No Brasil, dados do IBGE revelam que em adultos acima de 40 anos o número de mortes por doenças cardiovasculares só perde para as mortes de causa violenta, como acidentes de trânsito e homicídios.

Quando falamos em doenças cardiovasculares queremos dizer principalmente Doença das Artériasdo coração e AVC (Acidente Vascular Cerebral), pois juntos correspondem a 85% dos casos. No Brasil, entre 2008 e 2018, 12 milhões de pessoas foram internadas e mais de 900 mil morreram por doenças cardiovasculares.Em Alagoas a mortalidade (10,98%) é maior que a média nacional (7,75%) e no interior, que abrange as regiões do agreste e sertão, chega a 14,19%.

Deve-se chamar a atenção da sociedade e dos governantesao fato de que grande parte dessas doenças são ocasionadas por fatores de risco que podem ser evitados ao longo da vida como hábito de fumar, grande ingestão de gorduras e frituras, uso incorreto de medicações, obesidade, hipertensão arterial, falta de atividade física, mal controle do diabetes, doenças orais como a periodontite, entre outros.

Como pode parecer óbvio, se conhecemos as principais causas das doenças cardiovasculares, por que elas continuam aumentando? Na tentativa de responder a esta pergunta,o Mestrado de Pesquisa em Saúde do Centro Universitário Cesmacdesde 2018desenvolve  uma pesquisa realizada no município de Arapiraca-AL sobre esta questão. 
Ocoordenador da pesquisa e cirurgião cardiovascular Sérgio Francisco dos Santos Junior, orientado pela Profa. Dr. Kristiana Cerqueira Mousinho e co-orientado pela Profa. Dra. Mara Cristina Ribeiro, vem se dedicando a compreender de forma mais aprofundada como melhorar as ações preventivas para tais doenças. 

A ser finalizada em março abrilde 2019,espera-se que a pesquisa possa trazer informações que ajudem a identificar onde está a lacuna entre o conhecimento dos fatores de risco para essas doenças e a falha em se conseguir a prevenção de maneira satisfatória e, assim, contribuir para a sociedade com informações que ajudem os sistemas de saúde a serem mais eficazes em suas ações de prevenção e promoção à saúde.

Sérgio Francisco dos Santos Junior*,Kristiana CerqueiraMousinho*, Mara Cristina Ribeiro*.
*Sérgio Francisco dos Santos Junior é Diretor científico da Sociedade Norte Nordeste de Cirurgia Cardiovascular, MBA em gestão de Saúde, Cirurgião Cardiovascular e Mestrando em Pesquisa em Saúde.
** Professora Doutora do programa de pós graduação Pesquisa em Saúde