Marcelo Bastos

Ninguém fez mais que Renan Filho e qual a dúvida em que seja candidato ao senado?

  • 19/07/2021 12:45
  • Marcelo Bastos

Renan Filho, ao longo da sua história, mostrou ter brilho próprio e, sem o pai Renan, não chegaria aonde chegou, porém tal influência constitui uma pedra no próprio sapato.

Nenhum governador realizou mais obras, até hoje, que Renan Filho: cinco novos hospitais, duplicação da rodovia de Arapiraca a Maceió, aeroporto de Maragogi, tudo isso um sonho de outros governantes que nunca foi concretizado. Há muitos outros feitos de relevância em sua gestão, mas por que Renanzinho pode perder a eleição para o senado?

Porque falta a ele o carisma de JHC, o arrebatamento causado por Collor na população no passado e há um fator preponderante que ele precisa vencer, que é o anticalheirismo, fortemente presente na população.

Caso consiga superar todos esses entraves, Renanzinho será o grande político das últimas décadas de Alagoas.

Ronaldo Lessa só não foi senador.

  • 11/07/2021 08:24
  • Marcelo Bastos

A história é implacável. Ronaldo Lessa seria senador de Alagoas nas eleições de 2006 e também seria o único político de Alagoas que ocuparia todos os cargos eletivos ao longo da história, porém, passou todo o processo eleitoral com um processo de ser inelegível e foi mortal para suas pretensões e além disso que não esperava o fator Collor que em 28 dias lançou a sua candidatura ao senado e todos já sabem a história. Ronaldo Lessa amargou uma grande derrota e também um grande aprendizado. Se o prefeito JHC entender que precisa montar um chapa para ocupar o espaço nesse pleito de 2022, Ronaldo Lessa será uma grande opção para o senado da República. Pense nisso JHC.

Helenildo Ribeiro, um pernambucano que foi adotado por Palmeira dos Índios.

  • 05/07/2021 11:50
  • Marcelo Bastos

A trajetória política de José Helenildo Ribeiro Monteiro iniciou-se em 1976, quando foi eleito pela ARENA vereador de Palmeira dos Índios. Nessa legislatura foi líder de seu partido na Câmara Municipal entre 1976 e 1978.

Nas eleições de 1982, Helenildo Ribeiro foi eleito pelo PDS prefeito de Palmeira dos Índios e mais uma vez eleito pelo PSDB nas eleições de 1992.

Helenildo Ribeiro, nas eleições de 1998 alçoou voos mais altos e foi candidato a deputado federal pelo PSDB obtendo uma votação de 15.199 votos, porém, não logrou êxito naquele pleito. Com o assassinato da deputada federal Ceci Cunha, em dezembro de 1998, logo após ter sido diplomada pelo TRE, e a cassação do primeiro-suplente Talvane Albuquerque que foi apontado como o mandante do crime, Helenildo Ribeiro assumiu o exercício do mandato em abril de 1999. Nessa legislatura votou favorável da Lei de Responsabilidade Fiscal e à Prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira(CPMF).

Nas eleições de 2002, Helenildo Ribeiro foi eleito pelo PSDB deputado federal com 45.085 votos, ficando em 9° lugar dentre as nove vagas em disputa. Nessa legislatura posicionou-se contra a reforma da previdência. Entre maio e setembro de 2005, licenciou-se do mandato e o suplente Jorge VI, assumiu o mandato.

Helenildo Ribeiro, nas eleições de 2006 foi candidato pelo PSDB a reeleição para deputado federal obtendo 43.519 votos, porém, não logrou êxito naquele pleito. Helenildo seria diplomado como suplente de deputado federal no dia 18 de dezembro de 2006 se não estivesse internado. Faleceu no dia 21 de dezembro de 2006.

James Ribeiro, ex-prefeito de Palmeira dos Índios, é filho de Helenildo Ribeiro.

A revolucionária Selma Bandeira

  • 28/06/2021 13:33
  • Marcelo Bastos

Selma Bandeira nasceu em Delmiro Gouveia no dia 1º de janeiro de 1944. Filha de Lauro Mendes Correia e Alexandrina Bandeira Mendes. Médica, destacou-se pela militância política, chegando a ser deputada estadual em Alagoas (1983-1986).

Sua atuação política se deu principalmente em Recife, onde participou da fundação do Partido Comunista Revolucionário (PCR) em maio de 1966, com Amaro Luiz de Carvalho (Capivara), Manoel Lisboa de Moura, Valmir Costa e Ricardo Zarattini.

Aos 16 anos de idade, ainda como estudante secundarista no Colégio Moreira e Silva, em Maceió, começou a participar do movimento estudantil, à época liderado pela União dos Estudantes Secundaristas de Alagoas – UESA.

Foi vice-presidenta do Diretório Acadêmico da Faculdade de Medicina da Ufal. Nesse período ensinou Biologia no 2º ano Científico do Colégio Estadual de Alagoas.

Em 1968, participou do 30º Congresso da UNE, em São Paulo, o famoso Congresso de Ibiúna. Foi presa e posta em liberdade no dia 17 de outubro do mesmo ano, após ser indiciada na Lei de Segurança Nacional, respondendo a Inquérito Policial Militar.

Por sua militância no PCR, foi perseguida pela polícia em Pernambuco numa ação coordenada pela equipe do delegado paulista Sérgio Paranhos Fleury, que não encontrado-a, veio a Maceió onde prendeu, no dia 18 de agosto de 1973, seu irmão e irmãs (Lauro Bandeira, Maria das Graças Bandeira e Sônia Bandeira). Foram levados para Recife onde sofreram torturas durante 30 dias.

Selma e Valmir Costa foram os últimos dirigentes do PCR a serem detidos. Suas prisões só aconteceram em abril de 1978 num apartamento em Casa Amarela, Recife, quando mais de 30 policiais invadiram o prédio e levaram os dois.

Com a Lei da Anistia, foi a primeira presa política a ser beneficiada, depois de ficar no Presídio Feminino Bom Pastor, em Pernambuco, por um ano e três meses.

Após retornar a Maceió, ingressou no Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) e atuou como médica sanitarista. Em 1982 foi eleita para a Assembleia Legislativa Estadual.

Entrevistada pelo jornal OPINIÃO em 1982, revelou que quando adolescente tinha uma disposição fantasiada, mas que os seus sonhos não acabaram. “Eles continuam bem vivos. O sonho de libertação do povo brasileiro, porque a realidade continua existindo e para que a realidade seja transformada, ou melhor, enquanto ela não é transformada, esse objetivo que queremos alcançar é um sonho“, declarou.

Sua atuação política lhe rendeu reconhecimento e respeito. Durante seu funeral, em 1986, milhares pessoas acompanhavam o cortejo de seu corpo por cerca de 10 km, cantando a música de sua candidatura à Câmara Federal.

Selma Bandeira faleceu aos 42 anos de idade em um acidente automobilístico, no dia 7 de setembro de 1986, quando participava da campanha para deputada federal.

Autor do texto: Edberto Ticianeli - (extraído do grupo História de Alagoas – Facebook).

João Toledo- muito exerceu a medicina, sem nada cobrar.

  • 21/06/2021 14:28
  • Marcelo Bastos

A trajetória política de João Cabral Toledo iniciou-se em 1950, quando foi eleito pelo PST deputado estadual com 1.135 votos, ficando em 20° lugar dentre as trinta e cinco vagas em disputa.

Nas eleições de 1954, João Toledo foi reeleito deputado estadual pelo PTN com 1.775 votos, ficando em 8° lugar dentre as trinta e cinco vagas em disputa. Nessa legislatura votou favorável ao pedido de impeachment do governador Muniz Falcão. No dia 13 de setembro de 1957, o plenário da Assembleia Legislativa de Alagoas, tornou-se palco de um cenário de guerra, com um grande tiroteio entre os deputados de situação e oposição, que resultou na morte do deputado Humberto Mendes e a intervenção federal em Alagoas, pelo presidente da época Juscelino Kubitschek.

João Toledo, ainda foi eleito deputado estadual por mais três vezes. Na eleição de 1958 pelo PSD com 1.727 votos, ficando em 16° lugar. Na eleição de 1962 mais uma vez pelo PSD com 1.743 votos, ficando em 18° lugar. Na eleição de 1966 pela ARENA com 2.557 votos, ficando em 16° lugar.

Nas eleições de 1969, João Toledo é eleito prefeito do município de Capela, exercendo seu mandato de 1970 a 1973.

João Toledo, foi eleito prefeito do município de Cajueiro, assume em 1975, porém, não chega a concluir seu mandato, já que é assassinado na porta da prefeitura, em 18 de maio de 1977, assumindo o vice-prefeito José Ailton.

"Foi assassinado por um psicopata, alguém que botou na cabeça que queria ser prefeito de Cajueiro e que se matasse o prefeito, se tornaria ele o prefeito. Ele ia saindo da prefeitura, já estava descendo os degraus para entrar em seu carro que estava estacionado na frente. O assassino veio e lhe deu uma facada", nos relata Cícero Toledo Neto. (extraído do site www.atalaiapop.com).

O atual deputado federal Sérgio Toledo é neto de João Toledo.

Elionaldo Magalhães- um pernambucano que virou político em Alagoas.

  • 10/06/2021 15:43
  • Marcelo Bastos

A trajetória política de Elionaldo Maurício Magalhães Morais iniciou-se em 1982, quando foi eleito deputado estadual pelo PDS com 12.532 votos, ficando em 13° lugar dentre as vinte e quatro vagas em disputa.

Elionaldo Magalhães, nas eleições de 1986 foi candidato a reeleição pelo PFL obtendo 6.985 votos, porém, não obteve êxito naquele pleito.

Nas eleições de 1990, Elionaldo Magalhães foi eleito pela segunda vez para deputado estadual pelo PTB com 9.140 votos, ficando em 19° lugar dentre as vinte e sete vagas em disputa. Licenciado da Assembleia Legislativa, no início de 1992, ocupou a Secretaria da Indústria, do Comércio e do Turismo de Alagoas, no Governo de Geraldo Bulhões. Pouco depois, foi indicado para chefiar a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

A eleição de 1994 ainda aconteceu no Governo de Geraldo Bulhões. Com uma gestão profundamente desgastada, o governador teve dificuldade em montar uma chapa para disputar o pleito. Inicialmente o candidato ao Governo do "Chapão"(PFL/PSC/PP/PPB) foi o deputado estadual Elionaldo Magalhães (PPB) e o deputado estadual Edval Gaia para vice. No decorrer do processo, o candidato a vice desiste e resolve ser candidato à reeleição. A chapa é registrada sem vice, e em virtude disso o TRE indeferiu a candidatura de Elionaldo Magalhães. O nome escolhido pelo governador, para substituir Elionaldo, foi o ex-prefeito de Maceió Pedro Vieira e o deputado estadual Daniel Houly para vice.

Elionaldo Magalhães, nas eleições de 1998 foi candidato ao senado da República pela coligação (PPB/PSC/PRTB/PSD/PRN/PL). Seis candidatos disputaram as duas vagas para o senado e Elionaldo foi o terceiro colocado com 35.721 votos (2,15%).

Após a eleição de 1998, Elionaldo Magalhães não voltou a concorrer a cargos eletivos. Em setembro de 2017, tornou-se diretor-presidente da Companhia Brasileira de Trens Urbanos(CBTU). Depois desse último cargo no serviço público, passou a dedicar-se à iniciativa privada.

Geraldo Sampaio- um grande democrata.

  • 31/05/2021 12:00
  • Marcelo Bastos

A trajetória política de Geraldo Costa Sampaio iniciou-se em 1954, quando foi eleito deputado estadual pela UDN com 1.773 votos, ficando em 8° lugar dentre as trinta e cinco vagas em disputa.

 

Geraldo Sampaio, nas eleições de 1958 foi candidato a reeleição pela UDN obtendo 1.066 votos, porém, não logrou êxito naquele pleito. Em 1959, assumiu o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas de Alagoas, aí permanecendo até 1962, quando se licenciou.

Nas eleições de 1962, Geraldo Sampaio foi candidato a deputado federal pela UDN obtendo 5.351 votos e ficando com a primeira suplência. Nessa legislatura assumiu o mandato de abril a novembro de 1963.

Geraldo Sampaio, nas eleições de 1965 foi candidato ao Governo de Alagoas pela legenda do Movimento Trabalhista Renovador (MTR). Cinco candidatos disputaram aquele pleito e Geraldo Sampaio foi o quarto colocado com 3.267 votos (2,42%). Em 1966, retornou ao Tribunal de Contas, do qual seria presidente entre 1989 e 1991 e pelo qual se aposentaria em 1994.

"Empresário do setor de comunicações e opositor do regime militar instaurado no país em abril de 1964, colocou a sua emissora de televisão, a TV Alagoas, ao lado do movimento pela anistia, aprovada pelo Congresso Nacional em 22 de agosto de 1979, que permitiu o retorno dos exilados, a liberação de grande parte dos presos políticos ainda detidos e a livre circulação daqueles que se mantinham na clandestinidade e do movimento das diretas, que nos primeiros meses de 1984 mobilizou milhares de pessoas em todo o país em favor da emenda Dante de Oliveira, que, apresentada na Câmara dos Deputados, propunha o restabelecimento das eleições diretas para presidente da República em novembro daquele ano. Apesar da pressão popular, a emenda não obteve o número de votos indispensáveis à sua aprovação e faltaram 22 votos para que o projeto pudesse ser encaminhado à apreciação pelo Senado Federal."(extraído do site www.fgv.com).

Geraldo Sampaio, durante muitos anos foi presidente estadual do PDT, partido cujo fundador foi Leonel de Moura Brizola.

Nas eleições de 1998, Geraldo Sampaio foi candidato a vice-governador na chapa de Ronaldo Lessa. A chapa Ronaldo/Geraldo foi vitoriosa no primeiro turno com 387.021 votos (58,09%).

Geraldo Sampaio, nas eleições de 2002 foi candidato ao Governo do Estado pelo PDT. Seis candidatos disputaram aquele pleito e Geraldo foi o quarto colocado com 17.333 votos (1,65%).

Após a eleição de 2002, Geraldo Sampaio não voltou a concorrer a cargos eletivos, o que significou a sua aposentadoria da vida pública. Faleceu em 11 abril de 2010.

Cleto Falcão - ascenção e queda.

  • 24/05/2021 12:07
  • Marcelo Bastos

 

A trajetória política de William Cleto Falcão de Alencar iniciou-se em 1976, quando tornou-se presidente do MDB Jovem de Alagoas, partido de oposição ao regime militar instalado em abril de 1964. Em 1979, passou a ocupar a secretaria-geral do partido no Estado. Com o fim do bipartidarismo em novembro de 1979 e a consequente reformulação partidária, assumiu o cargo de vice-presidente do PMDB de Alagoas.

Nas eleições de 1982, Cleto Falcão foi candidato pelo PMDB a deputado estadual, obtendo 6.398 votos, porém, não obteve êxito naquele pleito.

Cleto Falcão, nas eleições de 1986 foi eleito deputado estadual pelo PMDB com 8.335 votos, ficando em 20° lugar dentre as vinte e sete vagas em disputa. Nessa legislatura foi líder do Governo Collor, presidente da Comissão de Constituição e Justiça e membro da Comissão de Redação Final.

Nas eleições para presidente da República de 1989, Cleto Falcão, foi escolhido pelo candidato Fernando Collor, para ser coordenador de sua campanha. Estava começando naquele momento a ascensão política de Cleto. Collor foi o vitorioso no segundo turno com 35.089.998 votos (53,03%). Lula ficou em segundo lugar com 31.076.364 votos (46,97%). Cleto Falcão, foi também membro da comissão nomeada pelo presidente eleito para fazer a transição do Governo Sarney.

Cleto Falcão, nas eleições de 1990 foi eleito deputado federal pelo PRN com 38.125 votos, ficando em 4° lugar dentre as nove vagas em disputa. Em 1991, tornou-se líder do PRN na Câmara Federal e passou a ser um dos homens mais importantes da " República das Alagoas ", como era chamado o grupo que vivia em torno do presidente Fernando Collor.

"No final de 1991, foi destituído da liderança do PRN, depois de uma entrevista à revista Veja em que que sustentava ter um padrão de vida incompatível com o seu salário graças à ajuda de empresários amigos, o que causou graves problemas ao Palácio do Planalto. Ademais, deixou de frequentar a Casa da Dinda, nome pelo qual ficou conhecida a residência de Collor em Brasília."(extraído do site www.fgv.com).

"Em 29 de setembro de 1992, na sessão da Câmara Federal que decidiu pela abertura do processo de impeachment do presidente Collor, acusado de crime de responsabilidade por ligações com um esquema de corrupção liderado por Paulo César Farias, Cleto votou a favor da medida. Na véspera da sessão, divulgou carta que enviara ao deputado José Carlos Vasconcelos, líder do PRN, comunicando seu desligamento do partido e a adesão à tese do impeachment. Informou também que era intenção de Collor aprovar uma emenda constitucional que permitisse sua reeleição após o primeiro mandato e mais um retorno cinco anos depois. Em outubro, filiou-se ao PSD. Em dezembro, acusou Collor de ter tentado suborná-lo na votação de 29 de setembro, objetivando, com essa revelação, rebater uma entrevista dada pelo ex-presidente Collor à imprensa, na qual criticava Cleto e outros ex-aliados que votaram a favor da medida que o destituíra do governo." (extraído do site www.fgv.com).

Depois do auge em que viveu no período da presidência do Governo Collor, Cleto Falcão, entrou em declínio na carreira política. Nas eleições de 1994, foi candidato a reeleição para deputado federal pelo PSD e obteve apenas 5.679 votos e não logrou êxito naquele pleito. Nas eleições de 1998, foi mais uma vez candidato a deputado federal pelo PSD e teve uma inexpressiva votação de 3.537 votos.

Após as eleições de 1998, Cleto Falcão não voltou mais a concorrer a cargos eletivos, passando a se dedicar à corretagem de imóveis. Faleceu no dia 24 de setembro de 2011.

Segismundo Andrade - Uma vitoriosa carreira política.

  • 17/05/2021 12:20
  • Marcelo Bastos

A trajetória política de Segismundo Gonçalves Andrade iniciou-se em 1947, quando foi eleito pela UDN deputado à assembleia constituinte de Alagoas com 1.034 votos, ficando em 12° lugar dentre as trinta e cinco vagas em disputa. Participou ativamente dos trabalhos constituintes como membro da Comissão Constitucional.

Nas eleições de 1950, Segismundo Andrade foi reeleito deputado estadual pela UDN com 1.776 votos, ficando em 8° lugar dentre as trinta e cinco vagas em disputa.

Segismundo Andrade, nas eleições de 1954 alçoou voos mais altos e foi eleito deputado federal pela UDN com 7.760 votos, ficando em 5° lugar dentre as nove vagas em disputa. Nessa legislatura foi vice-líder da UDN na câmara federal e presidente regional do partido.

Segismundo Andrade, ainda foi eleito deputado federal por mais três vezes. Nas eleições de 1958 pela UDN com 6.709 votos, ficando em 7° lugar. Nas eleições de 1962, mais uma vez eleito pela UDN com 8.386 votos, ficando em 6° lugar. Com extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional n° 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (ARENA), partido de apoio ao regime militar instalado no país em abril de 1964. Foi eleito nas eleições de 1966, pela quarta vez para deputado federal pela ARENA com 11.214 votos, ficando em 3° lugar dentre as nove vagas em disputa.

Durante sua atuação parlamentar, integrou as comissões de orçamento, de relações exteriores e de educação. Ao longo da sua atividade parlamentar, defendeu o intervencionismo econômico e ao monopólio estatal do Petróleo, da eletricidade e das telecomunicações, entre outros temas, porém, fazia restrições à intervenção estatal nos transportes ferroviários e marítimos em virtude dos crescentes déficits, que representavam um ônus para o orçamento da União.

Nas eleições de 1970, Segismundo Andrade não pretendia concorrer pela quinta vez para deputado federal, pois enxergava a possibilidade real de ser candidato pela ARENA ao senado da República em virtude de ser uma disputa para duas vagas de senador. Além de Arnon de Mello, que seria candidato a reeleição, ainda eram pré-candidatos os deputados federais: Segismundo Andrade, Luiz Cavalcante, Medeiros Neto e Pereira Lúcio.

Segismundo Andrade, certificando, que o partido não tinha preferência entre os pretensos candidatos, animou-se em percorrer o Estado em busca de votos dos correligionários para ser um dos escolhidos na convenção estadual do partido a uma das duas para o senado. Com a sua habilidade política, Segismundo, passou a ser um forte candidato a conquistar a uma das duas vagas ao senado, porém, o presidente Nacional do partido, o deputado federal Rondon Pacheco, comunicou ao futuro governador de Alagoas, Afrânio Lages, que o governo federal tinha interesse nas escolhas de Arnon de Mello e Luiz Cavalcante para as duas vagas em disputa. Diante desse fato, Afrânio Lages, fechou questão em torno dos dois. Segismundo Andrade, disputou a convenção e mesmo não tendo o apoio de Afrânio Lages, foi derrotado por apenas 15 votos.

" O pior viria depois: segundo a revista "Veja", Segismundo estava certo. Não havia preferência do Governo Federal para quaisquer nomes. Do que se conclui que Rondon Pacheco, para prevalecer sua preferência iludiu o professor Afrânio Lages e até a Presidência da República, " usando seu poderoso nome em vão "... (extraído do livro Eu fui testemunha, Maceió, 1979.

Depois do episódio ocorrido em 1970, Segismundo Andrade, se desiludiu da política e passou a dedica-se a atividades de sua usina de açúcar. Posteriormente, ingressou no setor de vendas de automóveis em Maceió.

Segismundo Andrade faleceu no dia 24 de setembro de 2008.

Estáquio Gomes- um Capelelense refinado.

  • 10/05/2021 08:39
  • Marcelo Bastos

A trajetória política de Estáquio Gomes de Melo iniciou-se em 1931, quando foi prefeito de Capela, sua terra natal, no período de 1931 a 1933.
   Estáquio Gomes, foi prefeito de Maceió no período de 1937 a 1941. Entre as realizações a frente da prefeitura da capital, destacamos: o mercado municipal, o hospital de pronto socorro, o grupo escolar professor Agnelo Barbosa, reformou a praça general  Lavenére Wanderley, construiu sargetas na avenida Fernandes Lima, demoliu o antigo mercado, onde hoje se encontra o CEAGB.
   Em 1941 ocupou o cargo de diretor-geral do Departamento de Educação de Alagoas( hoje Secretaria de Educação). No ano de 1945, assumiu a Secretaria do Interior e Justiça e o cargo de diretor-geral das Municipalidades e da Assistência às Cooperativas.
   Nas eleições de 1950, Estáquio Gomes foi candidato a deputado federal pela UDN, obtendo 1.526 votos, porém, não obteve êxito naquele pleito. Assumiu o mandato de junho de 1951 a fevereiro de 1952.
   Estáquio Gomes, nas eleições de 1954 foi candidato pela segunda vez a deputado federal pela UDN, obtendo 5.487 votos e não obteve êxito de novo. Assumiu o mandato de junho a outubro de 1955 e de março a julho de 1956.
   Estáquio Gomes era um homem de muita cultura, elegância e acima de tudo de fino trato com as pessoas. Faleceu no dia 14 de julho de 1956, em pleno exercício do mandato de deputado federal.

Ceci Cunha- uma trajetória marcada por uma tragédia

  • 03/05/2021 08:42
  • Marcelo Bastos

   Josefa Santos Cunha em 1976, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (ARENA), partido de sustentação ao regime militar instalado no Brasil em abril de 1964.
   Nas eleições de 1988, Ceci Cunha foi eleita pelo PFL a vereadora de Arapiraca. Em 1990, deixa o partido da Frente Liberal para ingressar no PSDB, no qual tornou-se vice-presidente do diretório estadual. Em 1992, foi reeleita vereadora em Arapiraca pelo PSDB.
   Ceci Cunha, nas eleições de 1994, alçoou voos mais altos e foi eleita deputada federal pelo PSDB com 30.410 votos, ficando em nono lugar dentre as nove vagas em disputa. Ceci foi a primeira mulher a ocupar um cargo de deputada federal por Alagoas. Nessa legislatura votou favorável pela quebra dos monopólios estatal nas telecomunicações, pela criação da CPMF ( contribuição provisória sobre movimentação financeira), a favor da emenda da reeleição para presidente da República, governadores e prefeitos, como também, pronunciou-se favoralmente à quebra da estabilidade do servidor público, no item da reforma administrativa.
   Nas eleições de 1998, o grupo governista tinha dois pretensos candidatos ao Governo de Alagoas, o governador Manoel Gomes de Barros (PTB) e o senador Teotônio Vilela Filho (PSDB). A demora pela definição da escolha do candidato prejudicou bastante a campanha desse grupo que já sofria um desgate diante da situação do Estado.
   O senador Teotônio Vilela Filho (PSDB) resolveu abrir mão da sua candidatura e passou a apoiar a candidatura do governador Manoel Gomes de Barros (PTB). O PSDB indicou para vice da chapa a deputada federal Ceci Cunha (PSDB). A deputada  logo desistiu de ser vice, alegando a fragilidade da campanha do governador e a falta de apoio dos grupos políticos que faziam parte da coligação. Ela pede novo registro ao TRE e foi candidata a reeleição. Ceci Cunha foi reeleita a deputada federal com 54.968 votos, ficando em 3° lugar dentre as nove vagas em disputa.
   No dia 16 de dezembro de 1998, no dia da sua diplomação para o seu segundo mandato de deputada federal, Ceci Cunha foi assassinada, juntamente com o seu marido, Juvenal Cunha da Silva, seu cunhado Iran Carlos Maranhão e da mãe deste, Ítala Maranhão. O episódio ficou conhecido como Chacina da Gruta. O ex-deputado Talvane Albuquerque, apontado como o mandante do crime, pegou mais de 100 anos de prisão. A decisão saiu depois de 13 anos depois que aconteceu crime.

Nelson Costa - O barão da cana que enveredou pela política.

  • 26/04/2021 09:11
  • Marcelo Bastos


A trajetória política de Nelson Simões Costa iniciou-se em 1962, quando foi eleito pela UDN para deputado estadual com 1.819 votos, ficando em 11° lugar dentre as trinta e cinco vagas em disputa. Com extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional n° 2 de 27 de outubro de 1965 e posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se a ARENA, partido de sustentação ao regime militar instalado no Brasil em 1964.
 

Nas eleições de 1966, Nelson Costa foi reeleito pela ARENA deputado estadual com 2.641 votos, ficando em 11° lugar dentre as trinta e cinco vagas em disputa.
 

Nelson Costa ainda foi eleito por mais três vezes pela ARENA a deputado estadual. Na eleição de 1970 com 5.497 votos, ficando em 8° lugar dentre as 15 vagas em disputa. Na eleição de 1974 com 7.421 votos, ficando em 10° lugar dentre as dezoito vagas em disputa. Na eleição de 1978 com 13.136 votos, ficando em 4° lugar dentre as vinte e uma vagas em disputa. Com fim do bipartidarismo em novembro de 1979 e consequente reorganização partidária, filiou-se ao PDS. Ainda em 1979, licenciou-se do cargo de deputado estadual para assumir a Secretaria da Agricultura, no Governo de Guilherme Palmeira.
 

Nas eleições de 1982, Nelson Costa alçoou voos mais altos e foi eleito pelo PDS deputado federal com 46.881 votos, ficando em 3° lugar dentre as oito vagas em disputa. Em 25 de abril de 1984, Nelson Costa esteve ausente na votação da Emenda Constitucional Dante de Oliveira que propunha o restabelecimento das eleições diretas para presidente da República em novembro daquele ano. Como a emenda não obteve o número de votos necessários para sua aprovação, a sucessão presidencial foi mais uma vez decidida por via indireta. Em 15 de novembro de 1985, no colégio eleitoral, Costa votou na candidatura de Paulo Maluf. Maluf foi derrotado por Tancredo Neves por uma expressiva votação. Todos os parlamentares que votoram no Maluf, ficaram com a pecha de Malufistas.
  

Nas eleições de 1986, o PDS, partido de Nelson Costa, ficou na incumbência de indicar o vice-governador na chapa de Guilherme Palmeira, onde na convenção, Nelson Costa foi o escolhido, porém, Guilherme e o seu grupo não aceitaram a indicação, pois além de Nelson ser tachado de Malufista, era aliado de Fernando Collor e isso poderia ser um fator que viesse a prejudicar a eleição de Guilherme. O grupo político de Palmeira queria que o PDS escolhesse como vice Dalmácio Lúcio. Esse impasse na escolha do vice, perdurou durante toda a campanha e tiveram muitas ações judiciais de ambos os lados e que, no final, o TSE manteve Nelson Costa como vice. Esse episódio desgastou por demais a candidatura de Guilherme. Naquele pleito o vitorioso para o Governo de Alagoas foi Fernando Collor do PMDB com 400.246 votos ( 52,83%).
 

Após as eleições de 1986, Nelson Costa não concorreu mais a nenhum cargo eletivo, saindo da vida pública e passou a se dedicar à cultura da cana de açúcar.
 

Nelson Costa faleceu na cidade de São Paulo no dia 22 de maio de 2012.

Alberto Sextafeira - um político de um sorisso fácil.

  • 11/04/2021 12:55
  • Marcelo Bastos

A trajetória política de Alberto José Mendonça Cavalcante iniciou-se em 1996, quando foi eleito pelo PSDB vereador por Maceió com 2.279 votos, ficando em 18° lugar dentre as vinte e uma vagas em disputa.
Nas eleições de 2000, Alberto Sextafeira foi candidato a vice-prefeito em Maceió na chapa de Kátia Born. A chapa foi vitoriosa no segundo turno com uma votação de 170.073 votos. (61,25%).
Alberto Sextafeira, nas eleições de 2004 foi candidato a prefeito de Maceió pelo PSB. No primeiro turno foi o segundo colocado com uma votação de 90.123 votos (26,65%) e seu vice foi José Roberto (PT). Apesar do profundo desgaste da gestão de Kátia Born, a estrutura da máquina do Município e do Estado a seu favor, colocaram Sextafeira no segundo turno do pleito. Alberto Sextafeira no segundo turno ficou em segundo lugar com uma votação de 145.842 votos (43,46%). O vitorioso daquele pleito foi Cícero Almeida (PDT) com 189.697 votos (56,54%).
Nas eleições de 2006, Alberto Sextafeira foi eleito deputado estadual pelo PSB com 16.128 votos, ficando em 25° lugar dentre as vinte e sete vagas em disputa. Nessa legislatura foi vice-presidente da Assembleia Legislativa. 
Alberto Sextafeira, nas eleições de 2014 foi candidato mais uma vez a deputado estadual pelo PSB obtendo uma votação de 15.403 votos, porém, não logrou êxito naquele pleito.
Após as eleições de 2014, Alberto Sextafeira não voltou mais a concorrer a cargos eletivos, passando a se dedicar ao magistério no IFAL ( Instituto Federal de Alagoas).
Alberto Sextafeira faleceu em Maceió no dia 10 de Abril de 2021.

Ary Pitombo - um sergipano que virou político em Alagoas.

  • 05/04/2021 10:28
  • Marcelo Bastos

A trajetória política de Ary Boto Pitombo iniciou-se em 1947, quando foi eleito pelo PTB deputado estadual constituinte com 904 votos, ficando em 20° lugar dentre as trinta e cinco vagas em disputa. Após a promulgação da constituição estadual, licenciou-se do cargo para assumir a Secretaria do Interior, Educação e Saúde de Alagoas, no Governo de Silvestre Péricles.
Ary Pitombo, nas eleições de 1950 foi eleito pelo PST deputado federal com 7.041 votos, ficando em 4° lugar dentre as nove vagas em disputa.
Nas eleições de 1954, Ary Pitombo foi reeleito deputado federal pela coligação das oposições (PDC/PSB/PSP/ PSD/PR/PTB) com 5.983 votos, ficando em último lugar das nove vagas em disputa. Nessa legislatura foi vice-líder do PTB e foi eleito vice-líder do bloco de oposição na Câmara Federal.
Ary Pitombo, nas eleições de 1958 foi eleito pela terceira vez deputado federal pela coligação (PSD/PTB/PRP) com 9.089 votos, ficando em 3° lugar dentre as nove vagas em disputa. Nessa legislatura foi o quarto secretário da mesa diretora da Câmara Federal.
Nas eleições de 1960, Ary Pitombo foi candidato ao Governo de Alagoas pelo PTB e obteve um votação de 7.938 votos (6,9%), ficando em quarto lugar na disputa. Nesse pleito o vitorioso foi Luiz Cavalcante da UDN com 38.915 votos (33,81%).
Ary Pitombo, nas eleições de 1962 foi eleito pela quarta vez consecutiva pela coligação (PTB/PSP) para deputado federal com 8.970 votos, ficando em 5° lugar dentre as nove vagas em disputa. Nessa legislatura foi o vice-líder do PTB na Câmara Federal e autor da emenda responsável pela prorrogação da lei de licença prévia.
Com extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional n° 2 de 27 de outubro de 1965 e o posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se ao MDB, partido de oposição ao regime militar instalado no Brasil em 1964.
Nas eleições de 1966, Ary Pitombo foi candidato a deputado federal pela quinta vez pelo MDB e obteve 3.955 votos, porém, não logrou êxito naquele pleito.
Após as eleições de 1966, Ary Pitombo não voltou mais a concorrer a cargos eletivos, falecendo no Rio de Janeiro no dia 16 de julho de 1991.

João Lyra - o usineiro que saiu de cena.

  • 29/03/2021 07:53
  • Marcelo Bastos

A trajetória política de João José Pereira de Lyra iniciou-se em 1982, quando foi o primeiro suplente pelo PDS na chapa de Guilherme Palmeira para o senado da República. A chapa foi vitoriosa com 259.581 votos (56,17%). Em janeiro de 1989, João Lyra assumiu a vaga no senado em virtude da eleição de Guilherme Palmeira para a prefeitura de Maceió no pleito de 1988.

Nas eleições de 1986, João Lyra foi candidato pelo PMDB ao senado da República. Nesse pleito foi extinto o voto vinculado, porém, a sublegenda foi mantida. Na Frente Popular, os candidatos foram Lauro Farias e Freitas Neto, cada um com uma legenda própria. No PMDB, Mendonça Neto e João Lyra estavam na mesma legenda e Téo Vilela e Rubens Vilar na outra legenda. No PFL, uma legenda foi ocupada por Divaldo Suruagy e na outra legenda por Mendes de Barros e João Azevedo. Os dois vitoriosos foram Divaldo Suruagy com 334.137 votos (27,63%) e Téo Vilela com 298.185 votos (27,53%). João Lyra foi o quarto colocado com 121.709 votos (10,06%).

João Lyra, nas eleições de 1990 foi candidato pelo PSC ao senado da República pelo Estado de Roraima. Lyra obteve 15.053 votos (9,61%), ficando em quinto lugar dentre as três vagas em disputa.

Nas eleições de 2002, João Lyra foi candidato a deputado federal pelo PTB com uma votação de 112.949 votos, ficando em primeiro lugar dentre as nove vagas em disputa. Com uma campanha multimilionária, determinou a sua expressiva votação.

João Lyra, nas eleições de 2006 foi candidato pelo PTB ao Governo de Alagoas, ficando em segundo lugar com uma votação de 400.678 votos (30,51%). Manteve-se durante o processo eleitoral em primeiro lugar nas pesquisas, porém, durante o pleito foi perdendo fôlego e Instituto  IBOPE já apontava isso nas suas pesquisas. Apesar de uma campanha multimilionária, o candidato teve uma performance muito fraca no guia eleitoral e no debate de véspera da TV Gazeta, seu desempenho foi abaixo da crítica.

Nas eleições de 2010, João Lyra foi candidato pela segunda vez para deputado federal pelo PTB. Obteve 111.104 votos, ficando em 4° lugar dentre as nove vagas em disputa.

Após as eleições de 2010, João Lyra não voltou mais a concorrer a cargos eletivos, passando a se dedicar às atividades empresárias.

A justiça decretou a falência do grupo João Lyra e atualmente ele saiu de cena também das atividades privadas.

Lamentável que um personagem que protagonizou por tanto tempo na história de Alagoas tenha finalizado a sua história pessoal de forma tão inglória.

Manoel Afonso - MDB raiz.

  • 22/03/2021 11:51
  • Marcelo Bastos

A trajetória política de Manoel Afonso de Melo Neto iniciou-se em 1972, quando foi eleito pelo MDB vereador por Maceió. Nessa legislatura foi eleito presidente da comissão de justiça.
 

Nas eleições de 1974, Manoel Afonso foi eleito deputado estadual pelo MDB com 8.235 votos, ficando em 6° lugar dentre as dezoito vagas em disputa. Nessa legislatura, foi terceiro e primeiro secretário da mesa diretora da Assembleia Legislativa, também se tornou vice-presidente do MDB de Alagoas.
 

Manoel Afonso, nas eleições de 1978 foi reeleito deputado estadual pelo MDB com 11.881 votos, ficando em 7° lugar dentre as vinte e uma vagas em disputa. Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional n° 2 de 27 de outubro de 1965 e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se ao PMDB, agremiação que sucedeu ao MDB.


Nas eleições de 1982, Manoel Afonso alçoou voos mais altos e foi eleito deputado federal pelo PMDB com 31.694 votos, ficando em 6° lugar dentre as oito vagas em disputa. Nessa legislatura foi membro da comissão de economia, indústria e comércio. Em 25 de abril de 1984, Manoel Afonso votou favorável à emenda Dante de Oliveira que propunha o restabelecimento das eleições diretas para presidente da República em novembro daquele ano. Como a emenda não obteve o número de votos necessários para sua aprovação, a sucessão presidencial foi mais uma vez decidida por via indireta. Em 15 de janeiro de 1985, no colégio eleitoral, Afonso votou na candidatura para presidente da República em Tancredo Neves. Tancredo foi eleito com uma expressiva votação sobre o candidato governista Paulo Maluf.
 

Manoel Afonso, nas eleições de 1986 foi candidato pelo PMDB a reeleição para deputado federal e obteve 11.658 votos, porém, não logrou êxito naquele pleito.


Nas eleições municipais de 2008, Manoel Afonso tentou disputar o cargo de prefeito da cidade de São Miguel dos Milagres, porém, a sua candidatura foi indeferida pela justiça eleitoral.


Após as eleições de 2008, Manoel Afonso não voltou mais a concorrer a cargos eletivos, passando a se dedicar às atividades empresárias.

A trajetória política de Aloysio Nonô.

  • 15/03/2021 11:07
  • Marcelo Bastos

A trajetória política de Aloysio Ubaldo da Silva Nonô iniciou-se em 1958, quando foi eleito pela coligação(PSD/PTB/PRP) deputado federal com 5.919 votos, ficando em 7° lugar dentre as nove vagas em disputa. Nessa legislatura foi vice-presidente da comissão especial do polígono das secas e membro da comissão de orçamento.
Aloysio Nonô, nas eleições de 1962 foi reeleito deputado federal pela UDN com 12.991 votos, ficando em 3° lugar dentre as nove vagas em disputa. Nessa legislatura teve uma atuação destacada em defesa das reivindicações sindicais e do funcionalismo público.
Com extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional n° 2 de 27 de outubro de 1965 e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se ao MDB, partido de oposição ao regime militar instalado no Brasil em 1964.
Nas eleições de 1966, Aloysio Nonô foi eleito pela terceira vez pelo MDB deputado federal com 6.327 votos, ficando em 9° lugar dentre as nove vagas em disputa. Aloysio teve seu mandato de deputado federal cassado pelo Ato Institucional n° 5 e seus direitos políticos suspensos por dez anos. Beneficiado pela anistia em agosto de 1979, manteve-se afastado da carreira política, não voltando a disputar nenhum cargo eletivo.
José Thomaz Nonô, com seis mandatos consecutivos de deputado federal e sempre um dos mais votados, além de filho de Aloysio, foi seu herdeiro político.
Aloísyo Nonô faleceu no dia 7 de julho de 2003.

Oseas Cardoso - fiel aos amigos e verdadeiramente inimigo dos seus inimigos.

  • 08/03/2021 11:54
  • Marcelo Bastos

A trajetória política de Oseas Cardoso Paes iniciou-se em 1942, quando foi nomeado prefeito da cidade do Pilar. Ainda no Estado Novo foi prefeito também da cidade de Piranhas, de 1943 a 1944.

Nas eleições de 1947, Oseas Cardoso foi eleito deputado estadual pelo PSD com 1.094 votos, ficando em 10° lugar dentre as trinta e cinco vagas em disputa.

Oseas Cardoso, nas eleições de 1950 foi reeleito deputado estadual pelo PSD com 1.408 votos, ficando em 13° lugar dentre as trinta e cinco vagas em disputa. Nessa legislatura foi líder da sua bancada e vice-líder do Governo na assembleia legislativa.

No dia 30 de maio de 1951, às 14 horas e 40 minutos, em frente à assembleia legislativa de Alagoas, Oseas Cardoso assassinou Campos Teixeira, que tinha sido candidato ao Governo do Estado nas eleições de 1950 e também foi prefeito de Maceió. Oseas foi preso em flagrante e recolhido à penitenciária da capital. Durante o seu interrogatório, atribuiu ao grupo político de Campos Teixeira o assassinato do seu pai João Cardoso. No dia 5 de junho, a assembleia legislativa decidiu por 17 votos contra 13, que o deputado Oseas Cardoso fosse solto e por 16 votos contra 14, que não fosse processado. Deixou a prisão e o crime ficou impune como tantos outros em Alagoas.

Nas eleições de 1954, Oseas Cardoso foi eleito pela terceira vez consecutiva para deputado estadual pelo PTN com 2.785 votos, ficando em 3° lugar dentre as trinta e cinco vagas em disputa. Nessa legislatura foi o autor do primeiro pedido de impeachment de um governador de estado no Brasil, contra Muniz Falcão. Na sua justificativa para o tal pedido do impeachment do governante, era pelo clima de violência que reinava em Alagoas. Assembleia Legislativa aprovou o impeachment, contudo, o STF considerou-o ilegal, sendo Muniz Falcão, depois anistiado do processo de impedimento por uma comissão de deputados e desembargadores.

Nas eleições municipais de 1955, Oseas Cardoso concorreu ao cargo de prefeito de Maceió e não logrou êxito. O vitorioso daquele pleito foi Abelardo Pontes Lima.

Oseas Cardoso, nas eleições de 1958 foi eleito pela quarta vez deputado estadual pela UDN com 3.806 votos. Naquele pleito foi o deputado estadual mais votado.

Nas eleições de 1962, Oseas Cardoso foi eleito deputado federal pela UDN com 12.593 votos, ficando em 4° lugar dentre as nove vagas em disputa.

Oseas Cardoso, nas eleições de 1965 foi candidato a vice-governador na chapa de Arnon de Melo, que não lograram êxito. O mais votado naquele pleito entre os cinco postulantes foi Muniz Falcão, porém a sua vitória foi esbarrada na Emenda Constitucional n° 13, promulgada em 8 de abril de 1965, que exigia a maioria absoluta de votos para homologação do resultado e caberia à assembleia legislativa resolver o impasse; contudo, por vinte votos contrários ele foi derrotado. A partir de então, o Estado de Alagoas passou a ser governado por um interventor federal, general João Tubino até o momento em que os deputados estaduais escolhessem o novo governador, conforme previa o Ato Institucional n° 3, que legitimou a eleição indireta de Lamenha Filho para governar o Estado e cuja posse aconteceu em 15 de agosto de 1966.

Nas eleições de 1966, Oseas Cardoso foi reeleito deputado federal pela ARENA com 25.650 votos, sendo o mais votado naquele pleito. Em abril de 1969, teve o mandato cassado e os direitos políticos suspensos por dez anos, com base no Ato Institucional n° 5 de 13 de dezembro de 1968.

Oseas Cardoso, nas eleições de 1982 foi candidato pela terceira vez para deputado federal pelo PDS com 30.683 votos, ficando na primeira suplência da sua coligação. Assumiu o mandato em 1986, na vaga de Fernando Collor, que se afastara da Câmara Federal para disputar o Governo de Alagoas.

Após as eleições de 1982, Oseas Cardoso não voltou mais a concorrer a cargos eletivos, passando a se dedicar às atividades empresárias. Faleceu em Brasília no dia 31 de maio de 2009.

Abraão Moura - um político com ideias progressistas.

  • 01/03/2021 11:40
  • Marcelo Bastos

A trajetória política de Abraão Fidélis de Moura iniciou-se em 1948, quando foi eleito vereador de Atalaia, sua cidade natal, pelo PSD.

Nas eleições de 1950, Abraão Moura foi eleito deputado estadual pelo PST com 1.134 votos, ficando em 21° lugar dentre as trinta e cinco vagas em disputa.

Abraão Moura, nas eleições de 1954 foi reeleito deputado estadual pelo PTB com 1.683 votos, ficando em 13° lugar dentre as trinta e cinco vagas em disputa. Nessa legislatura foi um dos principais defensores do governador Muniz Falcão contra seu impeachment. A Assembleia Legislativa aprovou o impeachment, contudo, o STF considerou-o ilegal, sendo Muniz, depois anistiado do processo de impedimento por uma comissão de deputados e desembargadores.

Nas eleições de 1958, Abraão Moura alçoou voos mais altos e com o apoio do governador Muniz Falcão, foi eleito pelo PSP a deputado federal com 11.782 votos, sendo o mais votado daquele pleito. Durante sua campanha defendeu o movimento do petróleo é nosso, a reforma agrária, uma reforma social que protegesse os trabalhadores, entre outros temas.

Abraão Moura (PSP), nas eleições de 1960 foi candidato ao Governo do Estado com uma votação de 37.213 votos (32,34%), derrotado por Luiz Cavalcante(UDN), que obteve 38.915 votos (33,81%) em uma das eleições mais acirradas em Alagoas.

Nas eleições de 1962, Abraão Moura foi reeleito deputado federal pela coligação(PSP/PTB) com 15.653 votos, sendo de novo o mais votado naquela eleição. Durante aquela legislatura defendeu o direito de voto aos analfabetos, a favor da instituição da cédula única em todos os pleitos, além de medidas que eliminassem a influência do poder econômico nas eleições. No setor das relações internacionais, defendeu o reatamento das relações diplomáticas do Brasil com a URSS e o apoio do governo brasileiro ao regime cubano de Fidel Castro.

Abraão Moura, após o golpe militar de 1964, que depôs João Goulart e com a extinção dos partidos políticos pelo ato institucional n° 2, e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se ao MDB. Abraão teve seu mandato de deputado federal cassado e seus direitos políticos suspensos por dez anos. Diante desse fato, não pode concorrer ao pleito de 1966, saindo da vida pública e passou a se dedicar à agropecuária.

Abraão Moura faleceu em Maceió no dia 11 de julho 1993.

 

Alagoas sempre escrevendo a história do país.

  • 23/02/2021 12:44
  • Marcelo Bastos

O Estado de Alagoas, apesar de ser a segunda menor renda per capita e sendo o segundo menor em extensão territorial do país, no que diz respeito à questão política, sempre esteve na vanguarda.

Alagoas começou a se destacar na história da política do país com os Marechais Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto, que foram respectivamente os dois primeiros presidentes do Brasil, sendo Deodoro o proclamador da República.

No período negro da ditadura militar, o senador Teotônio Vilela foi o político que mais se destacou contra o estado de exceção, desfraldando a bandeira da redemocratização, o que o configurou como porta-voz do processo de distensão e como a principal liderança em oposição ao sistema. Vilela passou a usar a tribuna do Senado com discursos contundentes em favor da redemocratização do país.

Em setembro de 1983, os compositores Milton Nascimento e Fernando Brant lançaram em homenagem a Teotônio a música o Menestrel das Alagoas, transformada em verdadeiro hino das "Diretas Já" pela cantora Fafá de Belém. 

Teotônio Vilela foi um "viajante" que espalhou a esperança, falando a língua do povo, como ninguém fala mais.

Fernando Collor conhecido como o "caçador de marajás", quando governador de Alagoas, passou a ser o destaque na grande imprensa nacional graças a essa postura de "guardião da moral", Collor fez uso de uma elaborada estratégia de marketing focada nos temas que mais preocupavam a população naquele momento. Seu discurso refletia os interesses da população, de acordo com as pesquisas dos institutos especializados. Diante da popularidade alcançada em todo território nacional, Collor criou o inexpressivo partido PRN e se elegeu pelo voto popular em 1989, tornando-se o primeiro presidente do Brasil, após o regime militar.

Outro grande protagonista da história, Renan Calheiros, iniciou a sua trajetória política no final da década de 70, quando ainda era estudante universitário e já mostrava sinais desse protagonismo. Notabilizou-se no Governo do presidente Collor como o líder do governo na Câmara Federal, no Governo de FHC, como ministro da Justiça e três vezes como Presidente do Congresso Nacional. O senador Renan Calheiros, ao longo dos seus mais de 40 anos de vida pública, passou a ser um dos políticos mais influentes do Brasil.

Outro alagoano a ser ressaltado, o viçosence Aldo Rebelo, apesar de ter construído a sua trajetória política no Estado de São Paulo, tornou-se um dos políticos mais importantes do Brasil pós-ditadura. Foi uma das maiores lideranças do movimento estudantil, chegando à presidência da UNE, foi presidente da Câmara Federal e quatro vezes ministro de Estado.

Vale destaca também no Governo Temer, Alagoas foi agraciada com a nomeação dos deputados federais Maurício Quintella como ministro dos Transportes, Portos e Aviação e Marx Beltrão como ministro do Turismo.

No dia 1 de fevereiro de 2021, Alagoas volta, mais uma vez, as manchetes da grande imprensa brasileira com a vitória do deputado federal Arthur Lira para a presidência da Câmara Federal.  O deputado é um dos principais líderes do Centrão e foi eleito com 302 votos dos 513 deputados, vencendo a disputa no primeiro turno.

  O que ainda escreverá na história do país o nosso Estado de Alagoas?

José Alves- Um político de muita competência.

  • 18/02/2021 12:02
  • Marcelo Bastos

A trajetória política de José Alves de Oliveira iniciou-se em 1970, quando foi eleito pela ARENA deputado federal com 17.883 votos, ficando em 3° lugar dentre as cinco vagas em disputa.

Nas eleições de 1974, José Alves foi reeleito deputado federal pela ARENA com 22.308 votos, ficando em 5° lugar dentre as seis vagas em disputa. Nessa legislatura foi vice-líder do Governo e da ARENA na Câmara Federal. 

José Alves, nas eleições de 1978 postulou a indicação de seu nome como candidato da ARENA ao Governo de Alagoas nas eleições que era pelo processo indireto. A convenção de seu partido, entretanto, optou pela candidatura de Guilherme Palmeira, afinal eleito por um colégio eleitoral com uma votação de 162 votos. José Alves, tentou a reeleição nesse pleito a Câmara Federal, obtendo 14.652 votos, ficando na primeira suplência da sua coligação.

Nas eleições de 1994, José Alves foi candidato pela quarta vez para deputado federal pelo PPR, obtendo 4.143 votos, não logrando êxito naquele pleito.

Após as eleições de 1994, José Alves não disputou mais nenhum cargo eletivo. Faleceu no dia 14 de agosto de 1997.

Moura Rocha- Um político de respeito.

  • 08/02/2021 11:56
  • Marcelo Bastos

A trajetória política de José Moura Rocha iniciou-se em 1978, quando foi candidato ao senado da República pelo MDB com 157.703 votos (45,70%). Apesar da excelente votação, perde a eleição em virtude de que a sublegenda somava os votos dos candidatos do mesmo partido. O MDB apresentou apenas Moura Rocha, já que o outro candidato do partido ao senado, Vinícius Cansação desistiu. A ARENA, lançou três candidatos ao senado, que juntos somariam seus votos contra Moura. Luiz Cavalcante(ARENA) com 117.302 votos (33,76%) foi o grande beneficiado pela sublegenda, já que os votos de Rubens Vilar(ARENA) com 51.402 votos (14,80%) e José Sampaio(ARENA) com 21.024 votos (6,05%) somava a votação a dele, portanto, Luiz Cavalcante, protegido pelo casuísmo da sublegenda foi o vitorioso do pleito. Moura Rocha foi derrotado eleitoralmente, mas vitorioso moralmente.

Moura Rocha, nas eleições de 1982 seria candidato ao Governo do Estado pelo PMDB, porém Teotônio Vilela, que seria candidato pelo PMDB ao senado, desistiu de sua candidatura por motivos de saúde. Diante dessa situação, Moura Rocha passou a ser o candidato ao senado e José Costa ao Governo do Estado. Moura não logrou êxito naquele pleito e foi o segundo colocado com 202.573 votos (43,83%). Vários foram os fatores determinantes para a sua derrota, entre eles a existência de uma miríade de casuísmo que o partido do governo (PDS) foi beneficiado, como por exemplo o voto vinculado, o qual obrigava o eleitor a escolher candidatos de um mesmo partido para todos os cargos em disputa, sob pena de anular seu voto, engessando a eleição e beneficiando por demais a situação. Faltava à oposição uma estrutura política mais organizada. Em muitos interiores de Alagoas não havia diretório do PMDB, o que gerou um grande prejuízo na votação no interior. Além desses fatores adversos à oposição, o partido da situação (PDS) ainda tinha a seu alcance a máquina do governo federal, estadual e tinha a maioria das prefeituras a seu favor.

Nas eleições de 1986, Moura Rocha foi candidato a deputado constituinte pelo PDT obtendo 14.606 votos, não logrando êxito naquele pleito.

Moura Rocha, nas eleições de 1994 foi candidato ao senado pelo PP na coligação do governador Geraldo Bulhões e obteve uma votação inexpressiva de 61.905 votos (6,3%). Talvez, a decisão em ser candidato ao senado naquele pleito tenha sido seu maior erro político de toda a sua história, pois o momento político estava muito diferente de outrora.

Após as eleições de 1994, Moura Rocha não voltou mais a concorrer a cargos eletivos, passando a se dedicar às atividades da advocacia. Faleceu no dia 26 de maio de 2019.

Antonio Ferreira- Um paraibano que virou político em Alagoas.

  • 01/02/2021 12:07
  • Marcelo Bastos

A trajetória política de Antonio Ferreira de Andrade iniciou-se em 1970, quando foi eleito pelo MDB deputado estadual com 8.013 votos, ficando em 2° lugar dentre as quinze vagas em disputa. Nessa legislatura foi vice-presidente da Assembleia Legislativa.

Nas eleições de 1974, Antonio Ferreira foi eleito pela ARENA deputado federal com 21.496 votos, ficando em 6° lugar dentre as seis vagas em disputa.

Antonio Ferreira, na eleição de 1978 foi reeleito pela ARENA deputado federal com 18.983 votos, ficando em 4° lugar dentre as sete vagas em disputa. Com fim do bipartidarismo em novembro de 1979 e consequentemente a reorganização partidária, filiou-se ao PDS.

Nas eleições de 1982, Antonio Ferreira foi candidato pela terceira vez para deputado federal pelo PDS, obtendo 27.128 votos, porém, não logrou êxito naquele pleito. Deixou a Câmara Federal em janeiro de 1983.

Antonio Ferreira, na eleição de 1986 foi eleito deputado constituinte pelo PFL com 21.080 votos, ficando em 7° lugar dentre as nove vagas em disputa. Na Assembleia Nacional Constituinte, pronunciou-se contra a criminalização do aborto, a jornada semanal de 40 horas, o turno ininterrupto de seis horas, a estatização do sistema financeiro e a desapropriação da propriedade produtiva. Manifestou-se favorável à proteção ao emprego contra as demissões sem justa causa, ao aviso prévio proporcional, ao voto aos 16 anos, ao presidencialismo, ao mandato de cinco anos para o presidente José Sarney e à anistia aos micros e pequenos empresários. Em janeiro de 1991, concluiu o mandato sem ter tentado reeleger-se.

Nas eleições de 1994, Antonio Ferreira foi candidato pela quarta vez para deputado federal pelo PFL obtendo 9.134 votos, não logrando êxito. Ainda assumiu o mandato em janeiro de 1999, no último mês da legislatura. 

Após o término do seu quarto mandato de deputado federal, Antonio Ferreira não voltou a concorrer a cargos eletivos, o que significou a sua aposentadoria da vida pública.

FÉRIAS

  • 04/01/2021 16:27
  • Marcelo Bastos