Marcelo Bastos

Em Maceió a eleição está polarizada.

  • 13/10/2020 14:08
  • Marcelo Bastos

As duas pesquisas de intenções de votos para prefeito de Maceió, divulgadas recentemente, apontam JHC e Alfredo Gaspar empatados tecnicamente e com uma distância muito grande em relação aos demais candidatos, ou seja, se as eleições fossem hoje, os dois estariam no segundo turno.

Na pesquisa do Ibope divulgada na sexta-feira passada, Alfredo Gaspar aparece na pesquisa estimulada com 26% e JHC com 25% e a que foi divulgada nesta terça-feira pelo Paraná Pesquisa aponta JHC com 26,9% e Alfredo Gaspar com 25,9%. Esses números, em ambas as pesquisas, estão cristalizando o segundo turno entre ambos, pois a distância entre eles e os demais candidatos é bastante significativamente, ou seja, se não houver um fato relevante durante o processo eleitoral, podemos afirmar tranquilamente que no dia 29 de novembro teremos um grande confronto no segundo turno entre os candidatos JHC e Alfredo Gaspar.

Esse pleito será um dos mais acirrados da história das eleições em Maceió, lembrando o pleito de 1996, quando Kátia Born ganhou no segundo turno de Heloísa Helena por apenas 1,98%.

Aguardemos as próximas pesquisas e os próximos capítulos deste pleito.

Quem perde e quem ganha com candidatura de Cícero Almeida?

  • 05/10/2020 12:08
  • Marcelo Bastos

No último dia 14/9/2020 o Instituto Data Sensus publicou uma pesquisa de intenções de votos dos candidatos a prefeito de Maceió e na pesquisa estimulada os principais nomes foram: JHC 23%, Alfredo Gaspar 20%, Cícero Almeida 15% e Davi Filho 10%. Quando não inclui o nome do Cícero Almeida na estimulada, os resultados mudam de uma forma significante, JHC passa para 33%, Alfredo Gaspar 23% e Davi Filho 18%.

Quando o nome do Cícero Almeida é colocado na estimulada, a diferença entre JHC e Alfredo Gaspar é de apenas 3%, caracterizando um empate técnico entre ambos e o candidato Davi Filho não consegue ultrapassar os 10% de intenções de votos.

Quando o nome do Cícero Almeida é retirado na estimulada, a diferença entre JHC e Alfredo Gaspar aumenta para 10%, um aumento substancial e Davi Filho aumenta de 10% para 18%, quase dobrando as suas intenções de votos.

Resumo da ópera: a permanência da candidatura de Cícero Almeida é favorável ao candidato Alfredo, pois ele nessa situação mantém um empate técnico com o candidato JHC e abre uma diferença de 10% para o candidato Davi Filho. Se a candidatura de Cícero Almeida é retirada da disputa, os dois grandes beneficiados são JHC e Davi Filho, pois JHC amplia a diferença de 10% em cima do candidato Alfredo e Davi Filho além de quase dobrar as intenções de votos, passa para um empate técnico com o candidato Alfredo.

Como na linguagem futebolística, JHC e Davi Filho vão ficar na arquibancada torcendo pela saída de Cícero Almeida do pleito, enquanto Alfredo Gaspar pela sua permanência.

Cleto Marques Luz - uma luz que brilhou na política alagoana.

  • 21/09/2020 11:53
  • Marcelo Bastos

A trajetória política de Cleto Marques Luz iniciou-se em 1950, quando foi eleito vereador por Maceió. Nessa legislatura foi o vice-presidente da câmara municipal.

Nas eleições de 1954, Cleto Marques foi reeleito vereador por Maceió. Naquela legislatura foi eleito presidente da câmara, e em virtude disso, assumiu interinamente o cargo de prefeito de Maceió no período de 30 de março até 23 de novembro de 1955.

Cleto Marques, na eleição de 1958 foi eleito pelo PSP deputado estadual com 1.956 votos, ficando em 7° lugar dentre as trinta e cinco vagas em disputa.

Nas eleições de 1962, Cleto Marques foi eleito mais uma vez pelo PSP para deputado estadual com 1.523 votos, ficando em 25° lugar dentre as trinta e cinco vagas em disputa. Durante aquela legislatura foi o líder da bancada do PSP na assembleia legislativa.

Cleto Marques, nas eleições de 1965 foi candidato pelo PSP a vice-governador na chapa de Muniz Falcão. A chapa Muniz/Cleto foi vitoriosa naquele pleito com uma votação de 59.338 votos (43,90%), porém a vitória da chapa foi esbarrada na emenda constitucional n° 13, promulgada em 8 de abril de 1965, que exigia a maioria absoluta de votos para a homologação do resultado e caberia à assembleia legislativa resolver o impasse; contudo, por vinte votos contrários à chapa Muniz/Cleto foi derrotada. A partir de então, o Estado de Alagoas passou a ser governado por um interventor federal, general João Tubino até o momento em que os deputados estaduais escolhessem o novo governador, conforme previa o artigo n° 3 que legitimou a eleição indireta de Lamenha Filho para governar o Estado de Alagoas e cuja posse aconteceu em 15 de agosto de 1966.

Nas eleições de 1966, Cleto Marques foi eleito pelo MDB deputado federal com 8.854 votos, ficando em 6° lugar dentre as noves vagas em disputa. Após o término do seu mandato de deputado federal, Cleto não disputou mais nenhum cargo eletivo. 

Cleto Marques, ainda foi secretário do Trabalho nos governos de Divaldo Suruagy (1975/1978) e Geraldo Melo(1978/1979). Ao longo de sua trajetória política foi ainda secretário da Agricultura, Indústria e Comércio de Alagoas no Governo de Muniz Falcão.

Faleceu em Maceió no dia 7 de fevereiro de 1979.

Dez candidatos vão disputar a prefeitura de Maceió.

  • 15/09/2020 13:06
  • Marcelo Bastos

As convenções serão encerradas dia 16 de setembro e praticamente os partidos já definiram seus candidatos a prefeito e a vice.

JHC será o candidato a prefeito pelo PSB e Ronaldo Lessa do PDT seu vice.

 Alfredo Gaspar será oficializado como candidato a prefeito do MDB, no dia 15 de setembro, e Tácio Melo do Podemos, como vice.

No sábado passado, Davi Filho foi escolhido, em convenção pelo o PP, como candidato a prefeito do partido, e o médico Emmanoel Fortes do PSL como vice.

Cícero Almeida, que definiu sua candidatura a prefeito pelo DC, ainda contará com o apoio do PTB, em que o presidente regional é o deputado estadual Antônio Albuquerque, que poderá ter também o apoio do PROS do senador Fernando Collor.

O PC do B, em convenção na semana passada, escolheu Cícero Filho como seu candidato a prefeito e Marivone como vice.

O PT, no dia 13 de setembro, em sua convenção, homologou o nome de Ricardo Barbosa para prefeito e a jornalista Élida Miranda como vice.

O PSOL e a UP escolheram para suas candidatas a prefeita, a ex-reitora da UFAL, Valéria Correia, e a jornalista Lenilda Luna respectivamente.

Josan Leite, que na eleição 2018 foi o segundo colocado para o Governo do Estado pelo PSL, foi escolhido em convenção pelo Patriota como candidato a prefeito.

Corintho Campelo, ex-prefeito de Maceió, em convenção nesse último final de semana, foi escolhido como candidato a prefeito pelo PMN, que tem o deputado Francisco Tenório como presidente regional do partido.

Agora é só aguardar as pesquisas para que se verifique como se comportará o eleitor diante do cenário que estamos vivendo.

Marcos Barbosa e Silvânia Barbosa - um casal de dez mandatos.

  • 08/09/2020 12:04
  • Marcelo Bastos

A trajetória política de Marcos Antônio de Oliveira Barbosa iniciou-se em 1992, quando foi eleito pelo PSD vereador por Maceió com 1.532 votos, ficando em 16° lugar dentre as vinte e uma vagas em disputa. Naquela legislatura foi o segundo secretário da mesa diretora.

Marcos Barbosa, nas eleições de 1996 foi candidato a reeleição para vereador pelo PSD, obtendo 1.697 votos, não logrando êxito. Ficou como terceiro suplente de sua coligação.

Nas eleições de 2000, Marcos Barbosa foi candidato pela terceira vez a vereador pelo PSL com 4.717 votos, ficando em 12° lugar dentre as vinte e uma vagas em disputa.

Marcos Barbosa, nas eleições de 2002, alçoou voos mais altos e foi eleito deputado estadual pelo PT do B com 17.971 votos, ficando em 23° lugar dentre as vinte e sete vagas em disputa.

Marcos Barbosa ainda foi eleito por mais quatro vezes para deputado estadual e todas pelo PPS. Na eleição de 2006 com 25.805 votos, ficando em 21° lugar dentre as vinte e sete vagas em disputa. Na eleição de 2010 com 24.915 votos, ficando em 21° lugar. Na eleição de 2014 com 27.892 votos, ficando em 16° lugar. Na eleição de 2018 com 29.079 votos, ficando mais uma vez em 16° lugar. Em todas as quatro legislaturas ele foi o terceiro secretário da mesa diretora.

A trajetória política de Silvânia Batinga de Oliveira Barbosa iniciou-se em 2008, quando foi eleita pelo PT do B vereadora por Maceió com 6.648 votos, ficando em 11° lugar dentre as vinte e uma vagas em disputa. Naquela legislatura foi a primeira secretária da mesa diretora.

Silvânia Barbosa, ainda foi eleita por mais duas vezes vereadora. Na eleição de 2012 pelo PPS com 4.631 votos, ficando em 17° lugar. Na eleição de 2016 pelo PRB com 6.870 votos, ficando em 15° lugar.

Nas eleições de 2018, Silvânia Barbosa foi eleita na chapa de Renan Calheiros como segunda suplente para o Senado da República.

 

E QUEM VAI SER O VICE- PREFEITO NESTA ELEIÇÃO ATÍPICA EM MACEIÓ?

  • 04/09/2020 12:17
  • Marcelo Bastos

As convenções para o pleito de 2020, tiveram início no dia 31 de agosto e irão até 16 de setembro.

A grande dificuldade que os partidos estão tendo é pela definição do vice-prefeito na composição da chapa.

O MDB, que terá Alfredo Gaspar como candidato a prefeito, foi o primeiro a definir seu vice, que será Tácio Melo, presidente regional do Podemos e com o aval do prefeito Rui Palmeira, porém a bancada dos vereadores do MDB na Casa de Mário Guimarães, não está aceitando essa indicação do vice e já escolheu a vereadora Ana Hora para compor a chapa de Alfredo. Se isso vier a acontecer, que eu não acredito, como ficará a aliança do prefeito Rui Palmeira com o governador Renan Filho?

JHC, candidato a prefeito do PSB, é aliado desde a eleição de 2018, do senador Rodrigo Cunha, ainda não definiu o seu vice, que provavelmente sairá da cota do PSDB. Por falar no PSDB, convém lembrar que a presidente municipal do partido, a deputada federal Tereza Nelma, foi destituída pelo presidente regional do partido, Rodrigo Cunha, de quem já vinha em colisão há algum tempo.

Com a saída de Tereza Nelma da presidência municipal do PSDB, é muito provável que ela deixe o partido e que sua filha, Teca Nelma, não venha a ser mais candidata a vereadora diante da situação ocorrida, o que compromete a sigla a  atingir o quociente eleitoral, ou seja, a chapa do PSDB para vereador, poderá implodir até a convenção. Diante desses fatos, JHC e Rodrigo Cunha, terão muito trabalho na escolha do vice ideal.

Já o candidato do PDT, Ronaldo Lessa, além da dificuldade em atrair outros partidos para ampliar sua base de apoio para o pleito, ainda está muito distante da definição de quem será seu vice. Num passado distante, se cogitou-se repetir a dobradinha com Heloísa Helena, o que não vingou, depois surgiu a possibilidade de uma chapa puro sangue com a ex-prefeita Kátia Born. Na semana passada, ocorreu uma possibilidade de uma aliança com o PROS do senador Fernando Collor, em que ele indicaria GG Sampaio de vice, e por último, uma aliança com o PSOL, em que a ex-reitora da UFAL, Valéria Correia seria a vice. Essas duas últimas situações ainda são possibilidades. Enfim, diante de toda essa conversa de bastidores, não ocorreu qualquer definição efetiva. 

O candidato Davi Davino, que tem na sua base de apoio os partidos: PP, Solidariedade, Republicanos, PSL e com a possibilidade de atrair o DEM do secretário municipal de Saúde Thomaz Nonô, está com as mesmas dificuldades dos demais candidatos. Nesses últimos dias, o grupo de Davi Davino especulou a possibilidade de ter o médico Emmanoel Fortes do PSL para vice, porém continua tudo no campo da especulação. 

Se os quatro principais candidatos em intenções de votos, não conseguem definir o melhor nome para vice, imagine os outros nove candidatos!

Família Camelo: de pai para filho.

  • 26/08/2020 14:35
  • Marcelo Bastos

A trajetória política de Antonio Arnaldo Camelo iniciou-se em 1976, quando foi candidato pela ARENA a vereador por Maceió, obtendo uma votação de 1.564 votos, ficando como terceiro suplente naquele pleito.

Nas eleições de 1982, Arnaldo Camelo foi eleito pela primeira pelo PDS a vereador de Maceió, com 1.695 votos, ficando em 18° lugar dentre as vinte e uma vagas em disputa. 

Arnaldo Camelo ainda foi eleito por mais três vezes para vereador de Maceió. Na eleição de 1988 foi eleito pelo PSC, com 1.647 votos, ficando em 10° lugar. Na eleição de 1992 foi eleito pelo PSC, com 2.013 votos, ficando em 7° lugar. Na eleição de 1996 foi eleito pelo PFL, com 3.724 votos, ficando em 4° lugar.

Nas eleições de 2000, Arnaldo Camelo foi candidato a vereador pela sexta vez pelo PFL, obtendo 3.568 votos, ficando como primeiro suplente da sua coligação. Na segunda gestão da prefeita Kátia Born (2001 a 2004), Arnaldo Camelo foi secretário de Governo e presidente da Fundação Cultural de Maceió.

Arnaldo Camelo, nas eleições de 2004 foi candidato a vereador pela sétima vez pelo PSDB, obtendo 5.184 votos, ficando como primeiro suplente da sua coligação.

Após as eleições de 2004, Arnaldo Camelo não voltou a   concorrer a cargos eletivos, o que significou a sua aposentadoria da vida pública. Silvio Camelo, seu filho, passou a ser seu herdeiro político. 

A trajetória política de Silvio Rogério Dias Camelo iniciou-se em 2008, quando foi candidato pelo PV a vereador por Maceió, obtendo uma votação de 5.043 votos, ficando em 16° lugar dentre as vinte e uma vagas em disputa.

Silvio Camelo ainda foi eleito mais duas vezes para vereador de Maceió e sempre pelo PV. Na eleição de 2012 foi eleito com 6.265 votos, ficando em 12° lugar. Na eleição de 2016 foi eleito com 6.951 votos, ficando em 14°lugar.

Silvio Camelo, nas eleições de 2018 alçoou voos mais altos e foi eleito pela primeira vez para deputado estadual pelo PV, com 15.594 votos, ficando em 27° lugar dentre as vinte e sete vagas em disputa. Atualmente é líder do Governo Renan Filho na Casa de Tavares Bastos.

 

 

 

 

Eduardo Magalhães - meu guru.

  • 17/08/2020 12:01
  • Marcelo Bastos

O professor Eduardo Magalhães, o maior cientista político de Alagoas, sempre foi a minha grande referência e minha inspiração. 

Ainda jovem escutava ele fazendo as suas análises sobre a política no programa do nosso inesquecível Edécio Lopes.

E foi a partir daí que adquiri uma grande admiração pelo professor Eduardo Magalhães, que sempre terei como o grande cientista político da minha Alagoas.

O professor Eduardo Magalhães, passou ser um grande amigo e admirador do meu trabalho e o meu sucesso hoje como analista político, com certeza a sua influência foi imprescindível.

Obrigado meu guru e eterno amigo Eduardo Magalhães.

Alcides Falcão - um homem íntegro.

  • 12/08/2020 11:59
  • Marcelo Bastos

A trajetória política de Alcides Muniz Falcão iniciou-se em 1958, quando foi eleito pelo PSP vereador por Maceió com 773 votos. Seu irmão Sebastião Marinho Muniz Falcão foi governador de Alagoas no período de 1956 a 1961 e marcou seu Go

verno a favor dos mais necessitados.

Nas eleições de 1962, Alcides Falcão foi reeleito mais uma vez pelo PSP vereador por Maceió com 630 votos.

Após o Golpe Militar de 31 de março de 1964, com a extinção dos partidos políticos pelo ato institucional n° 2 (27/10/1965) e a consequente implantação do bipartidarismo, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao Regime Militar.

Alcides Falcão, nas eleições de 1966 alçoou voos mais altos e foi eleito pela primeira vez deputado estadual pelo MDB, com 2.613 votos, ficando em 14° lugar dentre as trinta e cinco vagas em disputa.

Alcides Falcão ainda foi eleito por mais três vezes para deputado estadual e todas elas pelo MDB. Na eleição de 1970 com 6.033 votos, ficando em 4° lugar dentre as quinze vagas em disputa. Na eleição de 1974 com 7.922 votos, ficando em 7° lugar dentre as dezoito vagas em disputa. Na eleição de 1978 com 11.834 votos, ficando em 8° lugar dentre as vinte e uma vagas em disputa.

Nas eleições de 1982, Alcides Falcão foi candidato pela quinta vez para deputado estadual pelo PMDB, obtendo 10.283 votos, não logrando êxito, ficando como primeiro suplente da sua coligação. Durante aquela legislatura, ele se manteve deputado em virtude de ter substituído outros deputados, que tiveram de se afastar do mandato por motivos diversos.

Alcides Falcão, nas eleições de 1986 foi candidato pela sexta vez para deputado estadual pelo PMDB, obtendo 6.176 votos, não logrando êxito mais uma vez, ficando como segundo suplente na sua coligação. Durante aquela legislatura, ele se manteve deputado em virtude do afastamento do deputado Zeca Torres para assumir a pasta da Secretaria de Segurança Pública e do deputado Afrânio Vergetti para assumir a pasta da Secretaria de Agricultura.

Nas eleições de 1990 foi candidato a suplente de senador na chapa encabeçada por Guilherme Palmeira, assumindo o mandato de senador temporariamente de junho a outubro de 1998.

Após as eleições de 1990, Alcides Falcão não voltou a concorrer a cargos eletivos, o que significou a sua aposentadoria da vida pública.

Em Maceió, o poder eleitoral de Bolsonaro poderá influenciar o pleito de 2020?

  • 05/08/2020 12:30
  • Marcelo Bastos

Nas eleições de 2018 o presidente Jair Bolsonaro foi derrotado em todos os nove Estados do Nordeste para presidente da República. Agora apoiado na popularidade do auxílio emergencial, Bolsonaro hoje tem 61% de aprovação dos maceioenses e esse percentual favorável do presidente poderá contribuir com um dos pré-candidatos a prefeito. 

Dos quatros principais pré-candidatos a prefeito de Maceió, um deles poderá ter o presidente como padrinho político.

JHC é filiado ao PSB que mantém no Congresso Nacional uma oposição ao Governo Federal e consequentemente ele deve seguir a orientação do diretório nacional do partido, ou seja, não terá o apoio do presidente. 

Alfredo Gaspar que no passado teve uma aproximação com o PSL antigo partido do presidente e que tem como principal bandeira a questão da segurança pública, com certeza não estará com o presidente, pois sendo candidato do MDB, certamente não terá esse apoio.

Ronaldo Lessa que representa uma ala da esquerda e que faz oposição sistemática a Bolsonaro não estará no mesmo barco dele.

Davi Davino que representa o PP de Arthur Lira um dos líderes do Centrão e que virou o líder informal do Governo no Congresso, quem sabe não seja ele, o afilhado do presidente.

Antônio Moreira, um usineiro de esquerda.

  • 27/07/2020 12:05
  • Marcelo Bastos

A trajetória política de Antônio Moreira iniciou-se em 1954, quando foi eleito deputado estadual pelo PSD com 1.138 votos, ficando em 30° lugar das trinta e cinco vagas em disputa. 

Antônio Moreira era filho do industrial José Otávio Moreira, proprietário da Usina de Açúcar João de Deus, instalada no município de Capela/Alagoas. Manteve desde a juventude uma relação muito próxima com o Partido Comunista Brasileiro (PCB), inclusive era um dos contribuintes financeiros do partido.

Durante o mandato de deputado estadual, Antônio Moreira foi líder do Governo Muniz Falcão na Casa de Tavares Bastos, com apenas 22 anos de idade.

Nas eleições de 1972, Antônio Moreira foi eleito pelo MDB prefeito de Capela, sua terra natal. Exerceu o mandato entre 1973 e 1977.

Depois das eleições de 1972, Antônio Moreira não voltou a concorrer a cargos eletivos, porém continuou sua militância política, sempre aliado aos partidos de esquerda em Alagoas.

Antônio Moreira faleceu em Maceió no dia 1 de junho de 2007.

A trajetória política do Penedense Freitas Cavalcanti.

  • Redação
  • 17/07/2020 12:03
  • Marcelo Bastos

A trajetória política de Antonio de Freitas Cavalcanti iniciou-se em 1945, quando foi eleito pela UDN deputado constituinte com 3.465 votos, ficando em 4° lugar dentre as nove vagas em disputa. O período era o fim do Estado Novo (1937 a 1945) e o início do processo de redemocratização do país.

Nas eleições de 1950, Freitas Cavalcanti foi reeleito o deputado federal mais votado naquele pleito com 9.896 votos, ainda na legenda da UDN.

Nas eleições de 1954, Freitas Cavalcanti(UDN) foi eleito senador por Alagoas com uma votação de 60.061 votos (27,76%), ficando em 1° lugar dentre as duas vagas em disputa. O segundo colocado foi Rui Palmeira(UDN) com 56.674 votos (26,19%).

Freitas Cavalcanti, renunciou ao mandato de senador da República em 1961, quando o presidente Jânio Quadros o nomeou Ministro do Tribunal de Contas da União(TCU). Sua renúncia causou a efetivação do primeiro suplente Afrânio Lages(UDN). Permaneceu no cargo de Ministro até se aposentar em novembro de 1977.

Freitas Cavalcanti faleceu em Maceió no dia 29 de agosto de 2002.

Eleições atípicas em 2020.

  • Redação
  • 13/07/2020 14:52
  • Marcelo Bastos

As eleições estão por vir e diante da pandemia que estamos vivendo, em virtude do coronavírus, haverá um pleito atípico de todos o já vivenciados.

A tradicional campanha de rua não fará sentido neste momento da covid-19, de modo que os partidos terão que se reinventar nessa eleição para conquista do voto do eleitor.

Da mesma forma, o guia eleitoral que a cada pleito perde a importância, dará às redes sociais, predominância e garantirá a determinação do cenário eleitoral.

Assim, as pesquisas apontam para esse pleito, o número de votos brancos e nulos, como também a abstenção, sendo a maior de todas as eleições que já tivemos. Isso reflete o cansaço do eleitor, diante as velhas promessas não cumpridas dos candidatos a cada eleição. A covid-19 está deixando grande parte do eleitorado receoso em sair de casa e esse fator vai influenciar grandemente na abstenção.

Mesmo com todos esses obstáculos impostos pelo coronavírus, a eleição em Maceió ocorrerão em dois turnos e terão como vencedor a saber: JHC, Alfredo Gaspar ou Ronaldo Lessa.

Marcelo Lavenére um grande amigo que luta pela vida.

  • Redação
  • 06/07/2020 12:00
  • Marcelo Bastos

A minha amizade com Marcelo Lavenére começou em 1986, quando ele foi candidato a deputado estadual pelo PMDB e eu fazia parte do movimento estudantil e apostei nele como meu candidato a deputado estadual pela história de retidão de caráter dele.

A minha amizade se estreitou tanto com Marcelo Lavenére nas eleições de 1986, que me tornei um dos coordenadores da sua campanha e percorrermos mais de 60 cidades de Alagoas em busca do voto do eleitor consciente.

Nas eleições de 1986 ele teve uma excelente votação, porém a escolha equivocada do partido para disputar o pleito fez ele perder a eleição.

Depois daquele pleito não concorreu mais a nenhum cargo eletivo.

Marcelo Lavenére é um homem de luta e do bom combate. Foi presidente da Associação dos Professores da Ufal, procurador aposentado e presidente da OAB/Alagoas.

Marcelo Lavenére atingiu o ápice na sua história junto a OAB, quando se tornou presidente nacional da entidade e ele foi um dos responsáveis como representante da entidade do encaminhamento do impeachment do presidente Collor.

Hoje nosso amigo Marcelo Lavenére está lutando pela vida e é vítima do covid-19. Estou em orações por esse guerreiro de bem e do bem chamado Marcelo Lavenére.

Pedro Vieira - o senhor das praças.

  • Redação
  • 30/06/2020 12:03
  • Marcelo Bastos

A trajetória política de Pedro Vieira da Silva iniciou-se em 1988, quando foi candidato a vereador por Maceió pelo PSDB com 1.428 votos, ficando como segundo suplente da sua coligação. Durante aquela legislatura, ele se manteve vereador em virtude de ter substituído o vereador Claudio Farias, que teve de se afastar do mandato para assumir a secretaria estadual do Trabalho.

No governo de Geraldo Bulhões (1991 a 1994), Pedro Viera foi secretário da educação no período de 15 de março de 1991 a 14 de fevereiro de 1992.

Nas eleições de 1988, o prefeito eleito de Maceió foi Guilherme Palmeira, que deixou o comando da prefeitura em 1990, para ser candidato ao senado da República nas eleições de outubro daquele ano. João Sampaio na condição de vice-prefeito, assume o comando da capital e em dezembro de 1991, renunciou ao cargo de prefeito em virtude da grave crise financeira que atravessava o município e por problema de saúde. O presidente da câmara municipal de vereadores, Walter Pitombo Laranjeiras (Toroca), assumiu o mandato interinamente até março de 1992. O vereador Pedro Vieira, foi eleito pelos seus pares, prefeito de Maceió, para concluir os nove meses restantes da administração da cidade. Sua gestão ficou marcada pelo prefeito que cercou as praças de Maceió.

Pedro Vieira, nas eleições de 1994 foi candidato pelo PSC ao Governo de Alagoas, ficando em 2° lugar com uma votação de 62.248 votos (9,97%). O principal fator para a inexpressiva votação naquela eleição, foi o profundo desgaste do governo de Geraldo Bulhões, que era seu padrinho político. Talvez, a decisão de Pedro em ser candidato naquele pleito tenha sido o seu maior erro político de toda a sua trajetória.

Nas eleições de 1996, Pedro Vieira foi candidato pelo PMN a prefeito de Maceió com uma votação de 20.416 votos (9,34%), ficando em 4° lugar naquele pleito. Começou em primeiro lugar nas pesquisas e ao longo do processo eleitoral foi perdendo fôlego. Quatros fatores foram determinantes para sua derrota:  sua imagem ainda vinculado ao governo de Geraldo Bulhões, sem grupo político, a polarização das candidatas Kátia e Heloísa e crescimento da candidatura de Albérico Cordeiro.

Depois das eleições de 1996, Pedro Vieira não voltou a concorrer a cargos eletivos e atualmente é diretor da construtora Fortex Engenharia e professor da Universidade Federal de Alagoas.

Hélio Lopes- a longevidade de um ilustre Penedense.

  • Redação
  • 22/06/2020 13:13
  • Marcelo Bastos

A trajetória política de Hélio Nogueira Lopes iniciou-se em 1956, quando foi eleito prefeito de Penedo, sua terra natal, pela UDN. Ainda foi Diretor Médico e Provedor da Santa Casa da sua cidade.

No primeiro governo de Divaldo Suruagy de (1975 a 1978), Hélio Lopes foi secretário da saúde. Sua gestão foi marcada pela lisura com que tratava os recursos públicos.

Nas eleições de 1978, Hélio Lopes alçoou voos mais altos e foi eleito pela primeira vez deputado estadual pela ARENA, com 9.893 votos, ficando em 10° lugar dentre as vinte e uma vagas em disputa.

 Hélio Lopes foi reeleito para deputado estadual, na eleição de 1982 pelo PDS, com 11.456 votos, ficando em 16° lugar dentre as vinte quatro vagas em disputa.

Nas eleições de 1986, Hélio Lopes(PFL) foi candidato pela terceira vez para deputado estadual, obtendo 8.018 votos, não logrando êxito naquele pleito. Durante aquela legislatura, ele se manteve deputado em virtude de ter substituído outros deputados, que tiveram de se afastar do mandato por motivos diversos.

Após o término do seu terceiro mandato de deputado estadual, Hélio Lopes não voltou mais a concorrer a cargos eletivos e no Governo de Geraldo Bulhões, foi nomeado Presidente do Lifal.

Hélio Lopes faleceu em Maceió no dia 17 de maio de 2020 com 97 anos.

Quem será o próximo prefeito de Maceió?

  • Redação
  • 15/06/2020 12:12
  • Marcelo Bastos

Estamos vivendo um momento sério com a pandemia do covid-19 e em virtude disso, quase não se comenta sobre as eleições municipais de 2020. A capital alagoana representa 30% do eleitorado de Alagoas. E a pergunta que não quer calar, quem será o futuro prefeito da de Maceió?

As convenções partidárias serão virtuais no período de 20 de julho a 5 de agosto. As eleições estão marcadas para 4 de outubro e que poderá ser prorrogada até dezembro de 2020.

Maceió é o maior colégio eleitoral do Estado, e a vitória de quem for eleito nesse pleito, é determinante para as eleições de 2022.

Se nada de anormal acontecer nas eleições de 2020, para prefeito da capital, pode anotar aí eleitor, que, JHC, Alfredo Gaspar ou Ronaldo Lessa será o futuro prefeito de Maceió.

Depois do pleito se o resultado for diferente dos nomes que foram listados, pode cobrar desse bloguista.

Regis Cavalcante - doze disputas e apenas duas vitórias.

  • Redação
  • 08/06/2020 12:31
  • Marcelo Bastos

A trajetória política de José Regis Barros Cavalcante iniciou-se em 1994, quando foi candidato pelo PPS a o senado da república obtendo 111.236 votos (11,32%), ficando em 4° lugar dentre as 2 vagas em disputa.

Regis Cavalcante, nas eleições de 1996, foi eleito pelo PPS a vereador por Maceió com 2.199 votos, ficando em 19° lugar dentre as vinte e uma vagas em disputa.

Nas eleições de 1998, Regis Cavalcante alçoou voos mais altos e foi eleito deputado federal pelo PPS, com 25.525 votos, ficando em 9° lugar dentre as nove vagas em disputa.

Regis Cavalcante, foi candidato a prefeito de Maceió nas eleições de 2000. Foi o segundo colocado com uma votação de 107.560 votos (38,74%). Apesar do apoio no segundo turno da senadora Heloísa Helena e um maior envolvimento do senador Renan Calheiros, não foram suficientes para alavancar a candidatura de Regis.

Nas eleições de 2002, Regis Cavalcante foi candidato a reeleição para deputado federal obtendo 32.031 votos, não conseguindo êxito naquele pleito, deixando a câmara federal em janeiro de 2003.

Regis Cavalcante, foi candidato mais uma vez a prefeito de Maceió nas eleições de 2004. Foi o quarto colocado com uma votação de 31.874 votos (9,43%). Regis não conseguiu atrair outros partidos de esquerda para a sua coligação e com um tempo limitado no guia eleitoral, ainda assim, foi razoável o seu desempenho.

Nas eleições de 2006, Regis Cavalcante foi candidato pela terceira vez a câmara federal obtendo 14.075 votos, não conseguindo êxito naquele pleito.

Nas eleições de 2008, Regis Cavalcante foi candidato a vice-prefeito na chapa de Solange Jurema. A chapa Solange/Regis teve um desempenho sofrível naquela eleição com uma votação de 23.813 votos (6%), ficando em 3 lugar.

Regis Cavalcante, na eleição de 2010 foi candidato pela primeira vez e única a deputado estadual obtendo 7.406 votos, não conseguindo êxito naquela disputa eleitoral.

Nas eleições de 2016, Regis foi candidato pela segunda vez a vereador por Maceió com 2.169 votos, em que não foram suficientes para retornar a Casa de Mario Guimarães.

Regis Cavalcante ainda foi por mais duas vezes candidato para deputado federal e nas duas eleições em disputa, não obteve êxito. Na eleição de 2014 com 13.986 votos e na eleição de 2018 com 11.134 votos.

Regis atualmente é presidente regional do partido Cidadania e é professor da Universidade Federal de Alagoas.

Coronavírus - Veja os números em Alagoas e tire suas conclusões:

  • Redação
  • 04/06/2020 14:19
  • Marcelo Bastos

População de Alagoas: 3.322.000

Boletim Covid-19 03/06/2020 - Oficial

12.407 casos confirmados

  1.623 casos suspeitos

  7.339 casos recuperados

      506 óbitos

Veja o boletim em termos percentuais:

Casos confirmados 0,37%

Casos suspeitos       0,04%

Casos recuperados 0,22%

Óbitos                       0,015%

Casos confirmados   -   Casos recuperados

12.407  -  7.339 = 5.068

Temos em Alagoas até 03/06/2020 o total de 5.068 infectados que representa em termos percentuais 0,15%.

Observação: De acordo com uma pesquisa realizada em Alagoas pelo Ibope, o número de infectados poderá ser 7 vezes mais em relação ao número oficial, onde isso representaria 86.849 infectados, que em termos percentuais representa 2,6%. Se você considerasse que tivéssemos 7 vezes mais o número de recuperados teríamos 51.373 casos recuperados que em termos percentuais representa 1.5%.

Casos confirmados   -   Casos recuperados

86.849  -  51.373 = 35.476

 

Casos de infectados se considerarmos a pesquisa:

35.476 que representa 1.06%

 

Diante dos dados oficiais e dos dados segundo a pesquisa do Ibope, será que ainda é necessário o isolamento social?

Estudo elaborado pelo analista político Marcelo Bastos.

Marcelo Bastos – 54 anos na estrada.

  • Redação
  • 01/06/2020 12:07
  • Marcelo Bastos

     Parece que foi ontem que comecei a dar os primeiros passos até chegar em Maceió. Oriundo da pequena cidade de Capela, no interior das Alagoas, em 1977, para enfrentar o desafio da capital, como também vieram as incertezas e muito medo. Aqui cheguei, cravei há minha bandeira e aqui estou há 43 anos.

     Nessa cidade, que é a minha grande paixão, carregado de sonhos e esperanças, construí a minha história, tive grandes conquistas e tantas e dificuldades muitas.

     No colégio Guido estudei do ensino fundamental ao ensino médio e foi por intermédio dos ensinamentos do meu grande mestre, padre Teófanes, que aprendi a ser solidário com a dor do outro.

     Meus estudos acadêmicos aconteceram na Ufal e no Cesmac, quando tive oportunidade de desenvolver uma vida política muito rica com a luta   pela anistia, pelas diretas já e tantos outros temas relevantes.

     Aprendi muito com a experiência de professor em instituições como, colégio Guido, Madalena Sofia, Montessori, Sacramento, São José, Albert Einstein, Ângulo e do pré-vestibular Visão.

     Foi necessário desenvolver um comportamento ousado para enfrentar os desafios de construir um sonho que foi o Marcelo Cursos e, diga-se de passagem, com recursos financeiros bastante limitados e resistência de toda ordem. Em seguida, veio o colégio Pontual, e assim segue nossa história.

     Nossa Maceió apaixonante, casei, descasei e casei outras vezes, tenho duas lindas filhas, e construí grandes amizades, tive muitos acertos e erros. Numa visão geral dessa história, há conforto da certeza de um aprendiz inquieto que tanto ousou e que continua com o espirito empreendedor de fazer a diferença nesse mundo tão desigual e conturbado.

     No próximo 4 de junho celebro a minha vida com a consciência de que não estou aqui a passeio e que sonhar vale a pena.

Três ex-alunos e três bons candidatos.

  • Redação
  • 18/05/2020 12:09
  • Marcelo Bastos

As eleições de 2020 estão por vir e observando os pré-candidatos a vereadores de Maceió, verifiquei que três ex-alunos meus, sairão candidatos nesse pleito. Três jovens de bem e do bem.

Othoniel Pinheiro foi meu aluno no colégio Sacramento e era um gentleman e hoje fico feliz pelo seu sucesso profissional que alcançou. Othoniel é doutor em Direito pela UFBA, professor universitário de Direito Constitucional, Defensor Público e escritor com livros publicados. Tenho muito orgulho de ter sido seu professor. Othoniel marca sua trajetória profissional pelos que são menos assistidos pelo poder público, pela ética e pelo o respeito aos princípios constitucionais.

Eduardo Tavares Júnior foi meu aluno no colégio Guido e era um aluno inquieto e ousado, talvez essas duas características suas ajudaram alcançar voos mais altos. Eduardo hoje é formado em Direito e Economia, professor universitário, pós-graduado em Ciências Criminais e a 14 anos é policial federal.

Marcelo Lima foi nosso aluno no Marcelo Cursos e desde aquela época que sua marca registrada era ajudar ao próximo e em cima desse propósito construiu a sua carreira profissional. Marcelo é advogado, professor universitário, pós-graduado em direito processual, docência do ensino superior e gestão pública. Mais o que faz a diferença hoje na vida do Marcelo Lima, é ser responsável pela comunicação do INSS em Alagoas.

Opções com qualidade nas eleições para vereador em Maceió para o pleito de 2020, a gente tem, se você escolher errado caro eleitor, depois não pode reclamar.

Medeiros Neto – um padre que virou político

  • Redação
  • 14/05/2020 13:21
  • Marcelo Bastos

 

                A trajetória política de Luiz Meneses Medeiros Neto iniciou-se em 1945, quando foi eleito deputado constituinte pelo PSD com 5.278 votos, ficando em 2° lugar dentre as nove vagas em disputa. Na Assembleia Nacional Constituinte concentrou sua atuação na busca de soluções para os problemas regionais de Alagoas, no combate ao comunismo e ao divórcio, foi ainda contra a transferência da capital federal para o interior do Brasil. Após a promulgação da Carta Magna em 18 de setembro de 1946, Medeiros Neto foi líder de sua bancada e integrou a Comissão Especial da Bacia do São Francisco, da qual foi vice-presidente, e a Comissão Permanente do Serviço Público Civil da Câmara.

         Medeiros Neto ainda foi eleito por mais cinco vezes para deputado federal, na eleição de 1950 foi eleito pelo PSD, com 5.047 votos, ficando em 6° lugar dentre as nove vagas em disputa. Na eleição de 1954 foi eleito mais uma vez pelo PSD, com 7.444 votos, ficando em 6° lugar. Na eleição de 1958 foi eleito com 7810 votos, ficando em 4° lugar.

         Na eleição de 1962, Medeiros Neto foi eleito pela quinta vez consecutiva como deputado federal pelo PSD, com 6.214 votos, ficando em 7° lugar dentre as nove vagas em disputa. Após o Golpe Militar de 31 de março de 1964, com a extinção dos partidos políticos pelo ato institucional n° 2 (27/10/1965) e a consequente implantação do bipartidarismo, filiou-se à aliança Renovadora Nacional (ARENA), partido de sustentação do Regime Militar.

         Medeiros Neto conquistou seu sexto mandato nas eleições de 1966, quando foi eleito pela ARENA, com 8.206 votos, conquistando o 8° lugar na disputa.

         Nas eleições de 1970, Medeiros Neto foi eleito pela ARENA suplente de senador na chapa de Luiz Cavalcante. A chapa Luiz/Medeiros foi vitoriosa naquele pleito com uma votação de 99.566 votos (31,49%), ficando em 2° lugar dentre as duas vagas em disputa.

         Medeiros Neto ainda foi professor catedrático do Instituto da Educação de Maceió, pertenceu ao Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, à Associação Alagoana de Imprensa e à Academia Alagoana de Letras.

         Faleceu em Maceió no dia 9 de novembro de 1992.

Geraldo Melo – um capelense que virou governador

  • Redação
  • 07/05/2020 12:24
  • Marcelo Bastos

 

A trajetória política de Geraldo Medeiros de Melo iniciou-se em 1961, quando foi eleito vereador de Capela, sua terra natal, pelo PTN.

Geraldo Melo, foi eleito prefeito de Capela nas eleições de 1966 pela ARENA, exercendo o mandato entre 1967 e 1970.

Nas eleições de 1970, Geraldo Melo alçoou voos mais altos e foi eleito pela primeira vez deputado estadual pela ARENA, com 6.012 votos, ficando em 5° lugar dentre as quinze vagas em disputa.

 Geraldo Melo ainda foi reeleito para deputado estadual, na eleição de 1974 pela ARENA, com 7.807 votos, ficando em 8° lugar dentre as dezoitos vagas em disputa. Naquela legislatura foi eleito presidente da Casa de Tavares Bastos para o biênio 1977/1978.

Nas eleições de novembro de 1978, o governador Divaldo Suruagy se afastou do cargo para concorrer a deputado federal. Como o vice-governador Antônio Gomes de Barros havia falecido em 1975, o cargo de governador foi ocupado, em 14 de agosto de 1978, por Ernande Lopes Dorvillé, presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas. Um mês depois, Geraldo Melo foi eleito governador por seus pares da Assembleia Legislativa. Permaneceu à frente do Executivo alagoano até 15 de março de 1979, quando passou o governo para Guilherme Palmeira.

Após o término de seu mantado de governador de Alagoas, Geraldo Melo não voltou mais a concorrer a cargos eletivos, passando a se dedicar às atividades agropecuárias.

Foi ainda diretor comercial da Cooperativa Agropecuária e de Plantadores de Cana de Capela.

Geraldo Melo faleceu na rodovia AL-101 em 5 de novembro de 1999, vítima de acidente automobilístico.

 

Guilherme Palmeira - A trajetória de um político sem mácula

  • Redação
  • 04/05/2020 10:21
  • Marcelo Bastos
Divulgação
Guilherme Palmeira

Em outubro do ano passado esse blog fez um texto sobre a trajetória do ex governador e ex senador Guilherme Palmeira . Hoje , após a notícia de sua morte , reeditamos esse texto

Guilherme Palmeira - Um político sem máculas 

A trajetória política de Guilherme Gracindo Soares Palmeira, começou na eleição de 1966, quando foi eleito deputado estadual pela Arena com 2.354 votos, ficando em 20º lugar das 35 vagas em disputa. Ainda foi eleito por dois mandatos para deputado estadual nas eleições de 1970, com 5.125 votos, ficando em 12º lugar das quinze vagas em disputa e nas eleições de 1974, com 11.551 votos, ficando em 4º lugar das dezoito vagas disponíveis. Quando exercia seu terceiro mandato de deputado estadual, licenciou-se para ocupar a Secretaria de Indústria e Comércio no primeiro governo de Divaldo Suruagy.

            Com o objetivo de manter o controle dos governos estaduais e manter a ampla maioria no Congresso Nacional, o presidente Ernesto Geisel lança em 1977 o “Pacote de Abril”, mantendo as eleições indiretas para governador de Estado e com o intuito de segurar a maioria no Congresso Nacional, criou a figura do “Senador Biônico”. Os governadores e senadores biônicos foram escolhidos por um processo indireto através de colégios eleitorais nos Estados. Guilherme Palmeira (Arena) foi escolhido em 1º de setembro de 1978 para governador do Estado e Teobaldo Barbosa, vice-governador através de um colégio eleitoral, com uma votação de 162 votos. Arnon de Mello (Arena) foi escolhido senador biônico com uma votação de 159 votos, tendo como seu suplente o industrial Carlos Lyra (Arena). Guilherme Palmeira buscando acomodar as correntes arenistas, em especial aquela liderada pelo senador Arnon de Mello, nomeou o filho de Arnon, Fernando Collor como prefeito de Maceió.

Nas eleições de 1982, Guilherme Palmeira (PDS) foi eleito senador pela situação, com uma votação de 259.581 votos (56,17%). Pela oposição, o candidato foi José Moura Rocha (PMDB) com uma votação de 202.573 votos (43,83%), não obtendo êxito naquele pleito. Os fatores determinantes da vitória de Guilherme foram, ter ao seu alcance a máquina do governo federal, estadual e também por ter a ampla maioria das prefeituras a seu favor; além de estar protegido por uma miríade de casuísmo, como por exemplo o voto vinculado.

Guilherme Palmeira foi candidato pela segunda vez ao governo de Alagoas nas eleições de 1986. Seu principal adversário foi Fernando Collor de Mello, tendo este sido vitorioso. Collor (PMDB) foi eleito governador com 400.246 votos (52,83%) e Guilherme (PFL) foi o segundo colocado com 327.232 votos (43,20%). Dois fatores foram primordiais para a derrota de Guilherme: seu grupo político não tinha mais a mesma hegemonia das eleições de 1982 e seu nome não fazia parte do consenso do seu grupo político para ser candidato ao governo. A discordância era tão marcante que o governador José Tavares, seu correligionário, não apoiou a sua candidatura, ficando de magistrado naquele processo.

Derrotado em 1986 por seu opositor Fernando Collor, na disputa pelo governo do Estado; Guilherme foi candidato a prefeito de Maceió nas eleições de 1988. Partiu para o “tudo ou nada” que resultaria em ganhar a prefeitura e recuperar seu prestígio político abalado com a recente derrota ou perder e acelerar uma queda política que começou com a decadência do PFL conjuntamente com a ascendência do PMDB. Desta vez Guilherme concorreu e saiu vitorioso, obtendo 67.830 votos, em uma disputa acirrada com Renan Calheiros (60.985 votos). Em 1990 renunciou ao mandato de prefeito para concorrer pela segunda vez a uma vaga ao senado da República. Seu vice João Sampaio assume a prefeitura de Maceió.

Guilherme Palmeira (PFL), nas eleições de 1990 foi eleito pela segunda vez Senador da República, com uma votação de 424.480 votos (65,97%). Os fatores que determinaram a vitória tranquila de Guilherme, foram a ausência de um concorrente à altura, o uso da máquina do governo e a composição da ampla maioria dos prefeitos, deputados federais e estaduais na sua campanha.

Nas eleições de 1994, Guilherme Palmeira (PFL) foi o escolhido para ser vice-presidente na chapa de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). No dia 2 de agosto de 1994 surgiram denúncias de esquema de corrupção com envolvimento de empreiteiras contra Guilherme Palmeira, porém nunca foram  comprovadas. Guilherme resolveu renunciar à sua candidatura de vice-presidente para não prejudicar o candidato Fernando Henrique Cardoso. Marco Maciel (PFL) passou a ser o vice.

Nas eleições de 1998, Guilherme Palmeira (PFL) foi candidato pela terceira vez ao senado da República, não obtendo êxito naquele pleito, vindo a ficar em segundo lugar, com 247.352 votos (14,87%). A grande vitoriosa para o senado foi Heloísa Helena (PT) com 374.931 votos (22,54%). O fator determinante para a derrota de Guilherme foi o declínio do grupo político a qual o mesmo pertencia. Após o revés da eleição de 1998, Guilherme Palmeira foi indicado Ministro do Tribunal de Contas da União, vindo a se aposentar em 2008.

Ao longo de sua longa trajetória, Guilherme Palmeira foi um político sem mácula, coisa rara nos dias de hoje.