Blog do Vilar

Pauta trancada na Câmara; projetos aguardam “de molho”

Será que a pauta da Câmara Municipal de Maceió será destrancada nesta semana? Tudo depende da votação dos vetos do Executivo – como já informado pela imprensa – cujas análises estão sendo feitas pelo presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Ricardo Barbosa (PT). Por prazo, a apreciação pode ocorrer já nas sessões desta semana, com a derrubada ou manutenção dos vetos aos projetos de autoria dos edis e às emendas da Lei de Diretrizes Orçamentárias.

A apreciação dos vetos – entretanto – não atrapalha um projeto que aguarda - há muito tempo – o posicionamento dos vereadores: a votação do subsídio dos servidores municipais. Porém, este ainda não foi à pauta por questões – segundo o presidente da Casa de Mário Guimarães, Galba Novaes (PRB) – técnicas, como avaliação do impacto financeiro e os estudos relativos à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Pelo tempo que o projeto é aguardado, não creio (opinião de leigo) que seja tão difícil ou moroso tal estudo de impacto. Há quem acredite na apreciação nesta semana. Os servidores aguardam ansiosos. Aliás, há projetos na Câmara Municipal de Maceió que – mesmo depois de aprovados – continuam difíceis de serem postos em prática. É o caso, por exemplo, do Portal Transparência que virou lei ainda na presidência do ex-vereador e atual deputado estadual Dudu Holanda (PSD). Até agora é só uma lei no papel que esbarrou em questões técnicas.

Com a apreciação dos vetos, os vereadores se preparam para apreciar a Lei Anual Orçamentária (LOA), que prevê uma arrecadação de R$ 1,6 bilhões para o município. Outros projetos em pauta também, dentre os quais a “menina dos olhos” de Galba Novaes: o Bico Legal. Mas, por incrível que pareça, já estamos no final de outubro e no que depende dos projetos o segundo semestre ainda parece não ter começado na Casa de Mário Guimarães.

 

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A nota de Luiz Eustáquio Toledo, o presidente do TC

O presidente do Tribunal de Contas do Estado de Alagoas, Luiz Eustáquio Toledo, emitiu nota sobre a Operação Rodoleiro no dia de ontem, 21. Considerações ainda tímidas e cautelosas, mas com medidas efetivas de afastamento e abertura de procedimentos. O que já era esperado por parte da imprensa diante das graves acusações graves feitas pela Polícia Federal que apontam um desvio de aproximadamente R$ 100 milhões no órgão, envolvendo um haras e empresas (dentre as quais uma academia de ginástica luxuosa).

A fraude, como já explicado, consiste na majoração da folha de pagamento dos servidores do órgão, tentando – conforme a Polícia Federal – ludibriar a receita. Um ponto semelhante com o que foi denunciado, também pela PF, em relação à Assembleia Legislativa, durante a Operação Taturana, em 2007. Lá, um desvio de R$ 300 milhões, contendo também outras modalidades (como empréstimos fraudulentos), segundo as investigações.

Luiz Eustáquio, que estava em Minas Gerais recebendo uma comenda (triste ironia) no momento em que o órgão que comanda era vasculhado pela Polícia Federal, não foi citado nas investigações. Assim como nenhum conselheiro. Mas, as investigações seguem...

Quanto à nota, o presidente do Tribunal de Contas diz que entregou à PF – para as investigações – as fichas cadastrais e financeiras dos servidores. Fez o esperado e o que era de sua competência diante da determinação da Justiça. Até aí, nenhum favor ou contribuição espontânea, mas o procedimento correto em relação à gravidade do caso e ao documento que lhe foi encaminhado pela Justiça Federal. Ou não?

O Tribunal de Contas do Estado de Alagoas passou a imagem de não ter fiscalizado a Assembleia Legislativa, o que era de sua competência, há alguns anos. E agora, reforça a imagem que sequer fiscaliza a si mesmo, pois vai abrir procedimento investigativo contra os diretores para saber das irregularidades depois do flagra por alguém de fora. Ora, então que o TC explique o procedimento administrativo para composição, pagamento da folha e informações prestadas à Receita Federal. Elas eram feitas sem acompanhamento da alta cúpula? Era possível que assim fosse feito? Os detalhes dos procedimentos administrativos no caso são de suma importância. Tanto é assim que – como declarou Antônio Miguel – isto estava na pauta dos depoimentos. Tais indagações seriam feitas aos suspeitos.

Como se dá o processamento da folha do Tribunal de Contas do Estado? A autorização para pagamento? São quantos servidores efetivos? São quantos comissionados? Perguntar não ofende, ainda mais se tratando de um órgão público, com informações que devem ser públicas. Não se trata de pré-julgar ninguém, mas – como até já afirmei em textos anteriores sobre o caso – esclarecer o que é posto pela Polícia Federal, que coloca mais uma vez o Tribunal de Contas em xeque, agora de forma bem mais grave do que como foi feito na Assembleia.

Quanto a instaurar inquérito administrativo contra os funcionários? É o que se espera de fato. No mais, será que o Tribunal de Contas do Estado também estaria disposto a uma auditoria interna. A Assembleia Legislativa – após a Taturana – chegou a propor uma, mas nunca apresentou seus resultados. Ou estou enganado? Com a palavra o então presidente do Legislativo, Fernando Toledo (PSDB)... Ora, se R$ 100 milhões sumiram ao longo de anos, por quantos olhos passaram este dinheiro? Será que apenas pelos quatro olhos dos dois diretores? Se a resposta for “sim”, um alívio por inocentar um monte de gente, mas ao mesmo tempo se coloca em xeque a competência dos fiscalizadores (que são escolhidos por sabatinas ou por acordos políticos do parlamento!? Quem lembra mesmo?!).

Volto a repetir: sem pré-julgamentos. Quem inocente for, que seja inocentado. Quem culpado for, que se quebre. Volto a repetir: até o presente momento nenhum conselheiro foi acusado de nada; o que indago é como o desvio – caso comprovado – ocorreu sem que ninguém notasse, a não ser é claro a Receita Federal e a Polícia Federal, estes dois “danadinhos” desconstrutores de mitos. Mas, como nunca é tarde: o Tribunal de Contas vai apurar a conduta dos diretores envolvidos na operação policial. Ah, e pretende suspendê-los de forma preventiva.

Luiz Eustáquio encerra a nota afirmando que pretende colaborar com as investigações de forma transparente. Que bom! Que assim seja! Agora, colocar o fato como “absolutamente isolado” é algo que ainda é cedo para afirmar. Afinal, caso a PF esteja com razão, os desvios acontecem desde 2005, com várias folhas processadas para pagamento e consequentes declarações de imposto. Ou seja, foram vários atos. E em um conjunto com mais de um – lei da matemática – não há ato isolado. Não é conjunto unitário.

Luiz Eustáquio espera que tudo seja esclarecido. É o que a sociedade espera. Que bom que ele colocou – em nota – que tal esclarecimento é um imperativo (entendam isto como prioridade, questão de honra, ponto principal), assim o próprio presidente pode vir a ser cobrado sempre por suas palavras. E que o esclarecimento imperativo venha o quanto antes, não é mesmo?!

 

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PSOL elege sua direção municipal neste sábado

O PSOL define hoje os seus nomes para a corrida eleitoral de 2012. O partido se reúne – nesta tarde – na sede da Câmara de Maceió para a eleição da direção municipal. É só a formalização. Alexandre Fleming – que ocupa a presidência, após a crise interna que resultou na saída do vereador Ricardo Barbosa para o PT – será reconduzido ao cargo.

A estratégia do PSOL para 2012 – que começa a ficar mais visível hoje, apesar de já ter sido anunciada por toda a imprensa – é a reeleição de Heloísa Helena, com a possibilidade de voltar a ocupar uma segunda cadeira, em virtude da densidade eleitoral da ex-senadora. Claro que os psolistas mais otimistas acreditam até em uma terceira vaga, o que fez com que muita gente procurasse o PSOL sem qualquer identificação ideológica com o partido.

Alexandre Fleming – como o próprio já assumiu – é pré-candidato à Prefeitura Municipal de Maceió. Assim, Mário Agra – o nome que era posto para as majoritárias – tentará a dobradinha com Heloísa Helena. Logo mais, os psolistas confirmam tudo isto, sem qualquer tipo de surpresa.
 

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Cada vereador custa mais de R$ 2,6 mil em combustível por mês em Maceió

Assessoria Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Câmara de Maceió

Recentemente a Câmara Municipal de Maceió – por meio de licitação – fixou o valor de R$ 2,65 o litro de combustível utilizado pelo Poder Legislativo da capital alagoana. Cada edil tem o direito de uma cota de mil litros por mês, o que representa – cálculo simples! - R$ 2.650,00 por mês para ir e voltar do trabalho Em tese, estes vereadores residem em Maceió, o mesmo local onde fica a Casa de Mário Guimarães, não é mesmo?! Bem, acredito eu que a cota seja suficiente...

Mas, como nem só de combustível vive a locomoção, cada edil também tem direito a o aluguel de um veículo. Somente em combustível – portanto – a soma pode chegar a mais de R$ 55 mil por mês, caso todos os edis façam o uso da cota. A situação já foi de mais gastos. Antes, na gestão anterior da Mesa Diretora, eram 1,3 mil de combustível por mês e dois veículos por vereador.

Vale ressaltar que a este gasto somam-se ainda as 17 assessorias por gabinete, as verbas indenizatórias de R$ 9 mil e o salário do edil que é de R$ 9 mil (valor bruto). Um considerável custo por vereadores, sobretudo, se considerarmos os contrastes da capital alagoana. O presidente Galba Novaes (PRB) apresenta propostas para redução de custos – menos verbas indenizatórias, menos cargos comissionados e revogação do aumento salarial dos edis para 2013 – como uma forma do Legislativo municipal poder recepcionar os novos 10 vereadores que chegarão a Casa, na próxima legislatura.

Vale ressaltar que os números de hoje são bem menores do que foram em um passado, onde a verba indenizatória era sacada na boca do caixa e tinha o teto de R$ 27 mil. Isto acabou, não por iniciativa e livre vontade da Câmara, mas por pressão do Ministério Público Estadual. E com tudo isto, o Poder Legislativo municipal ainda possui sobra de custeio, o que pode até lhe permitir a comprar um prédio próprio – ou construir em área doada pela Prefeitura no final deste ano.

 

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A nota de esclarecimento da TOP e algumas indagações

A academia TOP – que foi alvo de busca e apreensão e teve seu proprietário (Sérgio Gomes de Barros) detido durante a Operação Rodoleiro, desencadeada pela Polícia Federal – divulgou uma nota de esclarecimento! A nota direcionada à imprensa é composta por cinco vocábulos: “A TOP continua funcionando normalmente”. É isto! Ponto final!

Na verdade, não esclarece muita coisa à sociedade alagoana, que assistiu – por meio da imprensa – à Operação Rodoleiro, que afirma um desvio de aproximadamente R$ 100 milhões envolvendo o Tribunal de Contas do Estado (nas figuras de dois diretores), empresas (dentre as quais a academia) e um haras localizado em Atalaia. A academia tranquiliza seu público alvo e seus clientes. Funcionará normalmente. Apenas isto.

Que o Tribunal de Contas do Estado, quando se pronunciar pelo seu presidente Luiz Eustáquio Toledo, ressalte algo além de dizer que está funcionando normalmente. Afinal, é o que se espera desde sempre: que o Tribunal funcione normalmente. E que se entenda o normalmente como exercício normal de suas atividades mesmo: fiscalização da aplicabilidade dos recursos públicos. Que é justamente o que está sendo posto em xeque pela Polícia Federal.

Portanto, cabe ao TC uma resposta bem mais sólida. Negando o desvio e mostrando sua versão aos fatos; ou afirmando que a alta cúpula não tinha conhecimento deste, já que não há – conforme informações da própria PF – envolvimento de qualquer conselheiro. Na segunda opção, fica a pergunta: se não se sabia de nada, o que faziam então os conselheiros que em essência são fiscalizadores?

Bem, o que mais se tem até o presente momento são perguntas a serem feitas. A TOP – por exemplo – com saiu na frente, poderia explicar também qual o envolvimento do proprietário com o caso. A Polícia Federal – segundo o delegado Antônio Miguel – o indiciou. Os supostos crimes atribuídos aos suspeitos, como já citado pela imprensa, são de sonegação fiscal, desvio de recursos e lavagem de dinheiro. É bom, entretanto, evitar pré-julgamentos. Mas, o posicionamento dos envolvidos é importantíssimo.

Entendo a postura da academia de ginástica em sua nota sucinta. Discordo de ser chamada de nota de esclarecimento. Deveria ser tido como aviso. Enfim. Questionei isto no twitter. A assessoria disse que manteria (espero que seja uma referência a toda sociedade e não apenas à imprensa, que é apenas um elo entre as partes) informado, quando pudesse passar maiores informações. Assim é o esperado.

Ressalto, entretanto, a competência da assessoria de imprensa da academia, que soube se fazer presente e atendeu atenciosamente a todos da imprensa, na crise que gerencia. Elogiar o trabalho deles, não significa – contudo – qualquer discussão em relação ao mérito da questão. Afinal, as acusações são gravíssimas e mais uma vez maculam não uma academia, não um tribunal, não um haras, mas a imagem de um Estado de pessoas de bem que sofrem pelos desmandos de alguns. E assim: quem for podre que se quebre, quem for inocente, que seja inocentado, como já disse em post anterior.
 

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Há possibilidade real de greve dos funcionários da ALE por conta do PCC

Independente da representatividade do sindicato, os servidores da Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas estão extremamente insatisfeitos com a Mesa Diretora, por conta da não implantação do Plano de Cargos e Carreiras da categoria.

Há inclusive possibilidade de paralisação das atividades na Casa de Tavares Bastos, por parte dos funcionários. Isto porque – na visão de muitos – o presidente da Assembleia, Fernando Toledo (PSDB), descumpre ordem judicial, ao não conceder aos servidores o que lhes é de direito.

Com o apoio do sindicato já foram duas greves. A possibilidade da terceira já se ensaia. O presidente do sindicato da categoria, Ernandi Malta, frisou que se depender de Fernando Toledo o PCC só será implantado em janeiro de 2012. Para quem se lembra da novela, já deve ter visto que o que não faltou foi promessa e data no longo caminho até a reunião da manhã desta quinta-feira, dia 20, que foi antecipada pelo Blog do Vilar.

Ernandi Malta colocou – em entrevista à imprensa – que nem mesmo a nivelação dos trabalhadores foi feita. Malta faz parte então do grupo dos insatisfeitos. Ele cobra um posicionamento da Mesa Diretora para tentar evitar o que ele chama de “desgaste de uma nova paralisação”. “Há um muito tempo que a Mesa Diretora empurra o problema com a barriga”, frisa o presidente do sindicato. O que é verdade!

Agora o que chama atenção é que do lado do sindicato surge mais uma vez o discurso de revelar que há sobra no caixa da Assembleia. E quando será esta revelação? A ameaça para garantir o acordo?

 

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A Polícia Federal, o Palácio de Vidro, a forma física e os cavalos...

Há uma estranha semelhança entre o suposto esquema de desvios de recursos do Tribunal de Contas do Estado e aquele que foi detectado na Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas. Em ambos os casos, a Polícia Federal entrou nas investigações por conta da suposta tentativa de se falsificar informações prestadas à Receita Federal. Era empenhado um valor para o pagamento de servidores, mas este era majorado quando levado à Receita, para que e tivesse altas restituições. Consequentemente, se saca o valor restituído – conforme a PF – na boca do caixa e se redistribuía com os mais variados fins, dentre os quais as empresas montadas.

No caso do parlamento, se verificou até uma folha salarial não declarada (a famosa 108). No Tribunal de Contas do Estado, segundo a PF, o recurso foi usado em empresas – dentre as quais a academia de ginástica em questão e um haras localizado na cidade de Atalaia, com 102 cavalos, sendo quarenta de raça! Agora, o Tribunal de Contas terá que fazer ginástica (com o perdão do trocadilho) para melhorar sua imagem já desgastada – desde a Taturana – com a opinião pública. Ou ainda – com perdão dos trocadilhos! – caso se confirmem as informações da PF, é prova de a corrupção correu a galope e quiseram passar um “trote” na Receita Federal.

Por enquanto, três envolvidos diretamente, segundo a PF: o proprietário da academia de ginástica Top e dois funcionários do Tribunal de Contas do Estado. A operação pode atingir conselheiros? Bem, segundo a própria PF, as investigações não se encerraram ainda. É possível, diante do volume de informação apreendido no dia de hoje, afinal é preciso conhecer o procedimento administrativo do Tribunal de Contas. Saber se a composição da folha, a forma de pagamento e se as declarações dadas a Receita Federal eram feitas ao bel prazer do setor administrativo e do “recursos humanos”, ou tinham anuência do mais alto escalão do pleno. Até agora, quem dá conselho é inocente na história.

Por enquanto, não há nada que aponte envolvimento das mais altas autoridades do Palácio de Vidro da Avenida Fernandes Lima.

Além da academia de ginástica, a Polícia Federal passou por três residências e nove empresas. Algumas chamaram atenção: pareciam ser apenas de fachada!

Os números dos supostos desvios apontados pela Polícia Federal? Vamos lá: de 2009 a 2011 (período investigado): R$ 30 milhões. Mas há o conhecimento de que desde 2005 até a presente data se teria desviado um valor aproximado de R$ 99 milhões. Uma fonte indaga: isto se refere ao tempo em que houve a investigação, pois há um período que entra em prescrição. Logo, se administração destes recursos foram sempre feitos pelas mesmas pessoas, é possível que a sangria – caso comprovada – estivesse ocorrendo há décadas; sabe-se lá para qual fim.

Os três detidos ficam por prisão temporária (cinco dias). Na pauta dos depoimentos, como já citado – segundo informações colhidas com a própria Polícia Federal – saber aspectos administrativo do Tribunal de Contas. Seguir o caminho do dinheiro e de onde partiram as autorizações. O delegado da Polícia Federal, Antônio Miguel, explica que se houvesse participação de conselheiro detectada, o processo se tornaria mais complexo em virtude dos cargos. Alguns procedimentos seriam com o Supremo Tribunal Federal.

Logo, a primeira etapa das investigações – que finalizou hoje! – foi em busca do empresário e dos funcionários apenas, que foram os únicos investigados. A partir destas informações pode haver desdobramentos? Sim! Tanto que a Polícia Federal tem todo o cuidado com a imprensa para não dar mais informação do que o que pode, com a desculpa de não comprometer o que ainda pode estar por vir. E o que será? A pergunta é respondida com o silêncio. O Tribunal de Contas do Estado ainda não se pronunciou sobre o assunto. Talvez aguarde todas as considerações da Polícia Federal.

Mas, fica evidente a necessidade do presidente do TC, Luiz Eustáquio Toledo, falar sobre o assunto. Emitir nota e esclarecer os procedimentos adotados por aquele poder para garantir a lisura do pagamento de seus servidores, bem como às declarações dadas à Receita Federal. O dono da casa que foi revirada (não no sentido literal, evidentemente) deve ter algo a falar sobre o assunto, mesmo sem ter sido citado, mas simplesmente por ser o comandante do poder. Há uma expectativa em torno deste pronunciamento.

Mas, ressalto: até o presente momento, nenhum conselheiro foi citado pela Polícia Federal, ou pela Receita Federal. Evidente que a imprensa indagou sobre possível participação destes, durante a coletiva. A resposta foi: “até o presente momento, não identificamos nada neste sentido”. Isto falado pelo superintendente da PF, Amaro Vieira, pelo delegado Antônio Miguel e pelo delegado da Receita Federal, Edmundo Tojal.

As indagações aqui feitas não acusam ninguém, mas procuram colocar a dimensão dos questionamentos obviamente abertos por esta operação. Eles nem podem ser superdimensionados, muito menos subdimensionados. A PF faz acusações gravíssimas que mostra a possibilidade de um laranjal sendo sustentado com dinheiro público. Quem for podre nessa histórica que se quebre; quem inocente for, que assim seja inocentado. O ideal é que a Justiça – ao receber o inquérito – não seja morosa. Afinal, a morosidade nestes casos condena os possíveis inocentes injustamente acusados e inocenta os culpados para estes continuem por aí assumindo cargos e prevaricando na administração pública; ou até fazendo coisa pior.

Por fim, o superintendente Amaro Vieira diz que o nome da operação – Rodoleiro – foi muito bem escolhido: “são carrapatos que ficam em cavalos e apreendemos 102, dentre os quais os de raça. O dinheiro do Tribunal de Contas era usado para comprar estes cavalos. E estes carrapatos provocam uma febre maculosa e Alagoas está febril, doente por conta dos desvios de dinheiro público”. Fala do superintendente.

E para não variar, entre as apreensões feitas: armas de fogo ilegais; duas, no caso (segundo a PF). A Polícia Federal indiciará os suspeitos por sonegação fiscal, desvios de recursos e lavagem de dinheiro. Palavra do delegado. Aguardar agora, os novos caminhos das investigações.

 

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JHC questiona Governo quanto PPP para abastecimento de água no Agreste

Assessoria Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Deputado Estadual João Henrique Caldas

O deputado estadual João Henrique Caldas (PTN) – que adota uma postura independente (quanto aos blocos bancada de governo e oposição na ALE – está cada dia mais inclinado à oposição, com questionamentos sobre as posturas, condutas e até mesmo procedimentos do Governo do Estado de Alagoas.

A mais recente de JHC é o questionamento em relação à Parceria Público Privada (PPP) para a prestação de serviços de captação, transporte e fornecimento de água na região Agreste de Alagoas, entre os municípios de Traipu e Arapiraca. O parlamentar que inclusive discutir o processo licitatório em sessão especial.

Ele destaca que há “muitas dúvidas e pouco esclarecimento” por parte do Governo do Estado. Como o investimento é na ordem de R$ 143 milhões, com previsão de retorno, em quatro anos, de R$ 1 bilhão, JHC acha justo que tudo passe por uma lupa gigantesca antes da parceria ser formalizada. Um questionamento que poderia ter sido feito pelos petistas, pelos peemedebistas e outros opositores dos tucanos.

“Eles vão ter retorno em curto prazo e ainda vão explorar a área por trinta anos. Precisamos ficar atentos a isto”, salienta ainda. O parlamentar ainda complementa: “com esse processo de licitação estamos indo na contramão do que a presidenta Dilma Rousseff (PT) disse em sua visita ao lançar o programa Água Para Todos e privatizaremos um bem que é de todos. Não podemos ser culpados por isso”.

A sessão especial já conta com o apoio do deputado estadual Ricardo Nezinho (PTdoB), que é da região e – não deixem de observar isto! – pré-candidato a Prefeitura Municipal de Arapiraca, uma das cidades afetadas pela PPP.

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Os insatisfeitos servidores da ALE discutem caminhos

Um grupo de funcionários da Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas se reúne na manhã desta terça-feira, dia 20, para discutir a situação dos salários e a efetiva implantação do Plano de Cargos e Carreiras do parlamento. Ao que tudo indica, são muitas as insatisfações deste grupo de servidores da Assembleia. Tanto é assim que eles nem resolveram esperar pelo sindicato da categoria.

A reunião pode- inclusive – servir de ponto de partida para uma tentativa de indicativo de greve no Poder Legislativo municipal. Recentemente, foram pelo menos dois embates entre servidores e deputados estaduais, justamente por questões relativas a vencimentos. Nos dois primeiros momentos, com a presença do sindicato da categoria.

Como não poderia deixar de ser, a insatisfação é por parte dos funcionários que de fato trabalham no “parlamento alagoano” e não fazem parte de cotas ou de assessorias em comissão, evidentemente. Será que teremos mais uma paralisação dos servidores da Casa de Tavares Bastos? Muito cedo para esta resposta!
 

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Quem estiver surpreso com o Tribunal de Contas que levante o dedo...

Acompanho a deflagração da Operação Rodoleiro – deflagrada, na manhã de hoje, dia 20 – pela Polícia Federal. Ao que tudo indica atinge em cheio o Tribunal de Contas do Estado de Alagoas. Aquele órgão que tinha por obrigação – saber antes da Polícia Federal (já que é fiscalizador) – o que acontecia com os recursos destinados a Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas, que por sua vez foi alvo de uma operação (a Taturana!) que apontou o desvio de mais de R$ 300 milhões. Aliás, há tanta coisa que o Tribunal de Contas deveria ter notado nos últimos anos envolvendo o poder público e seus recursos, mas...

Por isto, quem estiver surpreso com uma operação federal que investigue o Tribunal de Contas do Estado de Alagoas que levante o dedo! Os meus dez dedos das mãos e os dos pés seguem na mesma posição. Não há um que ouse levantar. Ora, ainda é muito cedo – evidentemente – para se falar em culpabilidade e também inocência. Mas a operação em si sairia a qualquer momento. Resta saber agora qual a consistência e o exato teor dos fatos e o quanto que implica em valores, já que se fala em desvios na folha de pagamento de servidores públicos.

Coincidentemente ou não, ao se falar em desvios, é possível lembrar-se de nomes que hoje estão nos mais altos postos do Tribunal de Contas. Claro, eles sequer podem ser citados, podem inclusive ser inocente. Aliás, é o que se espera; que sejam. Por esta razão, aguardemos para a exposição de nomes.

Mas, isto ilustra que o Tribunal de Contas – composto historicamente pelas indicações da Assembleia Legislativa – deveria ter como prerrogativa a conduta ilibada de seus conselheiros, mas aceita para compor seus quadros aqueles que tiverem – por exemplo – “pequenas” acusações, como estarem envolvidos no roubo (sim, foi roubo! Não usarei o eufemismo de ‘desvio’) de R$ 300 milhões do parlamento alagoano.

É bem verdade que nenhum dos acusados da Taturana foram julgados. Uma pena: pois poderiam comprovar a inocência que tanto arrotam, mas preferem que o processo adormeça (sabe-se lá porque, né?). Por enquanto apenas um funcionário do TC em maus lençóis. Será que vem mais gente?

Rodoleiro é um carrapato, que em fase adulta se infesta em animais domésticos! Taturana é uma lagarta que sai comendo folhas. E Alagoas? Até quando vítima destas pragas que corroem sonhos e futuro. Qualquer sonho e qualquer futuro que possa ser plantado em solo fértil de um Estado melhor para as próximas gerações! Pesticidas neles!
 

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