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A barragem da mata da Cafurna, localizada em uma reserva indígena em Palmeira dos Índios, volta a preocupar a população palmeirense diante do perigo de rompimento em razão das ultimas chuvas e o inicio do inverno.

O secretário municipal de Infra-estrutura, engenheiro civil Jesimiel Pinheiro, assegurou na manhã desta sexta-feira, 09, que, o que estava previsto fazer através da Prefeitura foi realizado no que se refere a diminuição do nível de água e a melhoria da estrada vicinal de acesso ao manancial.
Infelizmente, explicou o engenheiro, com as ultimas chuvas caídas em Palmeira dos Índios nos últimos dois dias, o nível de água voltou a subir e a estrada foi seriamente prejudicada com a erosão.

Para o Engenheiro, uma solução imediata para evitar o perigo de um rompimento seria esvaziar todo o volume de água. No entanto, assegurou este serviço somente poderá ser feito com uma autorização do Ministério Público Federal, em razão da barragem esta situada em uma reserva indígena.

Explicou Jesimiel Pinheiro que foram encaminhados todos os procedimentos através da pasta de infra-estrutura para a Fundação Nacional do Índio – Funai, Ministério Público, Comissão de Defesa Civil, Departamento nacional de Obras Contra as Secas – (Dnocs) mas até o momento nada foi executado no que diz respeito a proteção do grande paredão construído há 70 anos pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas – (Dnocs).

Tragédia anunciada

Um possível rompimento da barragem da Cafurna em Palmeira dos Índios caso ocorra, é uma tragédia anunciada a exemplo do desmoronamento do morro do Bumba em Niterói. As casas foram construídas sobre um lixão desativado e as autoridades tinham conhecimento da “bomba relógio” que poderia explodir a qualquer momento como aconteceu ceifando vidas inocentes.

O coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Jadir Ferreira, assegurou na época que esteve na barragem, que a vulnerabilidade da barragem e o risco que ela oferece à população, mas, admitiu que não pode tomar a iniciativa de realizar nenhuma obra sem a autorização da Funai.

Caso ocorra um rompimento da barragem, mais dois reservatórios serão atingidos e parte da cidade será seriamente atingida principalmente o centro da cidade. Essa observação é do secretário executivo de Defesa Civil Coronel Denílson Cruz.