Bene Barbosa

Calibres restritos para quem, cara-pálida?

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Quem me acompanha, assistiu minhas palestras ou já leu o Mentiram Para Mim Sobre o Desarmamento sabe que a criação dos tais “calibres restritos” pelo ditador Getúlio Vargas não tem nenhuma relação com Segurança Pública. Trata-se tão somente de controle social implantado pelo absolutista suicida que, aliás, só precisou de um reles revolver calibre .32 para sair da vida e entrar na história. Ficasse apenas na história o admirador do fascismo, já estaria ótimo, porém seus entulhos autoritários ficaram nas nossas vidas e seguem fazendo estragos. Temos como exemplo a Carta del Lavoro, também conhecida como CLT e a tal restrição de calibres que – oras bolas, vejam só que surpresa! – só atinge aqueles que cumprem a lei.

Hoje mesmo, dia 18/01, a polícia apreendeu na rodovia Presidente Dutra no Rio de Janeiro, dentro de um carro, nada menos que 19 fuzis e 41 pistolas. Todas as armas em calibres restritos, menos aos bandidos, claro! Enquanto isso um cidadão comum enfrenta uma burocracia interminável, proibitiva e elitista para comprar um simples revolver ou uma espingarda para ter na sua roça e, sabemos, na maioria das vezes tem o seu pedido negado, fato esse que já gerou inclusive um processo movido pelo Ministério Público de Goiás do qual tive a honra de participar ministrando uma palestra sobre o tema naquele órgão.

Recentemente o Exército liberou a compra de pistolas no calibre 9mm para policiais, na imprensa a gritaria foi generalizada, as barbaridades ditas por jornalistas e “especialistas” no tema seriam suficientes para erguer um monte Everest de bullshit. Escrevi um artigo sobre isso que foi inclusive republicado na página da DFPC – Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados – do Exército Brasileiro. Exército... É aqui que eu quero chegar. Sei muito bem das pressões políticas que ocorrem, ainda mais quando se tem como ministro da Ministro da Defesa um empedernido desarmamentista, mas tenho visto, nós últimos meses, um tratamento absolutamente diferenciado sobre o tema, muito diferente do que vi nos últimos 20 anos. Outro exemplo disso foi a regulamentação do Porte de Trânsito para atiradores esportivos. Palmas! Muitas palmas!

A restrição de calibres não passa, como já disse, de entulho autoritário que chegou até nossos dias e, convenhamos, já passou da hora de ser removido da sala! Além de tecnicamente não fazer nenhum sentido, de não trazer nenhum benefício para a Segurança Pública e de que os criminosos se armam cada vez mais com armamento moderno e de calibres muito mais eficazes sem qualquer dificuldade, nada mais justo que nós – e quando digo nós, obviamente estou falando dos não-criminosos - também tenhamos acesso a calibres realmente efetivos para defesa e não ficarmos reféns de calibres anêmicos. Sim, o Exército Brasileiro tem autoridade legal para acabar com essa restrição com uma simples canetada e mostrar que vê no Brasileiro trabalhador e honesto um aliado e não uma ameaça ao Estado Democrático de Direito.

São Paulo é o estado mais armado do Brasil... e o MENOS violento!

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Quantas vezes você ouviu os adeptos da teoria desarmamentista afirmarem que inexoravelmente quanto mais armas em circulação, mais homicídios ocorrem? Infinitas, não é mesmo? Pois bem, o Estado de São Paulo se torna mais um exemplo de que essa afirmação é, como sempre dissemos, absolutamente falsa!

De acordo com reportagem exibida pela desarmamentista GloboNews e divulgada pelo portal G1, também da Globo, de acordo com os dados divulgados pela Polícia Federal, São Paulo tem o maior número de armas em circulação. O tom alarmista da matéria, como sempre, busca trazer crítica e infundir o medo nas pessoas. Fico até imaginando a carinha de horror do jornalista ao escrevê-la. Pois bem, o que a matéria não aborda, óbvio, mas que é abordada em outra matéria também do G1 é que é exatamente São Paulo a Unidade da Federação com o menor índice de homicídios no Brasil e com a maior taxa de redução desse indicador na última década! Mais uma vez os fatos – esses malditos fatos! – provam exatamente o contrário do que é repetido à exaustão pelos tais “especialistas” tão queridos pela imprensa.

Que pese ainda a constatação que a região nordeste, que possui o menor número de armas legais e foi campeã na entrega de armas nas campanha governamentais, segue como o mais violenta do país. Falei disso no artigo Homicídios: a triste lição nordestina.

Não! Não estou afirmando que é essa quantidade de armas em São Paulo – que é baixíssima em relação à gigantesca população paulista – é a responsável pela redução. Há outros fatores que claramente garantiram essa redução, entre elas cito três: política de segurança pública continuada, resolução de homicídios e encarceramento de criminosos. Sim, para o terror dos abolicionista penais o estado tem 40% de todos os presos do Brasil. Só seria possível comprovar os efeitos benéficos da presença de armas nas mãos certas com estudos, mas não há entre pesquisadores renomados nenhum interesse em fazer isso, preferem a cantilena ideológica mesmo. Por outro lado, repito, a tese que mais armas causam mais crimes, mais uma vez se mostra fracassada e indefensável. O resto é mimimi de sociólogo progressista.

 

 

 

Sobre debates e a escassez de bons debatedores desarmamentistas

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Eu escrevo, é verdade, mas confesso que é muito mais por necessidade, por obrigatoriedade do que por gosto ou, muito menos, por talento. O que eu gosto mesmo, paixão na verdade, são palestras e debates. Nas palestras, o contato com o público, a dificuldade de públicos arredios, a necessidade obrigatória de garantir que sua mensagem está sendo recebido e entendida, ali, naquele momento, sem segunda chance, sem segunda leitura de um determinado parágrafo, sem a possibilidade de consulta a dicionários, é apaixonante e desafiadora.

Desafio! Essa é a palavra que, pego-me aqui agora pensando, sempre foi meu combustível. E nada, mas nada mesmo, é mais desafiador do que um debate franco, aberto, ao vivo, sem cortes ou segundas chances! Cada debate se apresenta sempre – e não passei por poucos – como um desafio. Há sempre o inesperado, o argumento contrário, o trocadilho, a pegadinha intelectual do adversário, o frio na barriga antes do início de cada um, como se fosse o primeiro. Durante o debate a coisa flui sem tempo para pensar muito, algo quase instintivo. É como um combate real, que coloca em prática todo o seu treinamento. É fantástico tanto quanto exaustivo. O documentário Melhores Inimigos, no qual o conservador William F. Buckley Jr. e o esquerdista Gore Vidal travam uma batalha durante onze noites, transmitida para todos os Estados Unido durante as eleições presidenciais de 1968, traz de forma magistral isso tudo.

Perdi a conta de quantos debates participei; alguns foram memoráveis, outros, quase inexpressivos, melancólicos. Infelizmente nesses últimos tempos, os entreveros intelectuais foram rareando, bons debatedores sumiram e outros simplesmente não aceitam debater, preferem de forma cômoda as páginas dos jornais e o espaço quase infinito dado pelas redes de rádio e TV. Fóruns de segurança, criados para “debater” Segurança Pública com posições claramente ideológicas e distantes de qualquer tecnicidade sobre o assunto, criam subterfúgios inacreditáveis para simplesmente se negarem ao debate. Como sempre, se escondem e encolhem na pequenez do discurso pronto, fácil e palatável aos seus financiadores. Nos últimos tempos não foram poucos os debates que simplesmente não aconteceram porque não havia debatedores dispostos do lado desarmamentista.

Nesta semana fui violentamente atacado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, uma ONG criada para, em tese, discutir o tema mais urgente no Brasil hoje. O motivo do ataque? Fui simplesmente marcado em uma publicação na qual o Fórum defendia o megainvestidor George Soros, o maior patrocinador de todas as pautas esquerdistas no mundo, incluindo o desarmamento. Provocado, desafiei-os para um debate e pronto: virei inimigo público número um deles. De forma inacreditável condicionaram uma possibilidade – friso a POSSIBILIDADE! – de debate à abertura das minhas contas e financiadores, como se uma entidade privada, que não recebe um só centavo de dinheiro público, tivesse alguma obrigação de fazê-lo.

A estratégia é simples: levantar dúvidas acerca dos meus interesses. O ataque foi seguido de centenas de mensagens de pessoas que me apoiam e financiam o Movimento Viva Brasil com doações absolutamente voluntárias e essas – vejam só – jamais me pediram qualquer coisa desse tipo. O motivo é simples: doam ao reconhecer o meu trabalho frente ao direito de defesa do cidadão. Se acharem que o “produto” não é bom, simplesmente não “compram” e ponto- final.

Seja como for, mesmo que de forma indireta, a ocasião revelou duas coisas: o Movimento Viva Brasil é uma pedra no sapato do establishment das políticas fracassadas de segurança pública que eles defendem e, o mais importante, eles não têm lastro para embarcar em um franco debate de ideias sobre a questão do desarmamento. Falam, mas são incapazes de sustentar suas posições. Uma pena, um episódio triste, que mostra a pequenez daqueles que ditam hoje a catastrófica política de segurança pública no Brasil, baseada em preceitos marxistas ultrapassados, onde os criminosos são as vítimas, a polícia é opressora e todo cidadão que quer uma arma para sua defesa perante um Estado falido é visto como um assassino pronto para fazer justiça com as próprias mãos. E, ainda por cima, é você que literalmente paga por isso, com seus impostos.

 

FOLHA DE SÃO PAULO E AS ARMAS: ANO NOVO, MENTIRAS VELHAS!

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Finalmente chegamos em 2018, um ano eleitoral que promete fortes emoções. Pela primeira vez na história teremos candidatos à presidência com claro posicionamento favorável a posse de armas pelo cidadão. Desde a redemocratização, com exceção de Enéas Carneiro, nunca tivemos nenhum candidato francamente favorável ao direito de defesa nas mãos da população com real chance de vitória. Entre os pré-candidatos atualmente na disputa temos não apenas um, mas três candidatos com esse posicionamento! São eles: Jair Bolsonaro, João Amoedo e Alvaro Dias.

Não bastasse isso os dois principais projetos de lei que tramitam no Congresso e que acabam com o fracassado Estatuto do Desarmamento são simplesmente os mais apoiados popularmente. As propostas do deputado federal Rogério Peninha e do senador Wilder Morais bateram todos os recordes históricos de apoio entre os eleitores brasileiros. Nenhuma surpresa por parte de quem acompanha essa história há mais de 20 anos ou assiste constantemente os massacres ocorridos em qualquer votação ou enquete espontâneas realizadas, incluindo aqui algumas feitas pela poderosa Globo News que, ao vivo, são simplesmente arrasadoras em favor das armas.

E eis que hoje, no meu último dia das pequenas férias que tirei, aparece uma pesquisa do Datafolha – carinhosamente apelidada de Datafalha nas últimas eleições – afirmando que a maioria da população continua favorável ao desarmamento. Faço aqui uma curta pausa para não soltar um longo e sonoro palavrão... Bom, continuemos. Primeiramente, se isso fosse verdade, o resultado do referendo teria sido outro e não foi! A maioria absoluta e inequívoca da população disse não ao desarmamento e ponto final. Foi o mesmo instituto de pesquisas que afirmava em julho de 2005, portanto há menos de três meses do referendo, que “80% acham que o comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido”. Será que é necessário dizer mais alguma coisa? Ah! Isso sem levar em conta a credibilidade de uma reportagem que não consegue saber sequer a diferença entre “porte” e “posse” de armas, pois ora usa uma, ora usa a outra para a mesma “pesquisa”.

Qualquer um que conheça alguma coisa desse tipo de pesquisa sabe que é muito fácil dirigir as perguntas para se obter a resposta desejada e, acredito, seja exatamente isso que tenha ocorrido embora confesse que não tive acesso à íntegra da mesma e a bem da verdade nem quero. Mas então qual o porquê dessa história? Qual o objetivo desse tipo de “pesquisa”? Respondo! O primeiro objetivo é dar sustentação para os discursos desarmamentistas dos – cada vez mais raros - candidatos que possuem isso como mote de campanha. E o segundo é tentar influenciar outros candidatos “indecisos” a se posicionarem favoravelmente à insustentável tese das restrições.

A estratégia empregada pela Folha é completamente furada e só funcionou no passado quando a opinião publicada era confundida com opinião pública. A Internet e as redes sociais acabaram com isso, acabaram com o monopólio da “opinião pública” forjada nas reuniões de pautas dos grandes veículos de imprensa nos barzinhos badalados do Leblon ou da Vila Madalena. O choro é livre e Feliz 2018 para todos!

 

 

Suspensão do Porte de Atiradores Esportivos e a precariedade do direito de defesa no Brasil

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ATENÇÃO: Hoje,15/12, a liminar que suspendia o porte de arma para atiradores foi derrubada e o processo suspenso até o julgamento do Agravo de Instrumento. A íntegra se encontra aqui: https://drive.google.com/file/d/174iL2IZ2l76p7Li31afgrk17c3YcBJiF/view

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Em 14 de março, era assinada a Portaria 28 onde o Exército Brasileiro, através da DFPC – Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados - havia liberado o chamado Porte de Trânsito para atiradores, onde era permitido aos mesmos portar uma arma de seu acervo no trajeto entre o local do acervo e o clube de tiro. Tal medida, necessária para proteção efetiva do acervo e integridade física dos esportistas, vigorou por quase 9 meses sem qualquer ocorrência que pudesse colocar em dúvida o acerto da liberação.

As poucas ocorrências negativas foram por conta do desconhecimento da lei por parte de autoridades policiais que acabaram por, ilegalmente, autuar e até mesmo prender atiradores esportivos. Prontamente a DFPC sanou as dúvidas existentes e tudo voltou a correr dentro da normalidade. Friso aqui que há hoje no Brasil algo em torno de 70.000 atiradores registrados no Exército e, ao contrário do que alarmaram os profetas do apocalipse, isso não trouxe qualquer problema para segurança pública e paz social.

Eis que ontem fomos pegos de surpresa por uma liminar concedida pela 3ª Vara Federal de Porto Alegre que informava:

“A 3ª Vara Federal de Porto Alegre suspendeu uma Portaria do Exército Brasileiro que concedeu aos atiradores esportivos o direito de transportar arma de fogo municiada do local de guarda ao local de competição ou treinamento. A decisão é da juíza federal Thais Helena Della Giustina e foi proferida nesta segunda-feira (4/12).

 

A ação com pedido de liminar de urgência foi impetrada por um advogado da capital gaúcha. O autor destacou que o dispositivo editado pelo Exército “cria enorme insegurança, uma vez que possibilita o porte de armas municiadas por civis’. Segundo ele, “o pano de fundo da criação da Portaria é um movimento concatenado formado por organizações civis em busca de uma forma abreviada para o registro de posse de arma de fogo para o cidadão comum”.”

 

Ontem, 07/12, a DFPC divulgou uma circular que confirma a suspensão e pode ser acessada aqui. Sendo assim, mesmo após meses de vigência sem qualquer problema grave, a portaria 28 está suspensa e os atiradores esportivos voltaram a ficar sem o direto ao Porte de Trânsito.

 

Entrei em contato com o autor, o advogado Rafael Gama de Porto Alegre, que resumidamente afirmou: “Minha real intenção é de deixar claro a incompetência do Exército para "legislar". O mérito é legítimo, a forma equivocada.” Agora é aguardar o que pode ser uma longa batalha judicial sobre o assunto onde tudo pode acontecer, inclusive nada. Deixo claro que discordo veementemente da posição do autor da ação e sigo o posicionamento de Fabrício Rebelo, aliás, posicionamento esse que baseou a portaria em discussão. A íntegra está aqui.

 

O general de Brigada Theophilo, chefe do Comando Logístico do Exército, deixou uma importante mensagem em seu perfil no Facebook, vejam esse trecho:

 

“Na interpretação do jurista alemão Rudolf Von Ihering a luta pelo direito é um dever do interessado para consigo próprio. O indivíduo (ou o grupo organizado a que pertence) deve conhecer os meios à sua disposição e lutar por seus direitos. Não podemos colocar nossos direitos nas mãos de outrem.”

 

Portarias são, como sabe qualquer CAC que tenha alguns anos de estrada, inseguras por natureza.  Podem – e são! - modificadas com grande facilidade, pois dependem quase que exclusivamente de uma “canetada”. Volto aqui a defender a aprovação de LEI que garanta esse direito para todos, defendo aqui a aprovação do PL 3722 do Deputado Rogério Peninha, do PLS 378/2017 do Senador Wilder Morais que acabariam com a discricionariedade, com as “canetadas” e com a variação de “humores” de juízes, promotores e advogados.

 

Tanto o deputado Peninha (aqui) quanto o Senador Wilder(aqui) possuem páginas onde é possível acompanhar os projetos e, principalmente!, pressionar deputados e senadores.

Senador quer a inutilização de todas as armas de colecionadores: um projeto imbecil!

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Senador Eduardo Amorim (PSDB/SE) apresentou em 2014 um projeto de lei - Projeto de Lei do Senado n° 391 - que prevê a inutilização imediata de todas as armas de coleção. O projeto, como outros tantos, ficou parado no Senado por três anos. Ocorre que com o mutirão para apreciação de projetos relativos à segurança púbica o mesmo voltou à pauta e, acreditem, quase foi aprovado pela CCJ, em caráter terminativo, no último dia 29.

Com parecer favorável da relatora, a senadora Simone Tebet, o Projeto só não foi aprovado porque os membros da CCJ pediram vistas coletivas do mesmo. Isso não me espanta pois o relatório apresentado pela senadora é uma peça praticamente ininteligível que mistura porte de transito com coleção e usa “estudos” de ONG desarmamentistas para firmar sua posição em favor da proposta imbecil.

Peço perdão pela adjetivação pejorativa, mas não há outra forma de classificar o texto apresentado, vejamos:

"Altera o Estatuto do Desarmamento para estabelecer que as armas de fogo do acervo de colecionadores deverão ser mecanicamente inaptas para efetuar disparos, cuja circunstância será aferida pelo Comando do Exército no registro e na concessão de porte de trânsito."

A imbecilidade está, primeiramente, no fato que uma arma inutilizada para disparo deixa de ser uma arma e, portanto, não precisa de qualquer autorização para ser colecionada! Excluindo-se isso, que já não é pouco, resta ainda o caráter ditatorial da medida e sua total inutilidade no que diz respeito à segurança pública. Não posso ainda deixar de apontar que tal projeto, se aprovado, trará prejuízo aos milhares de colecionadores uma vez que o valor das peças de coleção – e isso vale para qualquer tipo de colecionismo – está diretamente relacionada à originalidade da peça, no caso, na possibilidade de disparo.

E que fique o alerta para que os colecionadores, em especial aqueles que possuem milhares de reais em peças e nunca mexeram uma só palha contra a sanha desarmamentista, não achem que estão seguros em seus feudos. Como disse acima e repito, não foi aprovado por muito pouco e ainda pode ser! Tudo dependerá da mobilização em massa.

Abaixo seguem os dados de contato do autor e da relatora.

Autor: Eduardo Amorim

E-mail: eduardo.amorim@senador.leg.br

Twitter: https://twitter.com/eduardoamorimse

Facebook: https://www.facebook.com/eduardoamorimse/

Telefones: (61) 3303-6205 / 6206 / 6207 / 6208 / 6209 / 6210 / 6211

FAX: (61) 3303-6212

 

Relatora: Simone Tebet

Facebook: https://www.facebook.com/simonetebet/

Twitter: https://twitter.com/SimoneTebetms

Telefones: (61) 3303-1128

FAX: (61) 3303-1920

E-mail: simone.tebet@senadora.leg.br

Se armas não trazem proteção, a Rede Globo já desarmou seus seguranças?

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O G1, mais uma vez, produz e publica uma matéria absolutamente enviesada sobre a posse de armas de fogo, tentando mostrar que armas em casa trazem riscos e não segurança; para tal ouve “especialistas” e cita dois ou três casos onde armas legais foram usadas em homicídios. A tática usada pelo jornalista é velha e manjadíssima: pinçar notícias ruins que envolvam armas e simplesmente “esquecer” casos onde a arma foi usada defensivamente e salvou vidas inocentes.

 

O professor John Lott, um dos maiores especialistas do mundo nesse assunto, discorre com precisão implacável sobre essa atitude da imprensa em seu livro Preconceito Contra As Armas, livro de leitura obrigatória! Cito um pequeno trecho:

 

“qualquer que seja o impacto de tal cobertura jornalística na segurança, está claro que a decisão de cobrir apenas os crimes cometidos com armas – e não os crimes impedidos por elas – tem um impacto real nas percepções das pessoas sobre armas”

 

É claro o objetivo desse tipo de cobertura: gerar medo e, com isso, ganhar a empatia e apoio de leitores, ouvintes ou telespectadores para a ideologia desarmamentista. Porém, ao que parece, a tática – já bem ultrapassada – tem causado pouco ou nenhum efeito, basta ver os comentários na matéria e nas redes sociais como o Facebook e Twitter onde foi divulgada.

 

A própria ONU em seu relatório a United Nations Office on Drugs and Crime, órgão da ONU chega à uma conclusão importante, embora bastante óbvia:

 

“Adicionalmente, sob uma perspectiva global, a enorme diferença entre as estimativas de proprietários de armas de fogo (centenas de milhões, de acordo com estimativas da Small Arms Survey, 2007) e o número anual de homicídios (centenas de milhares) indica que a maioria das armas dos cidadãos não é desviada e é possuída para propósitos legítimos” Global Study on Homicide, 2011, pag. 44.

 

Interessante notar que embora todos os veículos de comunicação do Grupo Globo (salvo raras e heroicas exceções) posicionem-se no mantra de “armas não trazem segurança”, nunca vi nenhuma das instalações dessa empresa, incluindo o Projac, abrindo mão de seguranças armados para sua defesa. Duvido muito também que a família Marinho abra mão do seu exército particular de defesa armada. Tempos atrás, inclusive, a Rede Globo foi condenada a pagar os encargos trabalhistas para um bombeiro carioca que fazia a escolta armada para funcionários, artistas e diretores da emissora. A pergunta que fica é: se armas não trazem segurança quando a Globo e a família Marinho desarmará seus seguranças?

Em apenas um dia americanos compram armas suficientes para armar todo o Exército Brasileiro!

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A venda de armas bateu mais um recorde nesta última Black Friday nos Estados Unidos como aumento de 10% dos pedidos de checagem de antecedentes feitas ao FBI em relação ao ano de 2016. Foram 203.086 pedidos de checagem em apenas 24 horas. Levando-se em conta que um único pedido de checagem pode resultar na compra de mais de uma arma e que 20 estados americanos não exigem essa checagem para quem tem uma permissão de porte velado válida, podemos estar falando de uma cifra acima de 300 mil armas vendidas em apenas um dia! Esse montante seria suficiente para armar todos os membros do Exército brasileiro ou metade de todas nossas forças policiais.

Enquanto isso na Inglaterra...

De acordo com as novas estatísticas criminais divulgadas na última semana pelo governo inglês e publicadas pelo jornal The Telegraph, houve um crescimento de 13% nos crimes cometidos em todo o Reino Unido. Os novos números também mostram uma realidade que poucos tem consciência: hoje, Londres é mais violenta que Nova Iorque! Estupros, assaltos, invasões de residências, agressões e crimes violentos em geral são muito mais frequentes na capital londrina do que na cidade que já foi no passado a mais violenta da América. Exceção feita aos homicídios, porém, ano após ano, essa diferença diminuiu. Nos últimos 12 meses, somente em Londres, 35 jovens abaixo dos 25 anos foram esfaqueados e mortos, um crescimento de 84% neste tipo de crime.

Mas no Brasil...

Com mais de 60 mil assassinatos em 2016, “especialistas” continuam afirmando que a política americana no que diz respeito às armas e à punição de criminosos não pode ser usada de modelo. Bom mesmo é o nosso modelo de desarmamento e leniência com os criminosos...

 

O ataque no Texas e as lições sobre armas, radicais e cristãos armados

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Os ataques perpetrados em solo americano têm assumido nos últimos anos um perfil, digamos, interessante: praticamente todos, com exceção daqueles efetuados por terroristas islâmicos, possuem como protagonistas membros com ligações ao Partido Democrata, a esquerda americana, usando armas ilegais em boa parte das vezes e, como desde sempre, os alvos são em sua maioria os locais categorizados como “gun free zones”, ou seja, locais públicos onde ninguém pode entrar ou permanecer armado mesmo tendo autorização para isso.

O último ataque, ocorrido em uma igreja no Texas segue o mesmo padrão. O autor, que foi desligado por desonra da Força Aérea Americana e portanto era proibido de comprar e possuir legalmente armas em solo americano, se declarava antirreligioso e tinha participação ativa no movimento intitulado Antifa que em tese seria formado por ativista que lutam contra o fascismo, mas que embora, via de regra, usam os mesmos expedientes daqueles que dizem combater. É uma espécie de “black block” da terra do Tio Sam. Não há como negar que seus alvos consistiam de um público majoritariamente conservador, tal qual no ataque em Las Vegas.

Entre aqueles que vivenciaram o ataque e sobreviveram, todos disseram que ele só não continuou porque um vizinho da igreja abriu fogo com um fuzil contra o autor do massacre atingindo-o com pelo menos um tiro, outro morador, também armado ajudou no confronto e perseguição. Não sem motivos, os dois estão sendo considerados heróis. Se fosse no Brasil veríamos toda sorte de especialistas e autoridades condenando o ato de bravura que pode ter salvado outras vidas em um evento imprevisível. O terrorista foi encontrado morto em seu carro.

Ao contrário do que torciam os “analistas” nacionais, quase que imediatamente, o governador do Texas que é do partido Democrata descartou qualquer possibilidade de se modificar a lei estadual para que haja maiores restrições e uma série de autoridades, policiais, pastores e cidadãos imediatamente levantaram uma questão há muito debatida nos EUA: as igrejas serem, por lei, zonas livres de armas só as fazem um apetitoso alvo para predadores e psicopatas. Uma das vozes mais atuantes nesse ponto é pastor Charl van Wyk, que quando era um jovem de apenas 21 anos salvou aproximadamente mil pessoas ao enfrentar sozinho terroristas em uma igreja na África. Falei disso em um texto em 2015 e acho necessário repeti-lo em sua íntegra aqui:

“No dia 25 de julho de 1993, mais de mil pessoas lotavam a igreja St. James localizada no subúrbio da Cidade do Cabo, África do Sul. Tudo corria normalmente em mais uma noite de culto até que quatro terroristas invadiram o local lançando granadas e abrindo fogo com seus fuzis. Em trinta segundos onze pessoas morreram e cinquenta e oito foram feridas.

O ataque fora planejado e ordenando por Letlapa Mphahlele comandante do Exército Popular de Libertação Azanian e executado por Sichumiso Nonxuba, Bassie Mkhumbuzi, Gci Makoma e Tobela Mlambisa. Em entrevista anos mais tarde o sanguinário Letlapa afirmou friamente: "nós pensávamos que a igreja era uma zona livre de armas. Mas menino, você tinha uma surpresa para nós."

Não, não era uma “gun free zone” e o menino ao qual se referiu o terrorista era o jovem missionário Charl van Wyk que armado com um simples revolver calibre .38SPL, com capacidade para apenas cinco cartuchos, abriu fogo contra os assassinos. Um deles foi ferido e os demais saíram em disparada abandonando o plano de incendiar a igreja com todos os sobreviventes dentro. Aqueles cinco disparos foram responsáveis por salvar mil vidas inocentes.

Após o episódio, Charl van Wyk se tornou ferrenho defensor do direito de defesa e do fim das chamadas zonas livres de armas, em especial nas igrejas, que são alvos frequentes de ataques pelo mundo. Essa é a missão do verdadeiro pastor: defender e promover a defesa de seus rebanhos. Enquanto aqui em terras brasilis, os malafaias da vida continuam pregando a rendição e o desarmamento de suas ovelhas. Os lobos agradecem.”

 

E aqui entramos em um tema que não poderia nem passar perto de ser polêmico: os cristãos e as armas! Eu mesmo já proferi uma palestra toda para falar desse assunto na Paróquia Santa Generosa e o vídeo pode ser visto em sua íntegra aqui, também tenho um artigo específico sobre o assunto e ainda posso me apoiar na posição do Padre Paulo Ricardo que anos atrás já se manifestou em um estupendo vídeo de 2013 ou ainda no livro Armas, Defesa Pessoal e a Bíblia disponível em eBook Kindle de Filipe Luiz Claudino Machado.

Encerro por aqui citando um pequeno trecho do excepcional artigo intitulado Ovelhas, Lobos e Cães Pastores do Tenente Coronel americano Dave Grossman:

“Se você quer ser uma ovelha, então você pode ser uma ovelha e está tudo bem, mas você deve entender o preço a pagar. Quando o lobo vier, você e as pessoas que você ama morrerão se não houver um policial por perto para protegê-lo. Se você quer ser um lobo, tudo bem, mas os pastores o caçarão e você não terá nunca descanso, segurança, confiança ou amor. Mas se você quiser ser um cão pastor andar no caminho do guerreiro, então você deve tomar uma decisão consciente diária de dedicar-se, equipar-se e preparar-se para aquele momento tóxico, corrosivo, quando o lobo vem bater em sua porta”.

 

 

 

Nos EUA gays, negros e esquerdistas se armam e para a imprensa a “culpa” é do Trump!

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Acredito que depois do diabo, Trump é o cara mais acusado da história. Se não é culpa do cascudo, é culpa do Trump e não necessariamente nessa ordem! Eis que eu me deparo com duas matérias, uma do Estadão e outra da Rede TV, sobre como gays, negros e liberais (no sentido americano, ou seja, esquerdistas) estão se armando por conta do “efeito Trump” seja lá o que for isso.


Pois, pois... Primeiramente a organização Pink Pistol que nasceu nos EUA foi fundada em 2000, portanto dezessete anos antes da eleição do presidente Trump. Falei disso em um texto de 2010, onde rapidamente descrevi sobre os motivos da fundação da entidade. Vejam o trecho:


“Uma noite, no outono de 1987, em Little Rock, Arkansas, um rapaz chamado Austin Fulk estava muito próximo da morte. Ele tinha 17 anos, demasiado jovem para beber nos bares, por isso muitas vezes ele andava em um parque que era popular entre os adolescentes homossexuais. Nesta noite o céu estava nublado, o chão encharcado de chuva e o lugar quase deserto. 

Uma caminhonete se aproximou vagarosamente e começou a insultá-lo com palavrões e frases do tipo: “Sua bicha, pegue AIDS e morra!”. A caminhonete deu mais uma volta e parou a poucos metros dele. Saltaram quatro rapazes jovens armados com tacos de baseball e barras de ferro.

"Eu pensei que estava prestes a morrer", diz Austin, mas ele está vivo, e isso é porque o seu companheiro chegou e puxou uma pistola debaixo do assento de seu caminhão, apontou para a direção dos rapazes e efetuou um único disparo por cima de suas cabeças. De repente, toda a coragem dos rapazes desapareceu, correram para a caminhonete e fugiram.

Essa é apenas mais uma das histórias onde uma arma salvou a vida e impediu que crimes homofóbicos fossem cometidos. Austin Fulk vive hoje na Virginia (EUA). Ele é instrutor de tiro e possui porte de arma. Ele jamais precisou usar sua arma.

A história acima, foi contada através do excelente artigo entitulado “Pink Pistols” do jornalista Jonathan Rauch. Sua repercussão foi tão forte que fez surgir em 2000 uma associação também chamada “Pink Pistols”, que hoje, no mundo, é a principal defensora do direito à posse e porte de armas por gays, tendo representatividade em 33 estados americanos, além do Canadá e África do Sul.”


Portanto, afirmar que os membros da Pink Pistol estão se armando por conta de um suposto “efeito Trump” é simplesmente mentira! E não é só isso, o The Guardian, que ninguém ousaria sugerir que é um veículo conservador, mostrou que a procura pela associação triplicou após o ataque à boate de Orlando. 

Sobre a questão da esquerda, dos “Liberals” estarem se armando pelo mesmo motivo não passa de “bullshit”! O desarmamento e as restrições radicais deixaram de ser mote de boa parte dos Democratas faz muito tempo e eu explico isso em dois artigos: “Como o pessoal da Segunda Emenda garantiu a derrota Hillary” e “Como os democratas derrotaram o desarmamentismo de Obama”. Vejam um pequeno trecho do segundo:

“Isso foi reforçado pela recente guinada de famosos esquerdistas americanos, que, mesmo sendo eleitores dos democratas, se mostraram favoráveis à posse e ao porte de armas. Entre eles estão as atrizes Jennifer Lawrence e Whoopi Goldberg – que até declarou ser membro da NRA. Entre os atores, Samuel L. Jackson, eleitor de Obama, se disse decepcionado com o presidente e reafirmou sua defesa da Segunda Emenda; coisa parecida ocorreu com o galã Brad Pitt. Junte-se a isso o fato de um senador e sete deputados democratas terem abertamente apoiado o direito à posse de armas. Fortes golpes em um presidente que já é considerado pelos americanos como um dos mais fracos da história.”

Resta claro que o direito de possuir e portar armas nos EUA deixou há muito tempo de ser uma bandeira apenas e tão somente Republicana ou conservadora!

Tudo isso vale para os negros que também são citados em uma das matérias. O uso de armas para garantir direitos civis básicos por eles começou após a Guerra da Secessão em 1865, um tanto quanto longe da eleição do malvadão Trump. Aliás é sempre bom lembrar que a KKK surgiu como uma entidade antiarmas, incumbida pelos Democratas de confiscar as armas dos negros. Também falei disso em artigo recente que pode ser lido aqui: Como o racismo pautou as restrições de armas nos Estados Unidos.

Se há um efeito Trump é exatamente o contrário do apontado nas matérias. O presidente eleito, ao contrário da derrotada Hillary, é ferrenho defensor da Segunda Emenda na Constituição Americana que garante exatamente o direito para que gays, negros e esquerdistas possuam e usem armas para sua defesa. O resto é Fake News! 
 

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