Marcelo Bastos

Teobaldo Barbosa – Um político de princípios

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         A trajetória de Teobaldo Vasconcelos Barbosa iniciou-se em 1954, quando foi eleito vereador por Maceió pela UDN. Foi reeleito pelo mesmo partido nas eleições de 1958. Teobaldo, antes de se tornar vereador, foi chefe de gabinete do governador Arnon de Melo, no período de 1951 a 1955.

         Nas eleições de 1966, Teobaldo Barbosa (ARENA) foi eleito deputado estadual com 2.775 votos, ficando em 8° lugar das trinta e cinco vagas em disputa. Naquela legislatura foi primeiro secretário da mesa diretora da Assembleia Legislativa e relator da Constituição Estadual de 1967.

         Teobaldo Barbosa (ARENA), nas eleições de 1970 foi reeleito deputado estadual com 5.805 votos, ficando em 6° lugar das quinze vagas em disputa. Naquela legislatura foi presidente da mesa diretora da Casa de Tavares Bastos.

         Nas eleições de 1974, Teobaldo Barbosa (ARENA), alçou voos mais alto e foi eleito deputado federal com 33.355 votos, ficando em 2° lugar das seis vagas em disputa. Naquela legislatura foi presidente da comissão de constituição e justiça da Câmara Federal. Também nesse período, presidiu o Diretório Regional da Arena em Alagoas.

         Em primeiro de setembro de 1978, Teobaldo Barbosa (ARENA) foi indicado para vice governador de Guilherme Palmeira (ARENA). A chapa Guilherme/Teobaldo foi eleita através do Colégio Eleitoral no Estado com uma votação de 162 votos. Em março de 1982, em virtude do afastamento de Guilherme Palmeira do Governo do Estado, afim de puder disputar uma vaga no Senado Federal nas eleições de novembro daquele ano, Teobaldo Barbosa assumiu o cargo de governador, exercendo-o até março de 1983.

         Após o término de seu mandato de governador de Alagoas, Teobaldo Barbosa não voltou mais a concorrer a cargos eletivos, passando a se dedicar às atividades da advocacia e foi também o primeiro presidente da Associação dos Produtores de Côco em Alagoas.

         Teobaldo Barbosa faleceu em Maceió no dia 22 de março de 1999.

Dilton Simões – um homem de bem e do bem.

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         A trajetória política de Dilton Falcão Simões iniciou-se em 1975, quando foi nomeado prefeito de Maceió pelo governador Divaldo Suruagy. Dilton Simões foi prefeito da capital no período de 1975 a 1979. Sua gestão foi marcada pela probidade que tratava os recursos públicos.

         No Governo de Lamenha Filho, Dilton Simões foi presidente da Casal no período (1967 a 1971). No Governo Guilherme Palmeira foi presidente da Ceal no período (1979 a 1983). No segundo Governo de Divaldo Suruagy foi Secretário do Planejamento no período (1983 a 1984).

         Nas eleições de 1986, Dilton Simões (PMDB) foi eleito deputado estadual com 10.782 votos, ficando em 11° lugar das 27 vagas em disputa. Seu mandato naquela legislatura, foi marcado pela ética e pela transparência em tratar a coisa pública.

         Dilton Simões (PSB), foi candidato a prefeito de Maceió nas eleições de 1988. Simões foi o terceiro colocado, com uma votação de 27.706 votos. Seu vice foi o médico Fernando Barreiros. Com uma administração marcante como prefeito de Maceió no período de 1975 a 1979 e uma imagem construída ao longo do tempo de homem ético e honesto, não foram suficientes para alavancar a sua campanha. A polarização entre os candidatos Guilherme Palmeira e Renan Calheiros deixou Dilton sem chances de vitória.

         Nas eleições de 1990, Dilton Simões (PSDB) foi candidato pela segunda vez a deputado estadual, obtendo 5.659 votos, não logrando êxito.

         Após o pleito de 1990, Dilton deixou a vida pública. Sua marca registrada ao longo da sua trajetória, foi a honestidade. Simões é uma das reservas morais do Estado de Alagoas. Podemos afirmar com toda a certeza: Dilton Simões é um homem de bem e do bem.

Marcelo Victor – O personagem mais poderoso da Casa de Tavares Bastos.

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       A trajetória política de Marcelo Victor Correia dos Santos iniciou-se em 2000, quando foi candidato pelo PDT vereador por Maceió com 3.200 votos, não logrando êxito, ficando como primeiro suplente da sua coligação.

        Nas eleições de 2004, Marcelo Victor (PP) foi eleito vereador por Maceió com 6.880 votos, ficando em 8° lugar das 21 vagas em disputa.

       Marcelo Victor (PTB), nas eleições de 2006, alçou voos mais altos e foi eleito deputado estadual com 28.525 votos, ficando em 17° lugar das vinte e sete vagas em disputa.

       Nas eleições de 2010, Marcelo Victor foi reeleito deputado estadual pelo PTB com 37.379 votos, ficando em 7° lugar e nas eleições de 2014, foi mais uma vez eleito deputado estadual pelo PROS com 41.829 votos, ficando em 7° lugar. Na legislatura de 2010, Marcelo o foi o segundo secretário da mesa diretora nos dois biênios e na legislatura de 2014, foi o primeiro secretário da mesa no segundo biênio.

       Nas eleições municipais de 2016, Marcelo Victor (PSD) foi candidato a prefeito de Rio Largo. Marcelo ficou em 3° lugar com 7.599 votos (19,29%), Pedro Victor (PSC) em 2° lugar com 10.754 votos (27,30%), Vânia Paiva (PMDB) em 4° lugar com 5.299 votos (13,45%), Mima (PSOL) em 5° lugar com 2.951 votos (7,49%), Alex Fernandes (PSL), em 6° lugar com 160 votos (0,41%) e Gilberto Gonçalves (PP) em 1° lugar com 12.633 votos (32,07%). Talvez, a decisão de Marcelo em ser candidato naquele pleito tenha sido o seu maior erro político de toda a sua trajetória.

       Marcelo Victor (SD), nas eleições de 2018, foi eleito pela quarta vez consecutiva deputado estadual com 39.422 votos, ficando em 4° lugar das vinte e sete vagas em disputa. Marcelo foi eleito presidente da Assembleia Legislativa para o 1° biênio, por 26 deputados de um total de 27.  O único que não votou em Marcelo foi Olavo Calheiros (PMDB), tio do governador Renan Filho.

       Marcelo Victor é considerado um político de palavra e habilidoso, entretanto, de personalidade forte. Não é por acaso que na atual conjuntura, ele é considerado o parlamentar mais poderoso da Casa de Tavares Bastos.

Djalma Falcão – Um grande tribuno

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         A trajetória política de Djalma Marinho Muniz Falcão iniciou-se em 1966, quando foi eleito pelo MDB deputado federal com 14.087 votos, ficando em 2° lugar das nove vagas em disputa. Falcão antes de se tornar deputado federal, foi secretário de Governo e da Educação. Em 31 de março de 1964, ano do Golpe Militar que depôs o presidente João Goulart, tornou-se conselheiro e presidente do Tribunal de Contas de Alagoas. Deixou a Câmara Federal no fim da legislatura, em janeiro de 1971, sem ter sido candidato à reeleição.

         Djalma Falcão, nas eleições de 1978 foi mais uma vez candidato a deputado federal, obtendo uma votação de 18.486 votos, não logrando êxito, ficando como primeiro suplente da sua coligação.

         Nas eleições de 1982, Djalma Falcão (PMDB) foi eleito pela segunda vez deputado federal com 31.156 votos, ficando em 8° lugar das oito vagas em disputa. Em 25 de abril de 1984, Djalma votou a favor da emenda Dante de Oliveira, que propôs o restabelecimento das eleições diretas para presidente da República. A emenda não foi aprovada e no Colégio Eleitoral reunido em 15 de janeiro de 1985, Falcão votou no candidato de oposição Tancredo Neves, eleito novo presidente do Brasil.

         Djalma Falcão, nas eleições de 1985, foi eleito prefeito de Maceió com uma votação de 56.174 votos (41,40%) e seu vice foi José Costa. Sua candidatura começa sem empolgação e nas primeiras pesquisas, aparece sempre em terceiro lugar. A sociedade civil organizada, os movimentos sociais e o movimento estudantil foram preponderantes para alavancar a sua candidatura. O suporte financeiro do industrial João Lyra, o espaço que Fernando Collor concedeu nos seus veículos de comunicação e a boca de urna que na época era permitido, foram fundamentais para consolidar a sua vitória. Djalma foi empossado no cargo de prefeito em 1 de janeiro de 1986, exerceu o mandato até 31 de dezembro de 1988. Sua vaga na câmara  dos deputados foi ocupada pelo primeiro suplente do PMDB, Sergio Moreira.

         Nas eleições de 1994, Djalma Falcão foi suplente de senador na chapa de Renan Calheiros. A chapa Renan/ Djalma foi vitoriosa naquele pleito com uma votação de 235.332 votos (23,96%). Em outubro de 1994, tornou-se membro do Diretório Nacional do PMDB e presidente do partido em Alagoas. No terceiro Governo de Divaldo Suruagy (1995/1997) Djalma foi Secretário do Gabinete Civil. Em abril de 1998, assumiu a vaga no Senado em virtude da posse de Renan no Ministério da Justiça. Permaneceu no exercício do mandato até julho de 1999, quando Calheiros retornou ao Senado.

         Djalma Falcão faleceu em Maceió no dia 24 de março de 2017.

Arthur Lira – um ninja na política

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        Arthur César Pereira de Lira, filho de Benedito de Lira, um dos políticos mais tradicionais de Alagoas, começou sua trajetória política nas eleições de 1992, quando foi eleito pelo PFL a vereador por Maceió com 2.710 votos, ficando em 3° lugar das vinte e uma vagas em disputa.

        Nas eleições de 1996, Arthur Lira (PSDB) foi eleito pela segunda vez vereador com 2.194 votos, ficando em 20° lugar das vinte e uma vagas em disputa.

        Depois de duas eleições consecutivas, eleito vereador por Maceió, crescia o capital político de Arthur Lira, tornando-se uma força política não apenas na capital como também no interior do Estado. Nas eleições de 1998 foi eleito deputado estadual pelo PSDB com 14.284 votos, ficando em 11° lugar das vinte e sete vagas em disputa.

        Arthur Lira ainda foi eleito por mais duas vezes para deputado estadual. Na eleição de 2002 foi eleito pelo PTB com 22.565 votos, ficando em 11° lugar. Na eleição de 2006 foi eleito pelo PMN com 42.010 votos, ficando em 3° lugar.

        Depois de três eleições consecutivas, eleito deputado estadual, crescia a olho vistos  a sua votação em cada eleição, tornando-se uma nova força política, principalmente no interior de Alagoas. Arthur Lira (PP), nas eleições de 2010, alçou voos mais altos e foi eleito deputado federal com 84.676 votos, ficando em 7° lugar das nove vagas em disputa.

        Arthur Lira (PP) ainda foi eleito por mais duas vezes para deputado federal. Na eleição de 2014 foi eleito com 98.231 votos, ficando em 4° lugar. Na eleição de 2018 foi eleito com 143.858 votos, ficando em 2° lugar. Um fato a ser destacado nas eleições de 2018 é que dos 102 municípios de Alagoas, Arthur foi o mais votado em 31 deles.

        Apesar das controvérsias do deputado federal Arthur Lira, no qual seu nome é citado na Operação Taturana e Lava Jato, Lira é um dos líderes do Centrão na Câmara Federal, que deu sustentação aos governos do PT, como também ajudou a derrubar a presidente Dilma. Já no governo Temer, o Centrão agiria para barrar as duas denúncias criminais contra o presidente, evitar um provável afastamento e aprovar as suas reformas através de barganhas, como distribuição de cargos e promessas de ministérios, liberação de emendas parlamentares, verbas e projetos de lei, e demais benesses.

        Hoje Arthur Lira é um dos parlamentares federais, mais influentes da câmara dos deputados, um verdadeiro ninja na atual conjuntura política.

A trajetória do GB

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         A trajetória política de Geraldo Bulhões Barros iniciou-se em 1970, quando foi eleito deputado federal pela ARENA com 17.091 votos, ficando em 4° lugar das cinco vagas em disputa. Bulhões antes de se tornar deputado federal, foi promotor público, procurador do município de Maceió de 1964 a 1965, diretor financeiro da Companhia de Habitação Popular (COHAB) e foi ainda coordenador do setor jurídico da Companhia de Desenvolvimento de Alagoas (CODEAL).

         Nas eleições de 1974, Geraldo Bulhões (ARENA) foi reeleito deputado federal com 25.312 votos, ficando em 4° lugar das seis vagas em disputa. Em setembro de 1978, votou a favor da emenda de Francisco Acioli Filho, que propunha a extinção da figura do senador indireto (biônico).

         Geraldo Bulhões (ARENA), foi eleito mais uma vez deputado federal nas eleições de 1978 com 15.144 votos, ficando em 6° lugar das sete vagas em disputa. Em fevereiro de 1979 votou a favor da emenda do senador Mauro Benevides (MDB), que restabelecia eleições diretas para prefeito das capitais. Com o fim do bipartidarismo em novembro de 1979, Geraldo Bulhões, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS).

         Nas eleições de 1982, Geraldo Bulhões (PDS) lançou sua pré-candidatura ao Governo do Estado. Preterido por Guilherme Palmeira (PDS), que contava com o respaldo do ex-presidente Ernesto Geisel e do ex-governador Divaldo Suruagy (PDS). Diante deste fato, GB desistiu da sua candidatura ao Governo de Alagoas e foi reeleito pela quarta vez deputado federal com 31.526 votos, ficando em 7° lugar das oito vagas em disputa.

         Geraldo Bulhões (PMDB), nas eleições de 1986, foi eleito deputado constituinte com 27.441 votos, ficando em 5° lugar das nove vagas em disputa. Bulhões, na Assembleia Constituinte votou a favor do voto facultativo aos 16 anos, da legalização do aborto, da estabilidade no emprego, do turno ininterrupto de seis horas, da jornada semanal de 40 horas, do aviso prévio proporcional. Votou contra a pena de morte, o presidencialismo, o mandato de cinco anos para o então presidente José Sarney, anistia aos micro e pequenos empresários e a legalização do jogo do bicho.

Nas eleições de 1990 o governador Moacir Andrade (PRN) apoiaria a candidatura de Renan Calheiros (PRN) ao governo do Estado com a condição de indicar o vice. Renan escolheu o ex-prefeito de Arapiraca Severino Leão para ser o vice da sua chapa, sem uma prévia  comunicação  a Moacir,  gerando uma  ruptura do governador com Renan  e o mesmo passou a apoiar a candidatura ao governo do Estado do deputado federal Geraldo Bulhões (PSC), indicando inclusive o deputado estadual Francisco Mello (PMDB) como vice. Geraldo Bulhões (PSC) foi o 1º colocado no segundo turno com uma votação de 424.480 votos (65,97%). O rompimento de Renan, no segundo turno com o presidente Collor, assegurou a Geraldo Bulhões mais adesões à sua campanha. Dos noventa e oito prefeitos de Alagoas, naquela época, noventa e seis apoiaram Geraldo Bulhões no segundo turno. As críticas contundentes de Renan contra o governador Moacir Andrade aumentaram mais ainda o empenho do governador na campanha de Geraldo Bulhões. Esses episódios foram determinantes para a vitória de GB.

Geraldo Bulhões (PFL), nas eleições de 2002, foi candidato ao Senado da República, obtendo uma inexpressiva votação de 67.998 votos (3,52%). Aquele pleito foi o último que GB disputou. Geraldo faleceu em Maceió no dia 27 de maio de 2019.

João Sampaio – de gerente de usina a prefeito de Maceió

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            A trajetória política de João Rodrigues Sampaio Filho iniciou-se em 1971, quando foi nomeado prefeito de Maceió pelo governador Afrânio Lages. João Sampaio foi prefeito da capital no período de 1971 a 1975. Sua gestão foi marcada por grandes obras, destacando-se a urbanização da orla da Pajuçara.

         No primeiro governo de Divaldo Suruagy (1975 a 1978), cujo o slogan era: governo da produção, João Sampaio foi Secretário da Agricultura.

         Nas eleições de 1978, João Sampaio (ARENA) foi o deputado estadual mais votado naquele pleito com 15.663 votos. A sua grande votação naquela eleição se deve a excelente administração do município de Maceió no período de 1971 a 1975.

         No governo de Teobaldo Barbosa (1982 a 1983), João Sampaio foi Secretário de Viação e Obras.

         Depois da redemocratização do país, a eleição de 1985 foi a primeira de forma direta em Maceió, depois de 1965. O grupo da situação, que estava no poder desde a década de 60, não tinha grandes divergências e marchou unido com a candidatura de João Sampaio para prefeito e Galba Novaes de Castro para vice.

João Sampaio (PFL) candidato da situação, foi o segundo colocado naquela eleição com 51.481 votos (37,94%). Nas primeiras pesquisas, João aparece em segundo lugar. A sua imagem de grande administrador da Prefeitura de Maceió no período de 1971 até 1975, a máquina estadual e municipal a seu favor, fez João Sampaio assumir a liderança das pesquisas durante quase toda campanha. Na verdade, ele perde a eleição no dia do pleito, pela força da boca de urna do candidato Djalma Falcão (PMDB). Dois fatores contribuíram para a sua derrota: Sampaio representava um grupo que estava vinte anos no poder e o espírito de mudanças que nutria o eleitorado.

Nas eleições de 1986, João Sampaio (PFL) foi candidato a deputado estadual, obtendo 8.300 votos, não logrando êxito, ficando como primeiro suplente da sua coligação. Durante aquela legislatura, assumiu por diversas vezes o mandato em virtude do afastamento do deputado Diney Torres (PFL), que se licenciou para tratamento de saúde.

Nas eleições municipais de 1988 em Maceió, João Sampaio foi candidato a vice prefeito na chapa de Guilherme Palmeira (PFL). A chapa Guilherme/João foi vitoriosa naquele pleito com uma votação de 67.830 votos. João Sampaio assumiu mandato de prefeito em 1990, em virtude da renúncia de Guilherme Palmeira, que deixou o comando da Prefeitura da capital, para ser candidato ao Senado  da República nas eleições de outubro daquele ano. João Sampaio também renunciou ao cargo de prefeito de Maceió em dezembro de 1991, pela grave crise financeira que atravessava o município e por problema de saúde. O presidente  da câmera de vereadores, Walter Pitombo Laranjeiras (Toroca), assumiu o mandato de prefeito interinamente até março de 1992. O vereador Pedro Vieira foi eleito pelos seus pares, prefeito de Maceió, para concluir os dez meses restantes da administração da cidade.

         Após o pleito de 1988, João Sampaio deixou a vida pública e atualmente é reitor do Centro Universitário Cesmac.

           

A trajetória política do Major

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            A trajetória de Luiz de Sousa Cavalcante iniciou-se em 1954, quando foi suplente de senador na chapa de Rui Palmeira. A chapa Rui/Luiz foi vitoriosa naquele peito com uma votação de 56.674 votos (26,19%).

        Major Luiz, nas eleições de 1958 foi eleito deputado federal pela Frente Democrática Trabalhista, coligação formada pelos partidos: PSD/PTB/PRP, com uma votação de 5.262 votos, ficando em 9° lugar das nove vagas em disputa.

               Luiz Cavalcante (UDN), nas eleições de 1960 em Alagoas foi candidato a governador tendo como vice Teotônio Vilela (UDN). A chapa Luiz/Teotônio ficou em 1° lugar com 38.915 votos (33,81%). Abraão Moura (PSP) ficou em 2° lugar com 37.213 votos (32,34%), Silvestre Péricles (PDC) em 3° lugar com 31.020 votos (26,95%) e em 4° lugar Ary Pitombo (PTB) com 7.938 votos (6,90%).

            O governador Major Luiz Cavalcante, participou diretamente do movimento político-militar que, em 31 de março de 1964, depôs o presidente João Goulart. Com a extinção dos partidos políticos pelo ato institucional n° 2 (27/10/1965) e a posterior implantação do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (ARENA), agremiação governista.

            Nas eleições de 1966, Major Luiz (ARENA) foi eleito pela segunda vez deputado federal com 10.203 votos, ficando em 4° lugar das nove vagas em disputa.

            Luiz Cavalcante (ARENA), nas eleições de 1970 foi eleito pela primeira vez senador da República. Das duas vagas em disputa, Luiz ficou em 2° lugar com 99.566 votos e Arnon de Melo (ARENA) ficou em 1° lugar com 100.635 votos (31,82%). Naquela eleição estávamos vivendo no período mais duro da ditadura militar, onde o eleitor só votava para deputado estadual, federal e para o Senado. O cargo de governador era nomeado pelo Presidente da República. Emílio Garrastazu Médici, o presidente da época, escolheu Afrânio Lages (ARENA) para o governo do Estado.

            Nas eleições de 1978, Major Luiz (ARENA) foi eleito pela segunda vez Senador da Republica em sublegenda com 117.302 votos (33,76%). José Moura Rocha (MDB) foi o mais votado para o Senado naquela eleição com 157.703 votos (45,30%), porém perdeu a eleição em virtude de que a sublegenda somava os votos dos candidatos do mesmo partido. Luiz Cavalcante (ARENA) foi beneficiado pela sublegenda, já que somou seus votos com os candidatos Rubens Vilar (ARENA) com 51.402 votos (14,80%) e José Sampaio (ARENA) com 21.024 votos (6,05%).

            Major Luiz faleceu em Brasília no dia 30 de setembro de 2002.

O camarada Bomfim

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            A trajetória política de Eduardo Bomfim Gomes Ribeiro iniciou-se nas eleições de 1982, quando foi eleito pelo PMDB deputado estadual com 11.777 votos, ficando em 15° lugar das vinte e quatro vagas em disputa. Bomfim antes de se tornar deputado estadual, foi secretário-geral do diretório central dos estudantes da Ufal em 1971 e 1972, e em 1973 foi eleito presidente do diretório acadêmico da faculdade de Direito. Eduardo Bomfim foi presidente fundador Sociedade Alagoana de Defesa dos Direitos Humanos, entidade que se destacou na campanha da anistia e na defesa de diversas causas populares no final da década de 1970.

            Nas eleições de 1986, Bomfim (PMDB) foi eleito deputado constituinte com 20.978 votos, ficando em 8° lugar das nove vagas em disputa. Assumiu o mandato em fevereiro de 1987, já como membro do Partido Comunista do Brasil (PC do B), do qual se tornou vice-líder. Na Assembleia constituinte, votou a favor de todas as propostas relativas às reivindicações populares e sindicais. Eduardo Bomfim deixou a câmera dos deputados em janeiro de 1991, ao final da legislatura, não tendo concorrido à reeleição em outubro de 1990.

            Eduardo Bomfim (PC do B), nas eleições municipais de 1992, foi eleito vereador por Maceió com 2.279 votos, ficando em 5° lugar das vinte e uma vagas em disputa. Nas eleições de 1996, Bomfim foi candidato a reeleição, não logrando êxito naquele pleito, ficando como primeiro suplente da sua coligação. No período de 97/98 foi presidente da Fundação Cultural de Maceió, na gestão de Kátia Born. Assumiu o mandato de vereador em fevereiro de 1999 na vaga de Regis Cavalcante, que nas eleições de 1998 foi eleito deputado federal.

            Nas eleições municipais de 2000 em Maceió, Bomfim Foi candidato a vice-prefeito na chapa de Paulão (PT). A chapa Paulo/Bomfim obteve uma votação de 49.310 votos, ficando em 3° lugar naquele pleito.

            Eduardo Bomfim (PC do B), nas eleições de 2002, foi candidato ao Senado, obtendo uma votação de 126.023 votos (6,53%), ficando em 3° lugar das duas vagas em disputa. Em 2003, assumiu a Secretaria de Cultura de Alagoas, no Governo Ronaldo Lessa. Em 2004, foi nomeado Secretáio-Executivo do Ministério da Articulação Política, no Governo Lula e nele permaneceu até 2005.

            Nas eleições de 2010, Eduardo Bomfim (PC do B) foi mais uma vez candidato ao Senado da República, obtendo a votação de 138.710 votos (5,51%), ficando em 4° lugar das duas vagas em disputa.

            Depois das eleições de 2010, Bomfim não disputou nenhum pleito eleitoral.

Muniz Falcão – O governador do povo

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A trajetória política de Sebastião Marinho Muniz Falcão iniciou-se nas eleições de 1950, quando foi eleito pelo PST deputado federal com a votação de 3.894 votos, ficando em 8° lugar das nove vagas em disputa.

Na eleição de 1955, Muniz (PSP) foi eleito governador de Alagoas com uma votação de 53.085 votos (51,66%), derrotando Afrânio Lages (UDN), quando obteve 49.669 votos (48,34%) em uma das eleições mais acirradas em Alagoas. Durante o seu governo sofreu um processo de Impeachment.

 

Oposição e impeachment (extraído do livro: Curral da morte do jornalista Jorge Oliveira)

 

Muniz Falcão tinha 22 deputados estaduais oposicionistas, a maior parte ligada à indústria do açúcar. Em seu primeiro ano como governador (1956), tentou colocar em prática medidas que iam frontalmente de encontro aos interesses dos industriais da cana. Segundo Jorge Oliveira, o governo anunciou que:

[…] mexeria nos bolsos de usineiros e grandes empresários, que pouco contribuíram para o desenvolvimento econômico e social do estado. Comunicou a criação de um novo imposto que passou a ser chamado “taxa pró-educação, economia, saúde”: um tributo de 2% sobre a produção de açúcar, álcool, tecidos, fumo e arroz, que seria reinvestido nos programas sociais e educacionais, na tentativa de reduzir os bolsões de pobreza e desigualdade social alarmantes de Alagoas.

 

A reação dos oposicionistas às pretensões de Muniz Falcão veio com um pedido de impeachment do governador, elaborado pelo deputado Oséas Cardoso e protocolado em 9 de fevereiro de 1957. Os cinco pontos da denúncia de Cardoso eram:

 

1. atentato contra o livre funcionamento da Assembleia Legislativa;

2. emprego de ameaças para constranger Juiz de Direito a deixar de exercer seu ofício;

3. emprego de ameaças e violências contra deputados estaduais, a fim de afastá-los da Assembleia e de coagi-los no exercício de seus mandatos;

4. infração de lei federal de Ordem Pública;

5. realização de despesas não autorizadas por lei.

  • Tiroteio

O processo correu contra Muniz Falcão ao longo de seis meses, aumentando a tensão entre oposicionistas e defensores do governador, que prometiam enfrentamento direto no dia do julgamento. Finalmente, tal dia chegou.

Em 13 de setembro, 35 deputados, 13 simpáticos a Falcão e 22 contra, foram para a Assembleia, com o detalhe de que todos estavam armados com revólveres e metralhadoras. Sacos de areia haviam sido colocados no interior da Assembleia para servirem como trincheiras. Em menos de 10 minutos, mais de mil tiros foram disparados. Oito pessoas ficaram feridas. Um parlamentar foi morto, Humberto Mendes, apoiador de Falcão. A votação, evidentemente, não ocorreu.

 

  • Intervenção Federal e conclusão do processo

O tiroteio chocou o país e teve repercussão internacional. O então Presidente da República, Juscelino Kubitschek, teve de fazer uma intervenção federal em Alagoas para garantir que novos confrontos armados não ocorressem. O responsável direto pela intervenção foi o general Morais Âncora. Os deputados da oposição conseguiram, com a proteção do Exército, concluir a votação do impeachment, que destituiu o governador. Entretanto, a votação foi feita sem a presença de nenhum membro da oposição e foi, dias depois, considerada ilegal pelo Supremo Tribunal Federal. Falcão voltou ao poder imediatamente ao governo, sendo depois anistiado definitivamente do processo de impeachment por uma comissão de deputados e desembargadores.

Muniz Falcão (PSP), nas eleições de 1962 foi eleito deputado federal com uma votação de 15.339 votos, ficando em 2° lugar das nove vagas em disputa. A partir de abril de 1963, tornou-se vice-líder da maioria e do PSP na câmera dos deputados, e em maio de 1965 foi eleito vice-líder do bloco parlamentar da maioria.

Em 1965 disputou mais uma vez o Governo do Estado,  onde  foi o mais votado entre os cinco postulantes, porém a sua vitória foi esbarrada na Emenda Constitucional nº 13, promulgada em 8 de abril de 1965, que exigia a maioria absoluta de votos para a homologação do resultado e caberia à Assembleia Legislativa resolver o impasse; contudo, por vinte votos contrários ele foi derrotado. A partir de então, o Estado de Alagoas passou a ser governado por um interventor federal, General João Tubino até o momento em que os deputados estaduais escolhessem o novo Governador, conforme previa o Ato Institucional nº3 que legitimou a eleição indireta de Lamenha Filho para governar o Estado e cuja posse aconteceu em 15 de agosto de 1966.

Muniz falcão faleceu em Recife no dia 14 de julho de 1966.

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