A violência em Alagoas foi mais uma vez discutida na sessão de hoje, da Assembléia Legislativa. O primeiro a se pronunciar foi o deputado Judson Cabral (PT), que pediu ao líder do governo, Alberto Sextafeira (PSB), um relatório sobre o andamento da convocação dos quase dois mil concursados que integram a reserva técnica da Polícia Militar.

O petista explicou que a média de idade dos policiais que estão em exercício passa dos 43 anos, o que não provoca uma ação efetiva por parte dos militares. E que os jovens que estão na reserva técnica poderiam estar fazendo a segurança da população.

“O governo estadual cruza os braços para o problema da segurança. O efetivo está defasado e é preciso que a convocação ocorra o quanto antes”, comentou Cabral, afirmando ainda que os 40 homens da Força Nacional não resolvem a situação.  

Em aparte, o deputado José Maria Tenório (PMN) disse que o maior problema é a falta de administração e de comando por parte das policiais Militar e Civil. “É preciso que a polícia seja mais bem distribuída. Os policiais da Força Nacional, que recebem o dobro do salário dos militares alagoanos, ficam desfilando pelas ruas de Maceió”, criticou o deputado.

Resposta

Já Sextafeira, contou que terá uma reunião na próxima quinta-feira com o governo do estado, quando saberá todas as informações sobre a convocação. “Esse é um assunto especifico de segurança pública. Entrarei em contato com o governo com base nas informações recolhidas”, explicou.

De acordo com o parlamentar, não existe resposta para uma possibilidade daconvocação ou não dos reservistas.

Sobre o não pagamento do 13° salário dos funcionários da ALE – assunto divulgado na imprensa local -, o líder do governo afirmou que é uma obrigação o pagamento, apesar da crise que assola o mundo.