, promulgada em 8 de abril de 1965, que exigia a maioria absoluta de votos para a homologação do resultado e caberia à assembleia legislativa resolver o impasse; contudo, por vinte votos contrários à chapa Muniz/Cleto foi derrotada. A partir de então, o Estado de Alagoas passou a ser governado por um interventor federal, general João Tubino até o momento em que os deputados estaduais escolhessem o novo governador, conforme previa o artigo n° 3 que legitimou a eleição indireta de Lamenha Filho para governar o Estado de Alagoas e cuja posse aconteceu em 15 de agosto de 1966.

Nas eleições de 1966, Cleto Marques foi eleito pelo MDB deputado federal com 8.854 votos, ficando em 6° lugar dentre as noves vagas em disputa. Após o término do seu mandato de deputado federal, Cleto não disputou mais nenhum cargo eletivo. 

Cleto Marques, ainda foi secretário do Trabalho nos governos de Divaldo Suruagy (1975/1978) e Geraldo Melo(1978/1979). Ao longo de sua trajetória política foi ainda secretário da Agricultura, Indústria e Comércio de Alagoas no Governo de Muniz Falcão.

Faleceu em Maceió no dia 7 de fevereiro de 1979.

Dez candidatos vão disputar a prefeitura de Maceió.

  • 15/09/2020 13:06
  • Marcelo Bastos

As convenções serão encerradas dia 16 de setembro e praticamente os partidos já definiram seus candidatos a prefeito e a vice.

JHC será o candidato a prefeito pelo PSB e Ronaldo Lessa do PDT seu vice.

 Alfredo Gaspar será oficializado como candidato a prefeito do MDB, no dia 15 de setembro, e Tácio Melo do Podemos, como vice.

No sábado passado, Davi Filho foi escolhido, em convenção pelo o PP, como candidato a prefeito do partido, e o médico Emmanoel Fortes do PSL como vice.

Cícero Almeida, que definiu sua candidatura a prefeito pelo DC, ainda contará com o apoio do PTB, em que o presidente regional é o deputado estadual Antônio Albuquerque, que poderá ter também o apoio do PROS do senador Fernando Collor.

O PC do B, em convenção na semana passada, escolheu Cícero Filho como seu candidato a prefeito e Marivone como vice.

O PT, no dia 13 de setembro, em sua convenção, homologou o nome de Ricardo Barbosa para prefeito e a jornalista Élida Miranda como vice.

O PSOL e a UP escolheram para suas candidatas a prefeita, a ex-reitora da UFAL, Valéria Correia, e a jornalista Lenilda Luna respectivamente.

Josan Leite, que na eleição 2018 foi o segundo colocado para o Governo do Estado pelo PSL, foi escolhido em convenção pelo Patriota como candidato a prefeito.

Corintho Campelo, ex-prefeito de Maceió, em convenção nesse último final de semana, foi escolhido como candidato a prefeito pelo PMN, que tem o deputado Francisco Tenório como presidente regional do partido.

Agora é só aguardar as pesquisas para que se verifique como se comportará o eleitor diante do cenário que estamos vivendo.