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Tenho uma admiração profunda pelo trabalho desenvolvido pelo Carlito Lima. Seja nas obras do autor, em que retrata uma Maceió do passado, onde há o bom humor sempre presente e um uso da Língua Portuguesa que contagia o leitor, seja pelo que realiza quando ocupa cargos públicos. 

Sem entrar nos méritos das questões ideológicas das gestões por onde passou, Carlito Lima fez muito pela Literatura alagoana e brasileira onde quer que estivesse. Na cidade de Marechal Deodoro, por exemplo, a Feira Literária tem a sua marca. É um legado que permaneceu. 

Tive a honra de participar de uma das edições debatendo a obra de Aureliano Cândido Tavares Bastos, quando Carlito Lima não estava mais a frente do evento. Todavia, a ideia que seguiu adiante, sendo muito bem organizada por quem estava no comando agora, remete ao passado. Então, sou grato a todos os envolvidos e em especial a Lima. 

Carlito Lima tem um destaque reconhecido, como na obra de Mary Del Priori, em que a historiadora fala de questões peculiares do Brasil republicano do passado. Lá, o alagoano é citado como fonte de referência. Uma memória viva. Fui a muitas das feiras literárias que Carlito Lima ajudou a realizar. Em todas, fiquei encantado. Ele inspira o zelo pelos personagens históricos de Alagoas. 

Independente de concordarmos ou não com as ideias e feitos de alguns de nossos personagens e mitos, não há como negar que fazem parte de nossa História e precisam ser conhecidos, debatidos e, em muitos casos, até a desmistificação. 

Leio, agora, no CadaMinuto, que Carlito Lima abriu a 1ª Feira Literária do Jacintinho - a Flijaça. Um ato ousado, pois na maioria das vezes eventos como esse miram os bairros mais conhecidos por seus cartões postais e esquece uma cidade que precisa receber essas ações para o fomento da cultura e da educação. 

É uma felicidade imensa perceber a ação certa com uma pessoa que tem um histórico nesse tipo de atividade. Lima merece todo o apoio da imprensa e dos amantes da literatura. Ainda mais quando aponta que os próximos eventos pretendem passar pelos bairros de Fernão Velho, Ipioca e Benedito Bentes. Que a população local e todos os maceioenses possam aproveitar. Que a ação cresça e possa misturar velhos e novos autores, resgatar personagens e até trazer convidados. 

Na edição de agora serão homenageados Luiz Gonzaga e a alagoana Ruth Quintella. Para os alunos, um estimulo à leitura. Que o maceioense se engaje em ações como essas. No mais, reitero minha admiração por Carlito Lima e deixo aqui meu muito obrigado. 
 

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