No Planalto Central, entre os milhares de funcionários do Senado, a última novidade é a existência de uma dúzia de assessores virtuais.

 

Para um Plenário vazio, mesa vazia também. Mas as cadeiras são ocupadas pela direção do Senado. Além do presidente, que é o chefe do Poder Legislativo, existem dois vices e quatro secretários – com direito a gabinete especial e 12 cargos comissionados, nomeações sem concurso.

 

O gasto com esses comissionados, nas quatro secretarias, fica em R$ 360.650,96 por mês. Para os quatro secretários titulares, há quatro adjuntos, que são substitutos eventuais. Eles também têm direito a uma estrutura de funcionários para o gabinete extra, além dos funcionários do gabinete oficial.

 

No boletim administrativo parlamentar, estão registradas exonerações e nomeações para atender aos adjuntos.

 

O terceiro suplente de secretário é o senador Adelmir Santana, do Democratas do Distrito Federal.

 

O primeiro suplente de secretário é o senador César Borges. No gabinete parlamentar dele, o assessor justifica a necessidade dos assessores virtuais.

 

"Porque o suplente participa da mesa. Ele oferece parecer de projeto que tramita na mesa. Então, se considera que ele precisa de apoio para esse trabalho", explica o assessor do senador.

 

Não há explicação oficial sobre o que realmente fazem os assessores técnicos, que podem ganhar até R$ 6,4 mil. Mas a nomeação dos gabinetes virtuais, embora invisível, é oficial. A autorização é da própria Mesa Diretora do Senado. Segundo a diretoria-geral da casa, o ato é de 6 de agosto de 2006.

 

A assessoria do senador César Borges, do PR da Bahia, disse que os assessores técnicos dão suporte aos suplentes, que segundo ele, também participam das reuniões da Mesa Diretora.

 

O senador Adelmir Santana, do Democratas do Distrito Federal, informou que ainda não fez as nomeações, mas deve fazê-las porque os suplentes também receberiam matérias para relatar.