Marcelo Bastos

Em Maceió, o poder eleitoral de Bolsonaro poderá influenciar o pleito de 2020?

  • 05/08/2020 12:30
  • Marcelo Bastos

Nas eleições de 2018 o presidente Jair Bolsonaro foi derrotado em todos os nove Estados do Nordeste para presidente da República. Agora apoiado na popularidade do auxílio emergencial, Bolsonaro hoje tem 61% de aprovação dos maceioenses e esse percentual favorável do presidente poderá contribuir com um dos pré-candidatos a prefeito. 

Dos quatros principais pré-candidatos a prefeito de Maceió, um deles poderá ter o presidente como padrinho político.

JHC é filiado ao PSB que mantém no Congresso Nacional uma oposição ao Governo Federal e consequentemente ele deve seguir a orientação do diretório nacional do partido, ou seja, não terá o apoio do presidente. 

Alfredo Gaspar que no passado teve uma aproximação com o PSL antigo partido do presidente e que tem como principal bandeira a questão da segurança pública, com certeza não estará com o presidente, pois sendo candidato do MDB, certamente não terá esse apoio.

Ronaldo Lessa que representa uma ala da esquerda e que faz oposição sistemática a Bolsonaro não estará no mesmo barco dele.

Davi Davino que representa o PP de Arthur Lira um dos líderes do Centrão e que virou o líder informal do Governo no Congresso, quem sabe não seja ele, o afilhado do presidente.

Antônio Moreira, um usineiro de esquerda.

  • 27/07/2020 12:05
  • Marcelo Bastos

A trajetória política de Antônio Moreira iniciou-se em 1954, quando foi eleito deputado estadual pelo PSD com 1.138 votos, ficando em 30° lugar das trinta e cinco vagas em disputa. 

Antônio Moreira era filho do industrial José Otávio Moreira, proprietário da Usina de Açúcar João de Deus, instalada no município de Capela/Alagoas. Manteve desde a juventude uma relação muito próxima com o Partido Comunista Brasileiro (PCB), inclusive era um dos contribuintes financeiros do partido.

Durante o mandato de deputado estadual, Antônio Moreira foi líder do Governo Muniz Falcão na Casa de Tavares Bastos, com apenas 22 anos de idade.

Nas eleições de 1972, Antônio Moreira foi eleito pelo MDB prefeito de Capela, sua terra natal. Exerceu o mandato entre 1973 e 1977.

Depois das eleições de 1972, Antônio Moreira não voltou a concorrer a cargos eletivos, porém continuou sua militância política, sempre aliado aos partidos de esquerda em Alagoas.

Antônio Moreira faleceu em Maceió no dia 1 de junho de 2007.

A trajetória política do Penedense Freitas Cavalcanti.

  • Redação
  • 17/07/2020 12:03
  • Marcelo Bastos

A trajetória política de Antonio de Freitas Cavalcanti iniciou-se em 1945, quando foi eleito pela UDN deputado constituinte com 3.465 votos, ficando em 4° lugar dentre as nove vagas em disputa. O período era o fim do Estado Novo (1937 a 1945) e o início do processo de redemocratização do país.

Nas eleições de 1950, Freitas Cavalcanti foi reeleito o deputado federal mais votado naquele pleito com 9.896 votos, ainda na legenda da UDN.

Nas eleições de 1954, Freitas Cavalcanti(UDN) foi eleito senador por Alagoas com uma votação de 60.061 votos (27,76%), ficando em 1° lugar dentre as duas vagas em disputa. O segundo colocado foi Rui Palmeira(UDN) com 56.674 votos (26,19%).

Freitas Cavalcanti, renunciou ao mandato de senador da República em 1961, quando o presidente Jânio Quadros o nomeou Ministro do Tribunal de Contas da União(TCU). Sua renúncia causou a efetivação do primeiro suplente Afrânio Lages(UDN). Permaneceu no cargo de Ministro até se aposentar em novembro de 1977.

Freitas Cavalcanti faleceu em Maceió no dia 29 de agosto de 2002.

Eleições atípicas em 2020.

  • Redação
  • 13/07/2020 14:52
  • Marcelo Bastos

As eleições estão por vir e diante da pandemia que estamos vivendo, em virtude do coronavírus, haverá um pleito atípico de todos o já vivenciados.

A tradicional campanha de rua não fará sentido neste momento da covid-19, de modo que os partidos terão que se reinventar nessa eleição para conquista do voto do eleitor.

Da mesma forma, o guia eleitoral que a cada pleito perde a importância, dará às redes sociais, predominância e garantirá a determinação do cenário eleitoral.

Assim, as pesquisas apontam para esse pleito, o número de votos brancos e nulos, como também a abstenção, sendo a maior de todas as eleições que já tivemos. Isso reflete o cansaço do eleitor, diante as velhas promessas não cumpridas dos candidatos a cada eleição. A covid-19 está deixando grande parte do eleitorado receoso em sair de casa e esse fator vai influenciar grandemente na abstenção.

Mesmo com todos esses obstáculos impostos pelo coronavírus, a eleição em Maceió ocorrerão em dois turnos e terão como vencedor a saber: JHC, Alfredo Gaspar ou Ronaldo Lessa.

Marcelo Lavenére um grande amigo que luta pela vida.

  • Redação
  • 06/07/2020 12:00
  • Marcelo Bastos

A minha amizade com Marcelo Lavenére começou em 1986, quando ele foi candidato a deputado estadual pelo PMDB e eu fazia parte do movimento estudantil e apostei nele como meu candidato a deputado estadual pela história de retidão de caráter dele.

A minha amizade se estreitou tanto com Marcelo Lavenére nas eleições de 1986, que me tornei um dos coordenadores da sua campanha e percorrermos mais de 60 cidades de Alagoas em busca do voto do eleitor consciente.

Nas eleições de 1986 ele teve uma excelente votação, porém a escolha equivocada do partido para disputar o pleito fez ele perder a eleição.

Depois daquele pleito não concorreu mais a nenhum cargo eletivo.

Marcelo Lavenére é um homem de luta e do bom combate. Foi presidente da Associação dos Professores da Ufal, procurador aposentado e presidente da OAB/Alagoas.

Marcelo Lavenére atingiu o ápice na sua história junto a OAB, quando se tornou presidente nacional da entidade e ele foi um dos responsáveis como representante da entidade do encaminhamento do impeachment do presidente Collor.

Hoje nosso amigo Marcelo Lavenére está lutando pela vida e é vítima do covid-19. Estou em orações por esse guerreiro de bem e do bem chamado Marcelo Lavenére.

Pedro Vieira - o senhor das praças.

  • Redação
  • 30/06/2020 12:03
  • Marcelo Bastos

A trajetória política de Pedro Vieira da Silva iniciou-se em 1988, quando foi candidato a vereador por Maceió pelo PSDB com 1.428 votos, ficando como segundo suplente da sua coligação. Durante aquela legislatura, ele se manteve vereador em virtude de ter substituído o vereador Claudio Farias, que teve de se afastar do mandato para assumir a secretaria estadual do Trabalho.

No governo de Geraldo Bulhões (1991 a 1994), Pedro Viera foi secretário da educação no período de 15 de março de 1991 a 14 de fevereiro de 1992.

Nas eleições de 1988, o prefeito eleito de Maceió foi Guilherme Palmeira, que deixou o comando da prefeitura em 1990, para ser candidato ao senado da República nas eleições de outubro daquele ano. João Sampaio na condição de vice-prefeito, assume o comando da capital e em dezembro de 1991, renunciou ao cargo de prefeito em virtude da grave crise financeira que atravessava o município e por problema de saúde. O presidente da câmara municipal de vereadores, Walter Pitombo Laranjeiras (Toroca), assumiu o mandato interinamente até março de 1992. O vereador Pedro Vieira, foi eleito pelos seus pares, prefeito de Maceió, para concluir os nove meses restantes da administração da cidade. Sua gestão ficou marcada pelo prefeito que cercou as praças de Maceió.

Pedro Vieira, nas eleições de 1994 foi candidato pelo PSC ao Governo de Alagoas, ficando em 2° lugar com uma votação de 62.248 votos (9,97%). O principal fator para a inexpressiva votação naquela eleição, foi o profundo desgaste do governo de Geraldo Bulhões, que era seu padrinho político. Talvez, a decisão de Pedro em ser candidato naquele pleito tenha sido o seu maior erro político de toda a sua trajetória.

Nas eleições de 1996, Pedro Vieira foi candidato pelo PMN a prefeito de Maceió com uma votação de 20.416 votos (9,34%), ficando em 4° lugar naquele pleito. Começou em primeiro lugar nas pesquisas e ao longo do processo eleitoral foi perdendo fôlego. Quatros fatores foram determinantes para sua derrota:  sua imagem ainda vinculado ao governo de Geraldo Bulhões, sem grupo político, a polarização das candidatas Kátia e Heloísa e crescimento da candidatura de Albérico Cordeiro.

Depois das eleições de 1996, Pedro Vieira não voltou a concorrer a cargos eletivos e atualmente é diretor da construtora Fortex Engenharia e professor da Universidade Federal de Alagoas.

Hélio Lopes- a longevidade de um ilustre Penedense.

  • Redação
  • 22/06/2020 13:13
  • Marcelo Bastos

A trajetória política de Hélio Nogueira Lopes iniciou-se em 1956, quando foi eleito prefeito de Penedo, sua terra natal, pela UDN. Ainda foi Diretor Médico e Provedor da Santa Casa da sua cidade.

No primeiro governo de Divaldo Suruagy de (1975 a 1978), Hélio Lopes foi secretário da saúde. Sua gestão foi marcada pela lisura com que tratava os recursos públicos.

Nas eleições de 1978, Hélio Lopes alçoou voos mais altos e foi eleito pela primeira vez deputado estadual pela ARENA, com 9.893 votos, ficando em 10° lugar dentre as vinte e uma vagas em disputa.

 Hélio Lopes foi reeleito para deputado estadual, na eleição de 1982 pelo PDS, com 11.456 votos, ficando em 16° lugar dentre as vinte quatro vagas em disputa.

Nas eleições de 1986, Hélio Lopes(PFL) foi candidato pela terceira vez para deputado estadual, obtendo 8.018 votos, não logrando êxito naquele pleito. Durante aquela legislatura, ele se manteve deputado em virtude de ter substituído outros deputados, que tiveram de se afastar do mandato por motivos diversos.

Após o término do seu terceiro mandato de deputado estadual, Hélio Lopes não voltou mais a concorrer a cargos eletivos e no Governo de Geraldo Bulhões, foi nomeado Presidente do Lifal.

Hélio Lopes faleceu em Maceió no dia 17 de maio de 2020 com 97 anos.

Quem será o próximo prefeito de Maceió?

  • Redação
  • 15/06/2020 12:12
  • Marcelo Bastos

Estamos vivendo um momento sério com a pandemia do covid-19 e em virtude disso, quase não se comenta sobre as eleições municipais de 2020. A capital alagoana representa 30% do eleitorado de Alagoas. E a pergunta que não quer calar, quem será o futuro prefeito da de Maceió?

As convenções partidárias serão virtuais no período de 20 de julho a 5 de agosto. As eleições estão marcadas para 4 de outubro e que poderá ser prorrogada até dezembro de 2020.

Maceió é o maior colégio eleitoral do Estado, e a vitória de quem for eleito nesse pleito, é determinante para as eleições de 2022.

Se nada de anormal acontecer nas eleições de 2020, para prefeito da capital, pode anotar aí eleitor, que, JHC, Alfredo Gaspar ou Ronaldo Lessa será o futuro prefeito de Maceió.

Depois do pleito se o resultado for diferente dos nomes que foram listados, pode cobrar desse bloguista.

Regis Cavalcante - doze disputas e apenas duas vitórias.

  • Redação
  • 08/06/2020 12:31
  • Marcelo Bastos

A trajetória política de José Regis Barros Cavalcante iniciou-se em 1994, quando foi candidato pelo PPS a o senado da república obtendo 111.236 votos (11,32%), ficando em 4° lugar dentre as 2 vagas em disputa.

Regis Cavalcante, nas eleições de 1996, foi eleito pelo PPS a vereador por Maceió com 2.199 votos, ficando em 19° lugar dentre as vinte e uma vagas em disputa.

Nas eleições de 1998, Regis Cavalcante alçoou voos mais altos e foi eleito deputado federal pelo PPS, com 25.525 votos, ficando em 9° lugar dentre as nove vagas em disputa.

Regis Cavalcante, foi candidato a prefeito de Maceió nas eleições de 2000. Foi o segundo colocado com uma votação de 107.560 votos (38,74%). Apesar do apoio no segundo turno da senadora Heloísa Helena e um maior envolvimento do senador Renan Calheiros, não foram suficientes para alavancar a candidatura de Regis.

Nas eleições de 2002, Regis Cavalcante foi candidato a reeleição para deputado federal obtendo 32.031 votos, não conseguindo êxito naquele pleito, deixando a câmara federal em janeiro de 2003.

Regis Cavalcante, foi candidato mais uma vez a prefeito de Maceió nas eleições de 2004. Foi o quarto colocado com uma votação de 31.874 votos (9,43%). Regis não conseguiu atrair outros partidos de esquerda para a sua coligação e com um tempo limitado no guia eleitoral, ainda assim, foi razoável o seu desempenho.

Nas eleições de 2006, Regis Cavalcante foi candidato pela terceira vez a câmara federal obtendo 14.075 votos, não conseguindo êxito naquele pleito.

Nas eleições de 2008, Regis Cavalcante foi candidato a vice-prefeito na chapa de Solange Jurema. A chapa Solange/Regis teve um desempenho sofrível naquela eleição com uma votação de 23.813 votos (6%), ficando em 3 lugar.

Regis Cavalcante, na eleição de 2010 foi candidato pela primeira vez e única a deputado estadual obtendo 7.406 votos, não conseguindo êxito naquela disputa eleitoral.

Nas eleições de 2016, Regis foi candidato pela segunda vez a vereador por Maceió com 2.169 votos, em que não foram suficientes para retornar a Casa de Mario Guimarães.

Regis Cavalcante ainda foi por mais duas vezes candidato para deputado federal e nas duas eleições em disputa, não obteve êxito. Na eleição de 2014 com 13.986 votos e na eleição de 2018 com 11.134 votos.

Regis atualmente é presidente regional do partido Cidadania e é professor da Universidade Federal de Alagoas.

Coronavírus - Veja os números em Alagoas e tire suas conclusões:

  • Redação
  • 04/06/2020 14:19
  • Marcelo Bastos

População de Alagoas: 3.322.000

Boletim Covid-19 03/06/2020 - Oficial

12.407 casos confirmados

  1.623 casos suspeitos

  7.339 casos recuperados

      506 óbitos

Veja o boletim em termos percentuais:

Casos confirmados 0,37%

Casos suspeitos       0,04%

Casos recuperados 0,22%

Óbitos                       0,015%

Casos confirmados   -   Casos recuperados

12.407  -  7.339 = 5.068

Temos em Alagoas até 03/06/2020 o total de 5.068 infectados que representa em termos percentuais 0,15%.

Observação: De acordo com uma pesquisa realizada em Alagoas pelo Ibope, o número de infectados poderá ser 7 vezes mais em relação ao número oficial, onde isso representaria 86.849 infectados, que em termos percentuais representa 2,6%. Se você considerasse que tivéssemos 7 vezes mais o número de recuperados teríamos 51.373 casos recuperados que em termos percentuais representa 1.5%.

Casos confirmados   -   Casos recuperados

86.849  -  51.373 = 35.476

 

Casos de infectados se considerarmos a pesquisa:

35.476 que representa 1.06%

 

Diante dos dados oficiais e dos dados segundo a pesquisa do Ibope, será que ainda é necessário o isolamento social?

Estudo elaborado pelo analista político Marcelo Bastos.

Marcelo Bastos – 54 anos na estrada.

  • Redação
  • 01/06/2020 12:07
  • Marcelo Bastos

     Parece que foi ontem que comecei a dar os primeiros passos até chegar em Maceió. Oriundo da pequena cidade de Capela, no interior das Alagoas, em 1977, para enfrentar o desafio da capital, como também vieram as incertezas e muito medo. Aqui cheguei, cravei há minha bandeira e aqui estou há 43 anos.

     Nessa cidade, que é a minha grande paixão, carregado de sonhos e esperanças, construí a minha história, tive grandes conquistas e tantas e dificuldades muitas.

     No colégio Guido estudei do ensino fundamental ao ensino médio e foi por intermédio dos ensinamentos do meu grande mestre, padre Teófanes, que aprendi a ser solidário com a dor do outro.

     Meus estudos acadêmicos aconteceram na Ufal e no Cesmac, quando tive oportunidade de desenvolver uma vida política muito rica com a luta   pela anistia, pelas diretas já e tantos outros temas relevantes.

     Aprendi muito com a experiência de professor em instituições como, colégio Guido, Madalena Sofia, Montessori, Sacramento, São José, Albert Einstein, Ângulo e do pré-vestibular Visão.

     Foi necessário desenvolver um comportamento ousado para enfrentar os desafios de construir um sonho que foi o Marcelo Cursos e, diga-se de passagem, com recursos financeiros bastante limitados e resistência de toda ordem. Em seguida, veio o colégio Pontual, e assim segue nossa história.

     Nossa Maceió apaixonante, casei, descasei e casei outras vezes, tenho duas lindas filhas, e construí grandes amizades, tive muitos acertos e erros. Numa visão geral dessa história, há conforto da certeza de um aprendiz inquieto que tanto ousou e que continua com o espirito empreendedor de fazer a diferença nesse mundo tão desigual e conturbado.

     No próximo 4 de junho celebro a minha vida com a consciência de que não estou aqui a passeio e que sonhar vale a pena.

Três ex-alunos e três bons candidatos.

  • Redação
  • 18/05/2020 12:09
  • Marcelo Bastos

As eleições de 2020 estão por vir e observando os pré-candidatos a vereadores de Maceió, verifiquei que três ex-alunos meus, sairão candidatos nesse pleito. Três jovens de bem e do bem.

Othoniel Pinheiro foi meu aluno no colégio Sacramento e era um gentleman e hoje fico feliz pelo seu sucesso profissional que alcançou. Othoniel é doutor em Direito pela UFBA, professor universitário de Direito Constitucional, Defensor Público e escritor com livros publicados. Tenho muito orgulho de ter sido seu professor. Othoniel marca sua trajetória profissional pelos que são menos assistidos pelo poder público, pela ética e pelo o respeito aos princípios constitucionais.

Eduardo Tavares Júnior foi meu aluno no colégio Guido e era um aluno inquieto e ousado, talvez essas duas características suas ajudaram alcançar voos mais altos. Eduardo hoje é formado em Direito e Economia, professor universitário, pós-graduado em Ciências Criminais e a 14 anos é policial federal.

Marcelo Lima foi nosso aluno no Marcelo Cursos e desde aquela época que sua marca registrada era ajudar ao próximo e em cima desse propósito construiu a sua carreira profissional. Marcelo é advogado, professor universitário, pós-graduado em direito processual, docência do ensino superior e gestão pública. Mais o que faz a diferença hoje na vida do Marcelo Lima, é ser responsável pela comunicação do INSS em Alagoas.

Opções com qualidade nas eleições para vereador em Maceió para o pleito de 2020, a gente tem, se você escolher errado caro eleitor, depois não pode reclamar.

Medeiros Neto – um padre que virou político

  • Redação
  • 14/05/2020 13:21
  • Marcelo Bastos

 

                A trajetória política de Luiz Meneses Medeiros Neto iniciou-se em 1945, quando foi eleito deputado constituinte pelo PSD com 5.278 votos, ficando em 2° lugar dentre as nove vagas em disputa. Na Assembleia Nacional Constituinte concentrou sua atuação na busca de soluções para os problemas regionais de Alagoas, no combate ao comunismo e ao divórcio, foi ainda contra a transferência da capital federal para o interior do Brasil. Após a promulgação da Carta Magna em 18 de setembro de 1946, Medeiros Neto foi líder de sua bancada e integrou a Comissão Especial da Bacia do São Francisco, da qual foi vice-presidente, e a Comissão Permanente do Serviço Público Civil da Câmara.

         Medeiros Neto ainda foi eleito por mais cinco vezes para deputado federal, na eleição de 1950 foi eleito pelo PSD, com 5.047 votos, ficando em 6° lugar dentre as nove vagas em disputa. Na eleição de 1954 foi eleito mais uma vez pelo PSD, com 7.444 votos, ficando em 6° lugar. Na eleição de 1958 foi eleito com 7810 votos, ficando em 4° lugar.

         Na eleição de 1962, Medeiros Neto foi eleito pela quinta vez consecutiva como deputado federal pelo PSD, com 6.214 votos, ficando em 7° lugar dentre as nove vagas em disputa. Após o Golpe Militar de 31 de março de 1964, com a extinção dos partidos políticos pelo ato institucional n° 2 (27/10/1965) e a consequente implantação do bipartidarismo, filiou-se à aliança Renovadora Nacional (ARENA), partido de sustentação do Regime Militar.

         Medeiros Neto conquistou seu sexto mandato nas eleições de 1966, quando foi eleito pela ARENA, com 8.206 votos, conquistando o 8° lugar na disputa.

         Nas eleições de 1970, Medeiros Neto foi eleito pela ARENA suplente de senador na chapa de Luiz Cavalcante. A chapa Luiz/Medeiros foi vitoriosa naquele pleito com uma votação de 99.566 votos (31,49%), ficando em 2° lugar dentre as duas vagas em disputa.

         Medeiros Neto ainda foi professor catedrático do Instituto da Educação de Maceió, pertenceu ao Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, à Associação Alagoana de Imprensa e à Academia Alagoana de Letras.

         Faleceu em Maceió no dia 9 de novembro de 1992.

Geraldo Melo – um capelense que virou governador

  • Redação
  • 07/05/2020 12:24
  • Marcelo Bastos

 

A trajetória política de Geraldo Medeiros de Melo iniciou-se em 1961, quando foi eleito vereador de Capela, sua terra natal, pelo PTN.

Geraldo Melo, foi eleito prefeito de Capela nas eleições de 1966 pela ARENA, exercendo o mandato entre 1967 e 1970.

Nas eleições de 1970, Geraldo Melo alçoou voos mais altos e foi eleito pela primeira vez deputado estadual pela ARENA, com 6.012 votos, ficando em 5° lugar dentre as quinze vagas em disputa.

 Geraldo Melo ainda foi reeleito para deputado estadual, na eleição de 1974 pela ARENA, com 7.807 votos, ficando em 8° lugar dentre as dezoitos vagas em disputa. Naquela legislatura foi eleito presidente da Casa de Tavares Bastos para o biênio 1977/1978.

Nas eleições de novembro de 1978, o governador Divaldo Suruagy se afastou do cargo para concorrer a deputado federal. Como o vice-governador Antônio Gomes de Barros havia falecido em 1975, o cargo de governador foi ocupado, em 14 de agosto de 1978, por Ernande Lopes Dorvillé, presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas. Um mês depois, Geraldo Melo foi eleito governador por seus pares da Assembleia Legislativa. Permaneceu à frente do Executivo alagoano até 15 de março de 1979, quando passou o governo para Guilherme Palmeira.

Após o término de seu mantado de governador de Alagoas, Geraldo Melo não voltou mais a concorrer a cargos eletivos, passando a se dedicar às atividades agropecuárias.

Foi ainda diretor comercial da Cooperativa Agropecuária e de Plantadores de Cana de Capela.

Geraldo Melo faleceu na rodovia AL-101 em 5 de novembro de 1999, vítima de acidente automobilístico.

 

Guilherme Palmeira - A trajetória de um político sem mácula

  • Redação
  • 04/05/2020 10:21
  • Marcelo Bastos
Divulgação
Guilherme Palmeira

Em outubro do ano passado esse blog fez um texto sobre a trajetória do ex governador e ex senador Guilherme Palmeira . Hoje , após a notícia de sua morte , reeditamos esse texto

Guilherme Palmeira - Um político sem máculas 

A trajetória política de Guilherme Gracindo Soares Palmeira, começou na eleição de 1966, quando foi eleito deputado estadual pela Arena com 2.354 votos, ficando em 20º lugar das 35 vagas em disputa. Ainda foi eleito por dois mandatos para deputado estadual nas eleições de 1970, com 5.125 votos, ficando em 12º lugar das quinze vagas em disputa e nas eleições de 1974, com 11.551 votos, ficando em 4º lugar das dezoito vagas disponíveis. Quando exercia seu terceiro mandato de deputado estadual, licenciou-se para ocupar a Secretaria de Indústria e Comércio no primeiro governo de Divaldo Suruagy.

            Com o objetivo de manter o controle dos governos estaduais e manter a ampla maioria no Congresso Nacional, o presidente Ernesto Geisel lança em 1977 o “Pacote de Abril”, mantendo as eleições indiretas para governador de Estado e com o intuito de segurar a maioria no Congresso Nacional, criou a figura do “Senador Biônico”. Os governadores e senadores biônicos foram escolhidos por um processo indireto através de colégios eleitorais nos Estados. Guilherme Palmeira (Arena) foi escolhido em 1º de setembro de 1978 para governador do Estado e Teobaldo Barbosa, vice-governador através de um colégio eleitoral, com uma votação de 162 votos. Arnon de Mello (Arena) foi escolhido senador biônico com uma votação de 159 votos, tendo como seu suplente o industrial Carlos Lyra (Arena). Guilherme Palmeira buscando acomodar as correntes arenistas, em especial aquela liderada pelo senador Arnon de Mello, nomeou o filho de Arnon, Fernando Collor como prefeito de Maceió.

Nas eleições de 1982, Guilherme Palmeira (PDS) foi eleito senador pela situação, com uma votação de 259.581 votos (56,17%). Pela oposição, o candidato foi José Moura Rocha (PMDB) com uma votação de 202.573 votos (43,83%), não obtendo êxito naquele pleito. Os fatores determinantes da vitória de Guilherme foram, ter ao seu alcance a máquina do governo federal, estadual e também por ter a ampla maioria das prefeituras a seu favor; além de estar protegido por uma miríade de casuísmo, como por exemplo o voto vinculado.

Guilherme Palmeira foi candidato pela segunda vez ao governo de Alagoas nas eleições de 1986. Seu principal adversário foi Fernando Collor de Mello, tendo este sido vitorioso. Collor (PMDB) foi eleito governador com 400.246 votos (52,83%) e Guilherme (PFL) foi o segundo colocado com 327.232 votos (43,20%). Dois fatores foram primordiais para a derrota de Guilherme: seu grupo político não tinha mais a mesma hegemonia das eleições de 1982 e seu nome não fazia parte do consenso do seu grupo político para ser candidato ao governo. A discordância era tão marcante que o governador José Tavares, seu correligionário, não apoiou a sua candidatura, ficando de magistrado naquele processo.

Derrotado em 1986 por seu opositor Fernando Collor, na disputa pelo governo do Estado; Guilherme foi candidato a prefeito de Maceió nas eleições de 1988. Partiu para o “tudo ou nada” que resultaria em ganhar a prefeitura e recuperar seu prestígio político abalado com a recente derrota ou perder e acelerar uma queda política que começou com a decadência do PFL conjuntamente com a ascendência do PMDB. Desta vez Guilherme concorreu e saiu vitorioso, obtendo 67.830 votos, em uma disputa acirrada com Renan Calheiros (60.985 votos). Em 1990 renunciou ao mandato de prefeito para concorrer pela segunda vez a uma vaga ao senado da República. Seu vice João Sampaio assume a prefeitura de Maceió.

Guilherme Palmeira (PFL), nas eleições de 1990 foi eleito pela segunda vez Senador da República, com uma votação de 424.480 votos (65,97%). Os fatores que determinaram a vitória tranquila de Guilherme, foram a ausência de um concorrente à altura, o uso da máquina do governo e a composição da ampla maioria dos prefeitos, deputados federais e estaduais na sua campanha.

Nas eleições de 1994, Guilherme Palmeira (PFL) foi o escolhido para ser vice-presidente na chapa de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). No dia 2 de agosto de 1994 surgiram denúncias de esquema de corrupção com envolvimento de empreiteiras contra Guilherme Palmeira, porém nunca foram  comprovadas. Guilherme resolveu renunciar à sua candidatura de vice-presidente para não prejudicar o candidato Fernando Henrique Cardoso. Marco Maciel (PFL) passou a ser o vice.

Nas eleições de 1998, Guilherme Palmeira (PFL) foi candidato pela terceira vez ao senado da República, não obtendo êxito naquele pleito, vindo a ficar em segundo lugar, com 247.352 votos (14,87%). A grande vitoriosa para o senado foi Heloísa Helena (PT) com 374.931 votos (22,54%). O fator determinante para a derrota de Guilherme foi o declínio do grupo político a qual o mesmo pertencia. Após o revés da eleição de 1998, Guilherme Palmeira foi indicado Ministro do Tribunal de Contas da União, vindo a se aposentar em 2008.

Ao longo de sua longa trajetória, Guilherme Palmeira foi um político sem mácula, coisa rara nos dias de hoje.

O popular Sandoval Caju

  • Redação
  • 30/04/2020 12:00
  • Marcelo Bastos

         Sandoval Ferreira Caju, nascido na cidade de Bonito de Santa Fé, Paraíba, era alguém de grande presença de espírito que, em pouco tempo, tornou-se um dos mais populares radialistas da rádio Tabajara do seu estado. Em uma rápida estada que esteve em Alagoas, para visitar seu irmão que cursava Direito em Maceió, Sandoval encantou-se e aí resolveu radicasse, onde permaneceu por longos 47 anos.

         Começou a sua carreira de radialista em Alagoas pela Rádio Difusora, na qual comandou vários programas de auditório, como Palito de Fósforo e Tribuna do Povo. Esses programas eram de grande apelo popular, o que favoreceu grandemente o seu ingresso com sucesso na carreira política.

         Nas eleições de 3 de outubro de 1960, Sandoval Caju foi eleito prefeito de Maceió, vencendo em todas as 223 urnas, tendo por concorrentes naquela ocasião: Jorge Quintela, Joaquim Leão e Cleto Marques Luz.

         Nenhum dos vereadores eleitos no pleito de 1960, apoiaram Sandoval Caju na sua consagradora vitória, o que causou a Sandoval muitas dificuldades no seu relacionamento com a Câmara de Vereadores, chegando a resultar em um processo de Impeachment, liderado pelo vereador Domício Falcão. Como Sandoval tinha grande respaldo junto ao eleitorado que o consagrou nas urnas, o processo de Impeachment foi terminantemente abortado.

         A gestão de Sandoval Caju foi destacada pela construção e recuperação de praças, o que resultou em 36 praças construídas e 22 recuperadas. A marca registrada das praças era o “S” de Sandoval, porém ele jurava a época que o “S” era simplesmente uma referência à Cidade Sorriso.

“No início de 1964, quando começaram as especulações sobre os possíveis nomes que se envolveriam na disputa do governo de Alagoas em 1965, Sandoval Caju despontou entre os mais comentados. Em seu livro O Conversador, Sandoval admite que essa possibilidade foi difundida tão amplamente, que não se podia “mais deter as manifestações de apoio espontâneo vindas de toda parte, – desde o homem-da-rua da cidade aos próceres políticos interioranos”.

Segundo avaliou Sandoval, foi esta possível candidatura que incomodou o governador Luiz Cavalcante e seu grupo político, que pretendiam controlar a sucessão do governador em 1965, passaram então a “maquinar um meio” de afastar o prefeito da capital da disputa.

Isso somente foi possível com o golpe civil-militar de abril de 1964. Sandoval Caju foi cassado e deixou a Prefeitura no dia 8 de abril daquele ano. Seus direitos políticos somente forma restabelecidos em janeiro de 1979.” Extraído de História de Alagoas.

         Com a cassação do mandato do prefeito Sandoval Caju, o vice, Vinícius Cansanção, assumiu a prefeitura de Maceió e permaneceu no cargo até 1966.

         Nas eleições de 1985, Sandoval Caju foi mais uma vez candidato a prefeito de Maceió, ficando em 4° lugar com uma votação de 2.009 votos (1,48%), cuja a campanha não mais condizia com a realidade dos novos tempos, o que a fez praticamente despercebida.

         Sandoval Caju faleceu em Maceió no dia 23 de maio de 1994.

Sergio Moro tinha dois objetivos no governo Bolsonaro.

  • Redação
  • 26/04/2020 13:17
  • Marcelo Bastos

O ex-juiz Sérgio Moro, ao ocupar o cargo de ministro da justiça e segurança, tinha dois reais objetivos: no primeiro momento, ser indicado a ministro do STF, no lugar do decano Celso de Melo, e, se o cenário lhe fosse favorável, ser candidato a  Presidente do Brasil.

Seu comportamento durante o período em que foi ministro deixou isso muito claro. Quando o Presidente da República Jair Bolsonaro começou a afirmar que o STF precisava de um ministro evangélico, uma luz vermelha acendeu para Moro, ou seja, ele estava sendo fritado, como o foram Gustavo Bibiano e Magno Malta, entre outros.

Ao perceber Moro que o seu sonho de  ser ministro do STF estava fora da pauta, só lhe restou um caminho, ou seja, a candidatura a Presidente da República em 2022. Diante de um cenário de muito desgaste para o presidente Bolsonaro, Moro fez a leitura de que seria muito oportuno pular do barco e ser a grande alternativa nas eleições de 2022 para presidente do Brasil, acreditando ele que, até o final do governo, Bolsonaro estará agonizando em plena UTI. Pensar diferentemente disso é acreditar em Papai Noel.

Ronaldo Lessa – só não foi senador.

  • Redação
  • 24/04/2020 12:49
  • Marcelo Bastos

A trajetória política de Ronaldo Augusto Lessa Santos iniciou-se 1982, quando foi eleito pelo PMDB a deputado estadual com 10.484 votos, ficando em 20° lugar dentre as vinte e quatro vagas em disputa.

Nas eleições de 1986, Ronaldo Lessa (PSB) foi candidato ao governo de Alagoas. Foi o terceiro colocado com uma votação de 30.073 votos (3,97%). Ronaldo foi candidato da Frente Popular que representava os dissidentes do PMDB, onde a maioria se filiou ao PSB, PDT, PCB e ao PT. Apesar de uma votação insignificante que obteve, criou a partir daquela eleição, uma nova alternativa de poder. A coerência de Lessa de não se aliar a Fernando Collor (colorir) fez nas eleições seguintes seu crescimento político.

Ronaldo Lessa, na eleição de 1988 foi eleito vereador por Maceió com 1.404 votos, ficando em 15° lugar dentre as vinte e uma vagas em disputa.

Nas eleições de 1990, Ronaldo Lessa (PSB) foi candidato pela segunda vez a deputado estadual, obtendo 1.933 votos, não logrando êxito. Ficou na 3ª suplência da sua coligação.

Ronaldo Lessa, na eleição de 1992 foi eleito no segundo turno prefeito de Maceió com uma votação de 97.770 votos. Três fatores foram decisivos para a sua consagradora vitória: o sentimento de oposição que nutria o eleitorado de Maceió, o candidato que incorporou o anti-collor e a união de toda a oposição.

Nas eleições de 1998, Ronaldo Lessa (PSB) foi eleito no primeiro turno governador de Alagoas, com uma votação de 387.021 votos (58,09%). Lessa, naquela eleição conseguiu reunir toda a oposição e além disso tinha uma imagem muito positiva da sua gestão à frente de prefeitura de Maceió. A situação financeira difícil do Estado e a fragilidade do candidato da situação Manoel Gomes de Barros, facilitaram a sua vitória.

Ronaldo Lessa, na eleição de 2002 foi reeleito governador de Alagoas, com uma votação de 553.035 votos (52,93%). Três fatores foram importantes para a sua vitória: a avaliação positiva da primeira gestão, a estrutura da máquina do município de Maceió e do Estado a seu favor e o voto anti-collor.

Na eleição de 2006, Ronaldo Lessa passou toda a campanha sub judice, situação essa que foi determinante para sua derrota, já que durante toda a campanha, seus adversários geraram movimentos direcionados a afirmar a ideia de que os votos a ele direcionados seriam nulos. Apesar de todos os artifícios usados para derrotá-lo, ele perdeu a eleição para Fernando Collor com uma pequena diferença de 3,96%.

Na campanha de 2010, Ronaldo Lessa foi candidato ao governo sob a promessa de ter uma campanha com muitos recursos e da participação ativa da candidata a Presidenta Dilma e do Presidente Lula. As promessas não foram concretizadas e a campanha prosseguiu com mínimos recursos, enquanto que seu adversário Teotônio Vilela Filho fez uma campanha milionária e ainda teve a seu favor a máquina do Estado (Campanha do milhão contra o tostão). Apesar de todas as adversidades, Ronaldo perdeu aquela eleição com uma diferença de apenas 5,48%.

Na eleição de 2012, Lessa, mais uma vez, passou a eleição inteira sub judice, e faltando exatamente três dias para a eleição, o registro de sua candidatura foi negado por unanimidade no pleno do Tribunal Superior Eleitoral, consequentemente levando seu então adversário principal, Rui Palmeira, a ganhar a eleição praticamente sem disputa.

Na eleição de 2014, depois de tantos baques sofridos em eleições passadas, ele decidiu não alçar voos mais altos e resolveu ser candidato a Deputado Federal. Apesar de ter sido uma campanha com poucos recursos, ele foi eleito em 5º lugar, com uma votação de 88.125 votos.

Na eleição de 2018, as pesquisas apontavam Ronaldo Lessa como um dos mais fortes candidatos ao Senado da República, contudo, o mesmo não fez a leitura do momento político, não teve a ousadia de outrora, e deixou passar uma grande oportunidade de ser Senador por Alagoas; foi candidato a reeleição para Deputado Federal e cometeu um equívoco na aliança que fez, amargando assim uma derrota que o deixou na 1ª suplência para Deputado Federal, com 55.474 votos.

O eleitorado de Maceió tem opções diferentes para vereador.

  • Redação
  • 20/04/2020 12:13
  • Marcelo Bastos

O calendário das eleições de 2020 se aproxima e será que teremos os mesmos na Câmara de Vereadores, ou seja, será que não vamos renovar o quadro?

Estava olhando os pré-candidados e observei que temos uma lista de bons candidatos para a casa de Mário Guimarães.

Israel Lessa fez um grande trabalho na Superintendência do Trabalho e na Desenvolve e é merecedor do voto do povo de Maceió.

Fabio Palmeira um jovem de bem e do bem. Fez um grande trabalho no Parque Municipal de Maceió e hoje está resgatando histórias interessantes sobre Maceió: Como o pintinho amarelo do Tabuleiro e menino mijão da Praça Sinimbu.

         Flavio Gomes de Barros é jornalista e procurador do Estado. Esse despensa comentário pela sua seriedade como sempre tratou a coisa pública.

Vinícius Palmeira foi durante sete anos Presidente da Fundação Cultural de Maceió e, sem sombra de dúvidas, foi o maior gestor daquela Fundação.

Esses nomes são alguns de referência e qualidade que o eleitor pode escolher para ser o seu representante na Câmara de Vereadores de Maceió.

Como calcular o quociente eleitoral depois da reforma

  • Redação
  • 15/04/2020 16:05
  • Marcelo Bastos

 (ENTENDA COMO É FEITO O CÁLCULO PARA ELEIÇÃO)

O cálculo é feito apenas com os votos válidos, ou seja, não considera nem os votos brancos nem nulos.

O exemplo a seguir pode ser para qualquer eleição proporcional (vereador, deputado estadual e deputado federal).

Exemplo para deputado federal em Alagoas: Total de vagas 9. Vamos considerar que exista 4 partidos disputando as vagas: PARTIDO 1, PARTIDO 2, PARTIDO 3, PARTIDO 4.

Total de votos válidos: 123.000

PARTIDO 1 = 23.000 votos

PARTIDO 2 = 37.000 votos

PARTIDO 3 = 50.500 votos

PARTIDO 4 = 12.500 votos

 

123.000 (votos válidos) dividido por 9 (número de vagas) =  13.665   (quociente eleitoral)

23.000 (PARTIDO 1) dividido por 13.665 (QUOCIENTE ELEITORAL) = 1,6 → este partido já garantiu 1 vaga na primeira fase

37.000 (PARTIDO 2) dividido por 13.665 (QUOCIENTE ELEITORAL) = 2,7 → esse partido já garantiu 2 vagas na primeira fase

50.500 (PARTIDO 3) dividido por 13.665 (QUOCIENTE ELEITORAL) =  3,7 → este partido já garantiu 3 vagas na primeira fase

12.500 (PARTIDO 4) dividido por 13.665 (QUOCIENTE ELEITORAL) = 0,9 → este partido não atingiu o quociente eleitoral

Observação 1:   Como na primeira fase foram preenchidas 6 vagas, ainda restam 3 vagas para serem preenchidas.

Observação 2:   No cálculo das sobras, divide-se o número de votos do partido por todos os partidos, mesmo os que não atingiram o quociente eleitoral mais o número 1.

Segunda fase para o preenchimento das vagas ainda em aberto. Primeira vaga em aberto:

23.000 (PARTIDO 1) dividido por 2 = 11.500

37.000 (PARTIDO 2) dividido por 3 = 12.333

50.500 (PARTIDO 3) dividido por 4 = 12.625

12.500 (PARTIDO 4) dividido por 1 = 12.500

Observação: A primeira vaga em aberto será preenchida pelo partido que obteve 50.500 votos: PARTIDO 3.

“Simulação elaborada pelo analista político Marcelo Bastos”

Terceira fase para o preenchimento das vagas ainda em aberto. Segunda vaga em aberto:

23.000 (PARTIDO 1) dividido por 2 = 11.500

37.000 (PARTIDO 2) dividido por 3 = 12.333

50.500 (PARTIDO 3) dividido por 5 = 10.100

12.500 (PARTIDO 4) dividido por 1 = 12.500

Observação: A segunda vaga em aberto será preenchida pelo partido que obteve 12.500 votos: PARTIDO 4.

 

Quarta fase para o preenchimento das vagas ainda em aberto. Terceira vaga em aberto:

23.000 (PARTIDO 1) dividido por 2 = 11.500

37.000 (PARTIDO 2) dividido por 3 = 12.333

50.500 (PARTIDO 3) dividido por 5 = 10.100

12.500 (PARTIDO 4) dividido por 2 = 6.250

Observação: A terceira vaga em aberto será preenchida pelo partido que obteve 37.000 votos: PARTIDO 2.

 

PARTIDO 1 = 23.000 votos → foi eleito 1 candidato pela ordem dos mais votados dentro do partido.

PARTIDO 2 = 37.000 votos → foram eleitos 3 candidatos pela ordem dos mais votados dentro do partido.

PARTIDO 3 = 50.500 votos → foram eleitos 4 candidatos pela ordem dos mais votados dentro do partido.

PARTIDO 4 = 12.500 votos → foi eleito 1 candidato pela ordem dos mais votados dentro do partido.

 

 

“Simulação elaborada pelo analista político Marcelo Bastos”

Quais os partidos que poderão conquistar as 25 cadeiras na Câmara de Maceió?

  • Redação
  • 07/04/2020 16:51
  • Marcelo Bastos

         As eleições de 2020 estão por vir e 4 de abril foi o último dia para os pretensos candidatos a vereadores tomarem a decisão a respeito de qual partido irão disputar o pleito.

         A disputa para a Câmara Municipal de Maceió, em 2020, promete ser a mais acirrada de toda a história. Estima-se que 18 chapas disputarão o pleito e cada partido poderá registrar até 38 candidatos. Caso isso aconteça, haverá mais de 600 candidatos concorrendo às 25 vagas em disputa.

         A chapa do MDB tem sete vereadores de mandato: Galba Neto, Dr. Ronaldo da Luz, Lobão, IB Breda, Chico Filho, Luciano Marinho e Ana Hora. É possível prever que a legenda do MDB poderá eleger entre 6 e 7 vereadores. O PODEMOS tem 2 vereadores de mandato: Eduardo Canuto e Kelman Vieira e poderá eleger de 3 a 4. O PSB tem 3 vereadores de mandato: Francisco Sales, Siderlane Mendonça e Dr. Cleber Costa e poderá eleger de 3 a 4. O PP tem 3 vereadores de mandato: Davi Davino, Fátima Santiago e Aparecida do Cabo Luiz Pedro e poderá eleger de 2 a 3. O PSD tem 2 vereadores de mandato: Zé Márcio Filho e Mauro Guedes Júnior e poderá eleger de 2 a 3. O PRTB tem apenas uma vereadora de mandato, que é a Silvânia Barbosa e poderá eleger de 1 a 2. O PTC também tem apenas um vereador de mandato, que é Samir Malta e poderá eleger 1, O DEMOCRATAS também tem apenas uma vereadora de mandato, que é Simone Andrade, mais poderá eleger de 1 a 2. O PSC, que é capitaneado pelo vice-prefeito Marcelo Palmeira, poderá eleger de 1 a 2. O PSDB, que perdeu muito com a saída do Prefeito Rui Palmeira, poderá eleger apenas 1. O PDT do pré-candidato Ronaldo Lessa poderá eleger também apenas 1. A REDE de Heloísa Helena poderá ter a mesma dificuldade da eleição de 2018, quando Heloísa teve uma excelente votação para deputada federal, porém não atingiu o coeficiente eleitoral, ou seja, a história poderá repetir no pleito de 2020.Os partidos de esquerda PSOL e PC do B tem a possibilidade de eleger um representante. O PSL, apesar de ser o partido com maior fundo eleitoral e que tem o maior tempo no guia eleitoral, perdeu musculatura política com a saída do Presidente Bolsonaro e, diante dessa situação, poderá fazer também apenas 1. O PT, que na eleição de 2016 não atingiu o coeficiente eleitoral e não elegeu nenhum dos seus representantes para casa de Mário Guimarães, poderá ter a mesma dificuldade no pleito de 2020. Os demais partidos, não citados, estarão na mesma situação do PT.

O racha na família Beltrão: quem ganha e quem perde?

  • Redação
  • 04/04/2020 15:03
  • Marcelo Bastos

  No dia 19 de agosto de 2019, fiz uma postagem no meu blog afirmando que a família Beltrão avançava, cada vez mais, nos seus projetos políticos. Essa postagem foi até hoje a mais acessada do blog, ou seja, obteve um extraordinário sucesso.

   Nesse sentido, na última eleição, os Beltrões foram vitoriosos, com Marx reeleito deputado federal com uma votação de 139.458 votos, ficando em 3º lugar dentre as nove vagas em disputa. Assim sendo, das 27 vagas da Casa de Tavares Bastos, os Beltrões conquistaram duas vagas: Yvan foi eleito com 34403 votos, ficando em 10º lugar e Marcelo foi eleito com 28.434 votos, ficando em 17º lugar.

   Como já afirmei em artigo de 19/8/2019, neste blog, que se os Beltrões permanecem unidos e bem focados, o céu será o limite, caso contrário poderá ser o começo do fim.

Antônio de Melo Bastos, meu pai e meu orgulho.

  • Redação
  • 29/03/2020 13:09
  • Marcelo Bastos

Durante todo o tempo que tenho o meu blog no portal Cada Minuto, fiz grandes homenagens a homens que tiveram grande importância na política de Alagoas. Hoje não farei homenagem a nenhuma personalidade da política, farei diferentemente: vou dedicar o espaço aos velhinhos que são  o principal alvo dessa pandemia que assolou o mundo. Meu pai, Antônio Bastos, a minha maior referência,  faleceu recentemente aos 91 anos e  não vivenciou esse momento e talvez fosse vítima desse mal, pois fazia parte do  segmento alvo desse vírus mortal.  Antônio de Melo Bastos, por mais de 30 anos, foi tesoureiro da Prefeitura Municipal de Capela e teve como marca maior a honestidade e a seriedade com que tratava o dinheiro público, o que constitui raridade nos tempos atuais. Meu pai foi tesoureiro de prefeitos das mais diversas ideologias, porém colaborou com todos eles com eficiência e seriedade, o que lhe era peculiar e o fazia admirado por todos. Meu velhinho partiu aos 91 anos para a casa de Deus, em cinco de janeiro deste ano, acometido por uma simples gripe, a que os seus pulmões não resistiram. Quando vejo esse coronavirus atacando principalmente os velhinhos, fico aliviado por meu pai ter sido poupado desse grande sofrimento, pois certamente não mereceria tanta dor. Que, diante dessa pandemia do coronavirus, não esqueçamos de cuidar e amar muito os nossos Velhinhos.

A eleição só termina quando é proclamado o resultado.

  • Redação
  • 23/03/2020 08:28
  • Marcelo Bastos

Uma boa estrutura de campanha é muito importante e, se no passado era determinante para a vitória de um candidato, hoje não é mais.
Na eleição de 2016 em Alagoas, houve dois exemplos representativos dessa situação. Em Arapiraca, Ricardo Nezinho, que era o candidato do PMDB, e também contava com o apoio do governador Renan Filho, do vice-governador Luciano Barbosa, que já foi prefeito de Arapiraca, da prefeita Célia Rocha, de todos os ex-prefeitos e da ampla maioria dos empresários da cidade. Os outros dois candidatos com potencial eleitoral significativo eram Tarcizo Freire(PP) e Rogério Teófilo(PSDB). Freire não conseguiu ter uma base de apoio importante e Teófilo também não teve uma grande base de apoio.
As duas pesquisas realizadas pelo Instituto Paraná, registradas junto ao TRE/AL nos dias 20/8/2016 e 15/9/2016, apontavam o candidato Ricardo Nezinho com uma ampla vantagem em relação aos seus principais concorrentes, Tarcizo e Rogério. A primeira pesquisa foi publicada no dia 26/8/2016 na qual Nezinho aparece com 36,2%, Freire com 25,6% e Teófilo com 18,7%. A segunda foi publicada no dia 21/9/2016, em que os números foram praticamente iguais à primeira pesquisa: Nezinho com 36%, Freire com 25,9% e Teófilo com 20,1%. Um fato a ser destacado nessas pesquisas foi o elevado número de eleitores indecisos de aproximadamente de 30%, o que constitui uma variável importante, que poderia modificar o resultado na reta final da eleição. Aos onze dias para o pleito, quando estava praticamente certa a vitória de Ricardo Nezinho, em razão dos números apontados nas pesquisas, ocorreu uma surpresa no meio político com a vitória de Rogério Teófilo, no dia 2 de outubro, eleito com uma votação de 40389 votos(40,13%). E o segundo colocado Ricardo Nezinho, obteve uma votação de 40130(38,04%) e a diferença a favor de Rogério foi de apenas 259 votos(2,09%).
O segundo exemplo aconteceu na cidade de Junqueiro, em que duas famílias tradicionais na política, a saber, Pereira e Tavares que ao longo da história sempre estiveram em lados opostos, resolveram unir forças naquele pleito, com a indicação dos Pereiras do vice-prefeito, Carlos Augusto para concorrer ao cargo de prefeito, e a indicação dos Tavares de José Tavares Neto para vice-prefeito. Diante dessa forte aliança, imaginava-se que a eleição de Carlos Augusto seria por aclamação ou talvez por WO, supreedetimente, do nada, surgiu a figura de Leandro Silva, sem qualquer tradição política na cidade, com a diferença de apenas 3 votos, quase torna-se prefeito de Junqueiro.
Vale ressaltar que, quando os grupos políticos combinam entre si uma aliança e esquecem de combinar com o eleitor, sempre surgem resultados supreedentes.
Dessa maneira que os exemplos de Arapiraca e Junqueiro sirvam de lição para o pleito de 2020,ou seja, a eleição só termina quando é proclamado o resultado.